sábado, 9 de junho de 2012

Saneamento da Costa do Sol, Ontem e Hoje

Escrevi á dois dias sobre água potável, e como estou com a «mão na massa» aproveito a embalagem e hoje vou escrever sobre «águas residuais», popularmente conhecidas como esgotos.
Foi a área onde assentei praça, em meados dos anos 70 do século passado. Corria o Ano de 1975 e em pleno P.R.E.C. sou confrontado com o fim da empreitada que a firma para onde eu trabalhava tinha com a C.R.G.E. da qual é herdeira a E.D.P.  ao fim de alguns Meses de tentativas para arranjar trabalho, e em conversa com um Vizinho que habitava o mesmo prédio na Urbanização da Quinta da Figueirinha em Oeiras, diz-me para ir falar com o Director Delegado dos Serviços Municipalizados de Oeiras, porque tinha-lhe constado que estavam a admitir Pessoal, assim fiz, o Director perguntou-me se tinha algum problema em ir trabalhar para as Estações de Esgotos, respondi que não, e no dia seguinte já lá estava a trabalhar.

Tinham os Serviços nessa altura oito Estações Elevatórias de Esgotos, tantas como Povoações á beira Tejo, mas apenas uma a trabalhar permanentemente, as restantes não estavam a funcionar, ou por falta de Pessoal ou outros motivos que me escapavam, assim no prazo de três Meses após a minha entrada, cerca de vinte Homens foram  admitidos para colocar todas as Centrais em funcionamento 24 horas ao dia.
Começando por Algés e Dafundo que bombeavam para Lisboa, Jamor com emissário Submarino bombeava para o Mar, Caxias para Caxias II e esta para o Mar, Paço de Arcos para Santo Amaro e esta também para o Mar pelo Emissário Submarino, estava portanto e finalmente a ser aproveitado o grande  investimento que tinha sido feito ao longo dos anos para a melhoria da qualidade das águas Ribeirinhas dentro do Concelho.

Neste primeiro Verão com todas as Centrais a funcionar, mas ainda sem açudes nos Ribeiras embora as Praias tenham ficado bastante mais limpas, ainda estavam longe do ideal, pois as Ribeiras da Laje, Barcarena e Jamor vinham muito poluídas, essa situação resolveu-se no ano seguinte com a colocação de açudes nas três Ribeiras, daí em diante só alguma avaria no equipamento ou chuva fora de época perturbou a limpezas das Praias.
Até que se dá o retrocesso, estávamos em Novembro de 1983, quando acontecem grandes cheias na Região, todas as Centrais que ficam junto ás Ribeiras ficam com todo o equipamento eletromecânico destruído, tendo este  que ser todo substituído, o'trabalho que iria levar bastante tempo a ser executado, muito provavelmente nunca antes da Época balnear se iniciar.

Nessa altura já com responsabilidade de chefia  nessas instalações, e como as Oficinas não conseguiam dar o andamento necessário nas substituições e reparações em tantas Centrais em simultâneo, sou desafiado a montar uma oficina dentro do meu sector, ( até aí tinha apenas a responsabilidade pela operação das mesmas e do Pessoal que lá trabalhava) aceitei o desafio, e acabámos por ser-mos nós a reconstruir praticamente tudo, com excepção dos trabalhos de construção civil. Foi um trabalho árduo executado por Pessoal não especializado com excepção do Electricista, mas ao mesmo tempo gratificante, aprendemos todos com esta tarefa, e nasceu aí o que seria futuramente o suporte de todas as reparações de equipamento dos Serviços.
Ao mesmo tempo sofro também a primeira grande decepção.

