terça-feira, 11 de junho de 2013

DE PASSO TROCADO

Pois é, não sei o que se passa comigo, ando sempre com o passo trocado, ontem saí de casa com destino a Elvas e quando dei por mim estava em Vila Verde, hoje não foi tão grave o engano, mas ainda assim reflecte os estragos que este pobre cérebro tem sofrido, quem julgue que só as falésias do nosso Litoral estão a sofrer a erosão, é porque ainda não viu bem o que a minha caixa dos pirolitos tem, sofrido.
Então foi assim: saí com destino á Capital, o que já não é admiração pois vou lá quase todas as semanas, mas normalmente na véspera faço como que o roteiro da volta que vou dar, não  no G.P.S. ou em papel, mas gravado nos miolos que ainda resistem á corrosão.

Hoje no roteiro tinha como destino a Feira da Ladra, pois Terça Feira é um dos dias da sua realização, mas quando ia no comboio, não sei se pelo efeito duma passageira que ia próximo de mim, e que falava pelos cotovelos e com o som no máximo, o meu cérebro que não suporta decibéis muito altos, disparou, perdi o roteiro, e tive que arranjar um outro, que me surgiu depois de recordar o nosso primeiro ministro Passos, então não é que o homem quer-me despedir por eu não ter as qualificações académicas que se coadunem com um Pais do primeiro Mundo como é o nosso? Então vou seguir o seu próprio exemplo que conseguiu o canudo com a bonita idade de 47 anos, (É certo que tenho alguns mais, mas isso não é impeditivo de melhorar) só faltava encontrar o caminho para a aprendizagem, e esse encontrei-o ali para os lados da Av. da Liberdade.

Ia eu a passar no Rossio, sem rumo, quando me veio a lembrança da Feira do Livro, espera, então não é com os livros que nos cultivamos? A resposta só pode ser sim, e eis-me a subir a  Av. da Liberdade com destino á Feira do Livro no Parque Eduardo VII, fui andando sempre com os olhos no Marquês, que também leu bastante para chegar onde chegou, e já com os bofes a saírem-me pela boca lá chego á tão desejada Feira do Livro, mas está tudo fechado? Então estes gajos não abrem os estaminés? São quase oito horas da manhã e tudo fechado, como é que o Pais não há-de estar na desgraça! Esta malta não quer tirar o cu da cama senão lá para o meio dia, assim não dá, é que o meu cérebro só funciona até aí pelas nove da manhã, depois dessa hora desliga, com o é que posso aprender alguma coisa se o Pias só funciona de tarde e noite?

Desci a Avenida, triste, como é de calcular, falhou a minha tentativa de me cultivar, bem mas ainda não está tudo perdido, pensei eu cá com os meus botões, também dizem que o Teatro Educa, e que é um poço de ensinamentos, então se é isso, vou ao Teatro, passo pelo Parque Mayer, só serve para estacionamento e eu não quero estacionar, desço mais uns degraus e vou até á Rua das Portas de Santo Antão, olho para o Politeama, está sem reclames, portanto já deve ter falido, nada, agora subo um degrau e estou na rua dos Condes, dum lado o Cinema e Teatro com este nome, que agora serve de Hard Rock Café, do outro lado o Odeon, a cair aos bocados, gaita hoje não é o meu dia vou mas é para casa, vou estudar na Internet, e aqui estou! Afinal quando a liguei a Internet li, que a Feira do Livro terminou ontem, mas que grande confusão vai nesta cabeça, desisto, já não quero estudar.
 
 

domingo, 9 de junho de 2013

PAÇO DE ARCOS

Mais uma volta por Paço de Arcos, e desta vez para ver e mostrar mais um pouco da degradação imobiliária (e não só) que grassa por todo o lado e aqui não é excepção, só que há lugares que nos dói mais, ver o estado a que isto chegou, e Paço de Arcos toca-me de perto, pois aqui vivi uma parte da minha vida, quiçá os melhores momentos, aqui tenho muitos Amigos, embora nos últimos anos por motivos profissionais e familiares andemos mais dispersos do que era desejável, mas como diz o outro, é a vida, e se não for antes lá nos encontraremos todos na terra da verdade.