A Central de maior dimensão em termos de caudal que lá entrava era a de Santo Amaro de Oeiras, montámos aí grandes bombas submersíveis que estavam abandonadas num canto nas antigas oficinas, e que tinham sido montadas e desmontadas em duas Centrais na Brandoa sem nunca terem funcionado, o nosso Electricista montou de raiz um quadro eléctrico de grande dimensão e complexidade, os outros Funcionários fizeram a montagem das grandes bombas nos tanques existentes tendo estes que ser ampliados e adaptados para o funcionamento do novo equipamento, depois de tudo montado, testado e verificado que estava tudo operacional, nunca se recebeu ordem para o arranque do equipamento,que esteve alguns anos parada, novamente desmontado todo o equipamento até que construíram uma central de raiz, ainda hoje não consigo atinar com este absurdo, mas também sei que há razões que a razão desconhece! em frente.

Temos portanto um serviço exemplar na despoluição das Praias do Concelho embora os esgotos continuem a descansar no fundo do Tejo, a umas centenas de metros da rebentação.
Estamos entretanto em 1995 e é oficialmente criada a Empresa Sanest, que irá a pouco e pouco tomar conta do Saneamento da Costa do Estoril, aderem as Câmaras da Amadora, Oeiras Cascais e Sintra, a nós subtraem-nos as mais importantes Centrais, nessa altura já tinha também sob a minha responsabilidade todas as Centrais e Depósitos de água potável para além da oficina que fazia todo trabalho de manutenção e reparação dos equipamentos, pelo que nenhum Pessoal foi para a nova empresa, trabalho não nos faltava, mas a amputação criou-me engulhos.

Foi entretanto a segunda decepção que sofri, não entendi que a Secção que mais se destacava pela qualidade do trabalho prestado, lhe amputassem uma parte importante do seu trabalho, isto até parece idiota, num Pais onde quanto menos trabalhar melhor  é, eu ficar aborrecido por me tirarem trabalho, fiz as minhas preces aos que me eram superiores, mas nada a fazer também não eram eles  decidir. O que me doeu mais foi ter feito um trabalho que não foi aproveitado, e depois saber que as coisas não iam melhorar como comprovei, o sistema que a Sanest implementou na Guia em Cascais era igual ao nosso que já tinha mais de vinte anos, um interceptor que recebia os esgotos dos Concelhos aderentes, e uma Estação Elevatória na Guia, onde eram retirados os sólidos, e os líquidos iam para o Mar por um Emissário Submarino com três quilómetros de comprimento, aqui a única coisa que se alterava era o tamanho da coisa, quer dizer dos Emissários Submarinos, pois os nossos eram mais curtos, mas o processo era o mesmo, então se não era para inovar ou melhorar porquê retirar um serviço que funcionava na perfeição? Em frente.

As coisas foram tão a passo de caracol, que em finais de 2006 a Comissão Europeia processou Portugal por: os Esgotos da Costa do Sol  irem para o Mar sem tratamento, e só em 2009 foi então concluída a Central de tratamento do Outeiro da Lota próximo de Alcabideche, para tratar as lamas e outros sólidos provenientes da Central da Guia, donde dista cerca de quatro quilómetros, mais vale tarde que nunca como diz o Povo.
Hoje passados dezassete anos sobre a criação da Empresa que trata os Esgotos da Costa do Sol tem finalmente todos os meios para não deixar poluir as águas do Oceano, ainda bem.


quinta-feira, 7 de junho de 2012

A Água que Bebemos

Por vezes em conversa com Amigos, fazem-me a pergunta de onde vem a água que bebemos, como é tratada, transportada etc. referem-se á Região de Lisboa, que é onde moramos, hoje vou escrever  algo sobre o assunto. Devido ao meu afastamento já há algum tempo do contacto que tinha na área, é provável que algumas coisas tenham sido alteradas, vou portanto escrever como as coisas se passavam quando estava no activo, pois estou fora de jogo e não tenho treinado.
A Empresa que abastece a grande maioria dos Concelhos do Distrito de Lisboa é a E.P.A.L, (hoje com a sua área de abastecimento muito para lá da área de Lisboa)  para o efeito canaliza essa água desde as suas origens até Lisboa, pelos Aquedutos Tejo com 42 quilómetros de extensão e 2.50 m de diâmetro interior e o aqueduto Alviela, com 114 quilómetros de extensão e o interior com 1.8. x 1.20 m, e o adutor do Castelo do Bode com 88 quilómetros até Vila Franca com 1.80 m de diâmetro interior.