O abandono por particulares aceita-se, muitas vezes há interesse imobiliários no abandono, mas em muitos casos é a falta daquilo com que se compram os melões para recuperar os imóveis, e nestes casos, é esperar que saia a sorte grande, ou que a coisa caia de madura, mas já na coisa pública aí fia mais fino, não tenho grandes dúvidas que é por incompetência que a grande maioria desses imóveis estão a cair, aqui em Paço de Arcos dois mamarrachos que já têm barbas, e que julgo saber pertencem ás Estradas de Portugal, num deles habitou um Cantoneiro e Família muitos anos, no outro falou-se que serviu como laboratório de manterias da falecida J.A.E., situados a dez metros uma da outra, e a cinco da Estrada Marginal, bonito postal ilustrado como se pode ver nas fotos.

Outro edifício que está á espera de cair com estrondo, este mesmo junto ao Palácio dos Arcos, que foi Escola Primária no primeiro piso em frente á Capela. No rés do chão onde trabalhei nos idos de 1969 e seguintes, era Papelaria, tabacaria e Bombas de Combustíveis do Campos Pereira, que nesta altura já tinha falecido, e era a Viúva a sua Gerente D. Lucrécia de seu nome Tia do Actor  José de Castro.
Salva-se nesta minha caminhada de observação o Palácio dos Arcos, recuperado e com Hotel construído recentemente nos seus jardins, ouve alguma resistência de vários moradores com receio de desvirtuar este Palácio (que alguns dizem ter dado o nome á Vila), mas no fim prevaleceu o bom senso e está bonito não só o Palácio como todo o recinto que lhe é adjacente.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

FERNANDO DACOSTA




Eis a história do recoveiro que se meteu a transportar ao lombo do jumento sacos de mercadoria a mais. Para mostrar eficácia aos mandantes, carregou-o sem prudência, não levando em conta as forças do jumento.
Ajoujado, este foi solavancando a sua triste sina de asno. A avidez do recoveiro não tinha, porém, limites: ao ver o jerico tropeçante, quase exangue, parou-o e, malvado, pôs-lhe um novo e pesado saco em cima. O pobre tremelicou. E só as infames chicotadas do brutamontes o fizeram mover, ziguezagueando, tropeçando, resfolegando. Uma dor de alma tamanha exploração – e estupidez, pois a dimensão do sacrifício iria acabar, via quem quisesse ver, por matar o transportador, ou seja o negócio.


Estranhamente, isso agradava aos referidos mandantes, que, amiúde, faziam divulgar, repetindo, intensificando, elogios à determinação e à coragem do seu capataz. Enquanto a vítima fenecia, o verdugo sorria.
De repente o bicho ajoelhou. O homem olhou-o apreensivo. Ao ver-se cercado de apupos violentos de populares, encolheu prudentemente a arrogância.
Nisto ouviu-se o toque do seu telemóvel. Quando ele o atendeu, distinguiu-se uma voz de estridências germanizadas.



O recoveiro hesitou. Depois, decidido, tirou o saco (o último) que colocara no dorso do jerico, que, ao sentir o alívio, logo se levantou e se pôs a caminhar, ligeiro, sem sentir que continuava a alombar com (toda) a carga inicial.
O saco suplementar fora apenas um truque, confirmou o homem rendido à perspicácia dos seus patrões alemães no lidar com os quatro patas do Sul da Europa.

Texto publicado ontem no Jornal i de ontem, da autoria de Fernando Dacosta, com fotografias minhas.


terça-feira, 4 de junho de 2013

HOJE VISITEI DUAS LISBOAS

Pois foi, tal como o título da mensagem diz, hoje duma penada caminhei e observei duas Lisboas, a Lisboa rica e faustosa, e a outra, a remediada, faltou-me a Lisboa pobre para compor o ramalhete, de qualquer modo já não foi nada mau em cerca de duas horas visitar estas duas.
Comecei a caminhar na Estação da C.P. de Santos, e como tinha sonhado durante a  noite que era rico, e naturalmente mesmo sem ter pensado nisso eis-me a caminho do fino Bairro da Lapa, quando dei por mim estava a subir a rua de São Domingos á Lapa rodeado de chalés, e a rua limpinha sem um papel, beata de tabaco, um cocó mesmo daqueles pequenos de lulus, nada, sem carros nos passeios um luxo, sem aquelas Tabernas ordinárias em que o pessoal cospe para o chão, peida-se á porta, e fala alto, nada, assim até dá gosto viver, pensei eu cá para os meus botões. 

Fui subindo e a certa altura olho para uma rua á minha esquerda e começo a ver mais Palacetes, daqueles de encher o olho, viro á esquerda e estou na  rua do Sacramento á Lapa, para observar mais de perto aquele luxo, mas quando me aproximo mais verifico que os tais Palacetes estão todos, ou quase  ocupados por Embaixadas e Consulados, ainda hesitei se deveria avançar, porque estes gajos são uns cagarolas do caraças e andam sempre a pensar em atentados e se me apanham de máquina fotográfica em punho, pensam que é alguma granada, e ainda me tomam por algum terrorista, e levo para aqui algum balázio, de qualquer modo não posso vir a Roma e não ver o Papa, e assim meio á socapa lá bati umas chapas mas pisguei-me dali o mais depressa que pude.

Virei então logo que me apareceu a primeira rua á direita, e que se chama Pau de Bandeira, novamente á direita e estou na Rua de S. Caetano, aquela onde se situa ao que julgo saber a residência dos Primeiros Ministros cá do rectângulo, e estou nas traseira das Embaixadas, ou seja na rua da frente tenho a nobreza a riqueza e quem sabe a soberba, nas traseiras temos os remediados, pelo estilo das casas não será propriamente um daqueles Bairros mais pobres, diria da classe média, hoje falida, ou melhor espoliada, e aqui observo então o que se passará na cabeça destes Autarcas de meia tigela que têm governado a nossa Capital, como se pode ver, nesta  rua em Calçada Portuguesa, toda remendada com betão, o gajo que autorizou uma barbaridade destas devia ir fazer companhia aqueles Vips que estão a «estagiar» na Carregueira.
 
Já tinha reparado que havia dois pesos e duas medidas no que á governação de Lisboa diz respeito, mas hoje perdi as poucas dúvidas que ainda tinha, como é possível um Bairro onde a limpeza e conservação deste, seja duma maneira, e na rua seguinte o seu contrário? será por subserviência aos poderes do dinheiro? serão os nossos políticos engraxadores compulsivos? não sei responder ás razões que levam a haver estas diferenças de tratamento entre Portugueses, só sei o que vi.
Entretanto deixando de lado estas considerações que até podem ser injustas, vão ver que até são os moradores  da Lapa que limpam as ruas reparam as calçadas e quiçá até são eles próprios que tratam a água que bebem, e o esgoto que produzem! Mas deixando isto para outras guerras, segui depois até á Estrela em cujo Jardim da Basílica fotografei esta linda Estátua dum Camponês e Esposa, no mesmo local um bebedouro sem água, (o costume por esta Lisboa, Menina e Moça) passei próximo do Marquês de Pombal mas já levava os pés a pedir para parar e não fui lá cumprimenta-lo, desci a Av. da Liberdade a Baixa, Cais do Sodré, e caselas que se faz tarde.



domingo, 2 de junho de 2013

EM VILA VERDE DOS FRANCOS

Enfim, o Verão chegou o que cá para o rapaz vem mesmo  a calhar, os dias nunca mais acabam, amanhece cedo e anoitece tarde o que por exemplo no caso do dia de hoje, deu-me um grande jeito, de manhã uma caminhada pela zona de Caxias, agora á tarde aqui por Vila Verde e ainda a noite vem longe, como não gosto de estar fechado, e a minha casa assemelha-se a uma gaiola (habituado a vistas largas é o que dá) estou a preparar-me para dar mais uam volta por aí.


O meu companheiro de caminhadas aqui na Terra também foi arejar para fora daqui, e como desconheço a hora que regressa vou fazer-me á «estrada» ou melhor aos campos e vou até ás ruínas do Castelo, hoje trouxe a Patroa, e homem com Mulher á perna é fogo, só falta mandar-me embora! Como raramente vem, e sobra cá para o rapaz ir limpando e reparando, quando vem põe defeitos em tudo o que fiz, ainda agora me acusou de não ter habilidade para limpezas, vejam só por ter dado cabo duma toalha de banho com lixívia, se isso também não acontecesse com as Mulheres, elas não compreendem que nós não nascemos com esse dom das limpezas, somos mais para uns petiscos uns caracóis e umas cervejolas, em especial nestes dias de calor.