Recuando uns anos toda a água que abastecia a Região de Lisboa provinha de captações subterrâneas dos Olhos de Água no  Rio  Alviela,  Ota e Alenquer e superficiais no Rio Tejo, em Valada do Ribatejo, com o aumento Populacional da Região a abastecer, mais as Câmaras que foram sendo abastecidas pela E.P.A.L. as secas cíclicas, que baixavam drasticamente o caudal do Tejo, os aquíferos a darem  as ultimas, foram socorrer-se da maior barragem ao tempo: o Castelo do Bode, para o efeito foi construída no local a tomada de água dentro da barragem uma Estação Elevatória uns metros a jusante, uns quilómetros a Sul na Povoação da Asseiceira uma grande Estação de Tratamento, e condutas que daí trazem a água até outra Central Elevatória em Vila Franca de Xira, e daqui para Lisboa.

Por outro lado, e embora com um impacto mais reduzido, (cerca de 20% do total da água captada) mantêm-se as captações do Rio Tejo, os Poços calcários da Ota e Alenquer que são todas canalizadas para a Estação de tratamento do Vale da Pedra próximo de Valada, e daqui segue pelo aqueduto do Tejo para Lisboa abastecendo pelo caminho alguns Concelhos.
Tem ainda os Furos aluviões de Valada I II III, Carregado Espadanal e Quinta do Campo, águas profundas de Lezirias II e III e Valada que só funcionam em casos de emergência, em suma é ou era este o esquema de captação, tratamento, transporte e distribuição da E.P.A.L. que leva a água aos diversos Concelhos que abastece, a Lisboa onde ela própria faz a distribuição ao domicilio, e nos restantes casos ou são as Câmaras, os Serviços Municipalizados, ou mais recentemente e que tem estado na moda as empresas Municipais, Intermunicipais e outras.

No caso que melhor conheço ainda são os S.M.AS. de Oeiras e Amadora a prestar este Serviço Público ás Populações que servem, para o efeito têm Pessoal próprio, uma capacidade de armazenamento de água (reserva) de cento e dezassete mil metros cúbicos, distribuídos por trinta e nove células em dezanove locais diferentes dos Concelhos de Oeiras, Amadora e Sintra, várias Estações Elevatórias que transportam a água para os locais mais elevados, onde são armazenados para posterior distribuição aos Consumidores, para gerir todo este sistema foi implementado há já muitos anos um sistema de Telegestão que gere toda a rede, tendo sido pioneiros nesta área, para além dos reservatórios fixos, existem ainda vários amovíveis que em caso de rotura grave na rede ou outra situação imprevista, são distribuídos pelos locais onde se faça sentir  a falta do precioso liquido.

O nível de água nos reservatórios é medido e transmitido á distância via linha telefónica ou rádio, que os liga á Telegestão e daqui para o Pessoal que recebe em telemóvel qualquer avaria, de equipamento, nível alto ou baixo da água nos reservatorios,  etc.
Temos um Laboratório apetrechado do mais moderno material, com Técnicos especializados que fazem a colheita para análise laboratorial diariamente em diversos pontos da Rede, nos reservatórios e em Estabelecimentos Comercias para prevenir algo que possa não estar bem, outra Equipa que não do Laboratório vigia o cloro residual á entrada dos depósitos e assegura o reforço da Cloragem sempre que isso se justifique, em suma podem beber desta água á vontade, que é tratada com o melhor que existe de Pessoas e meios técnicos, mas não a estraguem que poderá vir a fazer falta.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Lisboa Hoje

Como tenho escrito vezes sem conta, o ruído dá-me cabo do sistema, seja ele qual for, fujo do barulho como o diabo da cruz, fujo de festas, de restaurantes ou cafés, e de todos os locais onde os decibéis são muitos elevados, isto deve ser defeito de fabrico, agravado com o ruído das máquinas com que trabalhei uma grande parte da minha vida, e agora não há remédio, auriculares quando posso, ou então a solução é longe do ruído, quando vou trancado num transporte Público estou lixado, tenho que gramar pelo menos até á próxima paragem.

A semana passada contei aqui, que quando fui a Lisboa tive que sair numa Estação antes do destino, devido a dois rapazolas que se entreteram a falar alto e colocar música aos berros, hoje aconteceu o mesmo, mas com um telefonista, sentei-me na carruagem em Paço de Arcos, e passados alguns segundos começa um rapaz a falar pelos cotovelos, alto e bom som que até fazia tremer o meu banco, como se tinha sentado uma Senhora ao meu lado, educadamente aguentei mais um tempo para esta não ter de se levantar para me dar passagem mas em Belém já não aguentei mais e levantei-me fui para junto da porta mais distante da carruagem e saí em Alcântara, em vez do Cais do Sodré.


Aqui "Observei" o caos na Estação subterrânea, tem escadas rolantes que nunca vi a funcionar, e já passo por lá há anos as paredes metem nojo de tanto grafites uns em cima dos outros,  o chão não vê água á séculos parecendo querer fazer concorrência aos vidros dos Comboios que só vêm água quando chove, uma bandalheira completa, estes administradores pagos a peso de ouro não terão vergonha de nos apresentar instalações e composições neste estado? Não têm de certeza.
Tinha á minha responsabilidade mais do dobro das instalações que as 15 Estações da Linha de Cascais, tinha vergonha de apresentar a porcaria que estes cavalheiros nos apresentam, entre estas instalações havia várias Estações de Esgotos, que apresentava mais limpas que estas enxovias da C.P. e depois são os Funcionários Públicos os «malandros» que pagam as favas (quero dizer a crise).

Daqui subi um pouco a  Av. de Ceuta fiz a agulha para a Praça da Armada, cumprimentei a ««Mariquinhas» que «mora» nesta Praça segui pela Infante Santo até á Estrela, atravessei o Jardim aqui misturei-me com as Aves que abundam por lá, segui pelo Largo do Rato, parei frente á Sede da Federação de Futebol, e "observei" que tem as paredes despidas de Bandeiras Nacionais, ao contrário do Euro 2004, onde todas as janelas tinham uma bandeira, será da crise? mas parece que a rapaziada foi para o Hotel mais caro da Polónia? em que ficamos? há ou não dinheiro para Bandeiras? ou já estão preparados para o regresso a casa da Selecção em passo de corrida, e só por poucos dias não merece o trabalho? responda quem souber.

Desci direito á Av. da Liberdade, aqui "observei" um lago dos vários existes nas laterais da Av. todo limpo e com água igualmente limpa, coisa rara por estes lados, e estranhei, só depois reparei que junto estão as bancadas amovíveis para as «personalidades» assistirem á passagem das Marchas Populares, está explicado o mistério, (não fosse a coisa cheirar mal) pois mais abaixo uns metros está outro lago mas por limpar, Roma e Pavia não se fizeram num dia, e pode ser que ainda siga o caminho (limpeza) do outro.