Depois é com o computador! Não largas essa porcaria, e eu aqui farta de trabalhar, e tu agarrado a essa m...da! Isto já é demais, então estou aqui sossegado sem fazer mal a uma mosca e levo com cada ataque que só visto, e se não lhe dou corda ainda é pior, fala e ralha sozinha, aquilo já deve ser  o Dr. Alzheimer a falar por ela, mas deixa estar que eu já vou dar mais uma curva, na rua não a oiço.
Andei a fazer umas fotos que aqui mostro; a nova Escola está na fase dos muros, aquilo parecem mais muros para prisão que para uma Escola tal a altura que atingiram, mas deve ser para os Alunos não fugirem, acho que fazem bem, se no meu tempo tivessem muros desta altura hoje seria doutor, assim Professora e Alunos passavam o tempo a procurar-me, parecia uma procissão quando saiam da Escola em fila para me procurar, e eu junto á casa do Dimas a apreciar o filme.

Podem ver também o célebre "Penedo dos Ovos" com um Moinho de cada lado a fazer-lhe «guarda de honra» embora num ponto mais elevado, também as ruínas do Castelo, e outras fotos tiradas junto aos Moinhos do Albino e do meu Parente «Zé da Rosa, e agora vou dar o fora que já ouço panelas a bater.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

"OBSERVANDO, E DIVAGANDO"

Hoje andei aqui por Oeiras, passei junto á Câmara e antigos Serviços Municipalizados, estes com novo edifício, tendo ficado as antigas instalações para Câmara pois o edifício é único embora com entradas distintas, subi depois para o centro da Vila, e aqui observei aquilo que eu pensava ser de todo improvável acontecer, embora já nada me admire com tantas barbaridades que já assisti, pode-se ver numa imagem numa rua de calçada um edifício de cor avermelhada, seguido de outro mais baixo pintado de duas cores, uma parte creme a outra azul, no primeiro avermelhado era uma sapataria do meu tio Carlos França, a creme já não me recordo a sua utilização, e a azul eram casas de banho Publicas, eram! Agora está a servir de escritório, e quem tiver vontade de mudar a água ao bacalhau!  Faça-o na próxima esquina, ou em plena calçada, se for á noite ninguém vê, não o façam é nas calças que ficam a cheirar mal, isto é Portugal no seu melhor.
 
 
No regresso Porto Salvo passei junto á Estação Agronómica Nacional, que foi recentemente integrada no Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, não faço ideia se esta junção trouxe alguma vantagem para aquilo que foi desde o seu inicio, no longínquo ano de 1936, a sua função principal, era estudar o desenvolvimento e o progresso das Ciências Agrárias, de facto juntar vacas e porcos numa seara de trigo ou numa vinha não será muito aconselhável, as más línguas até falam que esta junção foi feita para dar cobertura á entrada duma manada de cavalos de alguém amigo! Lá que há cavalos espalhados pela  Quinta  isso há, já se são dos amigos ou não, fala-se; mas este Povo também não pode ver uma camisa lavada a um  Pobre que diz logo que foi roubada, como se o Pobre não a pudesse ganhar com o seu trabalho.
 
Nas fotos que mostro também se pode ver (escrevi "mosteiro" no edifício) o Mosteiro de Santa Maria do Mar, que alberga as Irmãs Beneditinas Missionarias, este Mosteiro foi construído nos finais dos anos cinquenta do século passado, e projectados por dois Arquitectos bastante conhecidos, Nuno Teotónio Pereira e Nuno Portas, Pai do conhecido "Paulinho das Feiras", agora investido nas funções de Ministro dos Negócios Estrangeiros, a quem curiosamente nunca confiei o meu voto, e que agora tem na sua mão a «arma» que pode impedir o seu colega Gaspar  de me sacar mais algum da minha reforma, vá lá «Paulinho»  zela pela rapaziada mais antiga que nós convidamos-te para uma sardinhada agora pelo Santo António.
 