No Rossio "observo" que engaiolaram as árvores, vejo afixado nas «gaiolas» o motivo, diz que é para trabalhos nas caldeiras, tudo bem, as árvores precisam ser tratadas,  só me interrogo é no timing, de 4 a 15 deste Mês, precisamente no período das Festas da Cidade, onde julgo ser maior o número de Pessoas que por ali circulam, mas eles lá sabem, se alertam para possíveis problemas na circulação pedonal, não era de fazer o trabalho em período de menor movimento? ou será que as árvores protestavam se não lhe fizessem as cócegas agora?





domingo, 3 de junho de 2012

Só me saem duques

Ontem escrevi sobre os cortes na Estrada Marginal Lisboa-Cascais, que se tornaram moda, em especial no Concelho de Oeiras, o Povo gosta e quem manda pode, e quem não gosta põe á borda do prato, como escrevi então, outro corte estava programado para hoje, disse o horário e tudo, para algum incauto quer lesse o blogue não cair e ficar por aí preso no trânsito, fiz portanto o que se pode chamar um Serviço Público (não remunerado) muito embora com a critica que sempre faço aos cortes de Estradas sejam estas quais forem, não gosto de cortes e pronto, acima de tudo coloco-me na pele daqueles que circulam pela primeira vez numa Estrada chegam a determinado local, e acabou! «cortada por motivo de festa» para mais sou completamente alérgico a filas de trânsito, até me falta o ar quando fico «preso» numa Estrada seja por acidente, por festas ou outra qualquer razão.

Como dizia sabia do corte da Marginal hoje, saí pelas sete horas daqui de Vila Fria, fui dar palha ao burro ao «elefante azul» onde é mais barata, e que fica a meio caminho entre o local onde moro e Caxias, e a seguir lembrei-me de ir fazer a caminhada ali para junto ao Tejo, entre Caxias e Cruz Quebrada, entrei na Marginal, e fui prender o burro junto ao Restaurante Mónaco em Caxias, passei para o passeio junto ao Rio e quando ia a chegar ao "Passeio Marítimo" vejo três Policias a arrastar  grades metálicas para fecharem a Estrada, perguntei-lhes se iam já fechar a Estrada e um deles sem grande certeza respondeu que não, insisti perguntado a que horas para me orientar não queria ficar ali preso, disse-me sem grande convicção por volta das 9 horas, está bem a volta que vou fazer não demora tanto e lá segui.

Caminhei então, fui tirando umas fotos ás muralhas do Rio Jamor que foram destruídas pelas cheias de 18 de Novembro de 1983, e continua á espera de ser reconstruídas, fotografei ainda os tubos de Fibrocimento com Amianto portanto cancerígenos e que continuam no Rio apesar da Fábrica da Lusalite que os fabricava ter fechado á muitos anos, por causa da perigosidade do material que fabricava, fiz a agulha e voltei para trás, não estava descansado com aquelas resposta de meias tintas, quando cheguei ao local onde estavam os Policias, já só lá estava um, não vi carros a passar, estranhei, dirigi-me a ele explicando o que o seu Colega me tinha dito, ele responde que tinham, cortado o trânsito ás 8 horas, era naquela altura 8h10, então como é, inquiri? espere um pouco que um Colega vai acompanha-lo de moto até Paço de Arcos.

Assim fiz, aguentei conversámos sobre tudo um pouco, o tempo ia passando e Colegas de moto, nada, comecei a ficar com cocegas nos pés, diz-me passado algum tempo o Cívico: sabe não tenho rádio senão já estava resolvido, mas vou telefonar para um colega! Assim fez, e lá do outro lado dizem-lhe para eu seguir em contra-mão até lá acima ao entroncamento que vai para o interior de Caxias, fui buscar o «burro», não sem antes ter de explicar a mais um Policia que estava junto á Estação da C.P. que ia em contra-mão autorizado pelos Colegas, e lá segui estrada acima com os quatro piscas ligados não fosse vir um na sua mão e eu ir desta para melhor,  e assim terminou a minha aventura, vá lá um gajo acreditar nos placas indicativas dos horários dos cortes da estrada, não me vou meter noutra de certeza.