 
Já te vi uma vez fardado de Marinheiro pelo que não deves ter dificuldade de manobrar um daqueles submarinos que comprastes aos nossos «amigos» Alemães, se o Gaspar não for na conversa, apanhas ali na Doca da Marinha a Vedeta das sete e meia e vais á Base do Alfeite que os Submarinos estão lá ancorados, já não submergem mas para o efeito não importa, do local onde se encontram espeta-lhe com um Torpedo no Edifício do Ministério das Finanças que fica mesmo em frente do Alfeite, que o gajo pega cedo ao serviço, e assim acabas com esta agonia, com que o teu governo tem  presenteado os Velhos deste País, ao longo destes mais de dois anos, que estão em funções, vá lá não desistas, que nós estamos contigo, se precisares de ajuda é só apitares, usa aquele apito que se utiliza a bordo para não levantar suspeitas.

terça-feira, 28 de maio de 2013

PELAS RUAS DE LISBOA

Hoje fui caminhar por Lisboa, a hora de saída é a mesma de sempre Comboio das 6h50 e partida da Estação de Paço de Arcos, o local de chegada varia entre Alcântara, Santos e Cais do Sodré, hoje foi no fim da linha ou seja nesta última Estação, o destino estava alinhavado, seria até ao Marquês de Pombal, mas foi alterado quando no Terreiro do Paço avistei um Navio de Guerra ancorado no Cais do Jardim do Tabaco, ali ao lado da Doca da Marinha, e como Homem do Mar (embora o meu forte seja a terra firme) não podia deixar de ir o mais próximo possível para ver que Navio se tratava, pois pelo seu porte a dar para o avantajado  não me parecia ser cá do Rectângulo.
 
Afinal não vi inscrição ou Bandeira que me elucidasse, no meu tempo todos os Navios de Guerra tinham na Proa a letra correspondente que o identificava, e navegando nas nossas águas tinha a nossa Bandeira no ponto mais alto do Navio, mas, a da sua Nacionalidade também por lá estava á vista, este estava quase despido, á vista só a nossa Bandeira, um Helicóptero e duas peças de artilharia, mas juraria que Português não é, a não ser que tenha saído o Euro milhões á Marinha.
Outra coisa que me intrigou foi aquela barraca branca montada no convés do Navio, como o gajo parece meio clandestino, não me digam que fizeram lá uma Boate para animar a Malta da noite Lisboeta.
 
 
Assim com a alteração do traçado da caminhada aproveitei o facto de estar já com um pé em Alfama, para uma vez mais palmilhar uma parte deste Bairro, fiquei de alguma maneira admirado por ver já as ruas, becos e largos engalanados para as Festas dos Santos populares em especial as relacionadas com Santo António, Padroeiro da Cidade, é certo que Maio está quase a despedir-se e as coisa são preparadas a tempo e horas (ao contrário do Pais, que anda sempre com atrasos, e por isso navegando á vista). Sobre o Santo António padroeiro da Cidade temos uma curiosidade, ouve tempos em que eram dois os Padroeiros, São Vicente mais antigo, a que se juntou mais tarde Santo António, neste momento este último é de facto o Padroeiro da Cidade, enquanto São Vicente é Padroeiro da Diocese
 
 
Segui depois até junto do Castelo, tendo descido pela rua da Saudade, parei junto ao prédio onde viveu o grande Poeta Ary dos Santos, caminhei pela rua da Madalena até ao abastecimento no Poço do Borratém, desci novamente para junto do Tejo e ao chegar ao Terreiro do Paço deparo com uma verdadeira Horta, onde não faltavam diversos artigos Hortícolas, uns plantados, outros em caixas prontas a irem para a panela, até algumas ovelhas lá havia, embora com uma vedação, para ninguém se  nos aproximar, provavelmente com receio que lhas roubassem, de facto com a crise que vai por aí, era melhor colocaram lá alguns cães de raças perigosas a guardarem a horta, as ovelhas e as couves e até os agricultores, pois em tempo de guerra não se limpam armas e tudo serve para fazer uns trocos.