sábado, 2 de junho de 2012

Selecção Portuguesa de Futebol

Desde que Luiz Filipe Scolari deixou a nossa Selecção que perdi um pouco o interesse nos jogos em que participamos, não sei explicar a razão, ou talvez saiba, seria aquela maneira dele ao mesmo tempo arrogante e carinhoso para com as nossas cores, (qual Brasileiro, foi mais Português que muitos que cá nasceram) criou uma empatia entre praticamente todos os Portugueses pela sua Selecção, que creio não se repetirá, independentemente de gostarem ou não de Futebol as Pessoas amavam a nossa Selecção.
Ontem ouvi o antigo Jogador Sérgio Conceição dizer que era uma «palhaçada» colocar bandeiras ás janelas, estava-se a referir ás Bandeiras Portuguesas que o então Seleccionador Nacional Scolari, pediu que colocássemos nas nossas casas.

Bem todos temos direito aos nossos momentos de parvoeira, eu tenho a minha dose e o Sérgio Conceição apesar de muito novo também já começa a contribuir para este peditório, caro Sérgio, a nossa Bandeira é o nosso símbolo, coloca-la na janela na varanda ou noutro local qualquer é sempre um momento de respeito, palhaçada serão aqueles amuletos que alguns jogadores utilizam quando entram em campo para afastar demónios, bruxedos e quejandos, sabe bem ao que me refiro! a Bandeira é, ou deve ser uma questão de amor ao nosso cantinho, embora ultimamente muito mal frequentado, mas é o nosso, portanto não posso deixar de dizer o que sinto ao ouvi-lo dizer o que disse ontem na T.V.I. embora saiba que não lê o que escrevo, fica o desabafo que é (por enquanto) á borla. E ainda há outra razão que me assiste, é que eu fui um dos «palhaços» que coloquei bandeira, mas não gosto que me chamem isso por respeito aos verdadeiros Palhaços.

Hoje fui até Oeiras, vi por lá um grande aglomerado de Gente quase todos envergando camisolas simbolizando a Selecção, andei por lá um bocado a ver do que se tratava, e junto ao Inatel, lá estava instalada a Meta para um corrida apeada de apoio á Selecção.
Nós somos mesmo assim gostamos é de fazer as coisas em grande! pareciam formigas a sair do formigueiro, nem os descontos do Pingo Doce juntou tanta Gente, quem não deve ter achado graça nenhuma foram os automobilistas, que ficaram trancados sem andar para trás ou para a frente, mas somos pacíficos e nem um ai se ouviu, respeitinho acima de tudo, quem mandou fechar a Marginal lá sabe das suas razões, amanhã há mais, entre as 10 e as 13 horas entre Oeiras e Algés quem não quiser ficam empancado fique em casa ou vá a pé.

Até parece que estou zangado, mas não, eu fico feliz de cada vez que fecham a Marginal ao Trânsito, não é por mim que para ali não vou de carro, e se fosse conheço suficientemente todos os cantos  á casa e não ficava «preso» de certeza, mas como tenho um coração de manteiga, aflige-me que lixem  as Pessoas que mais impostos pagam neste País desta maneira, eu que me considero bem informado, «pelo menos faço por isso», só soube do corte da estrada quando lá cheguei, ora uma das vias mais movimentadas do Pais não pode ser cortada sem publicidade, mas enfim quem tiver razões que se queixe. Segredaram-me que o dinheiro das inscrições foi para ajudar Crianças em risco, uma boa acção, se assim foi o meu aplauso.

Mudando de assunto, a minha máquina fotográfica hoje fez milagres, como podem ver foi um dia para recordar, «apanhei» duas situações fora do comum, uma queda de um Avô com a neta ao colo,  felizmente sem consequências)  só me apercebi que tinha disparado mesmo na hora certa quando passei as fotos para o computador, e a outra mais estranha e que se calhar não vão acreditar, consegui «apanhar» um Ovni, não acreditam? fica a prova em duas fotos: uma apanhei o gajo no ar, na outra estava a querer camuflar-se num arbustos.