Desde que alguns Frades Brasileiros vieram a Portugal há cerca de uma dúzia de anos, ensinar a receita do xarope de Aloés aos seus Irmãos Franciscanos, que passei a ir, (embora sem muita frequência) ao Convento de Varatojo, ali próximo de Torres Vedras, adquirir esse produto, que segundo reza a informação espalhada, faz bem a tudo, e mal a nada, fiquei convencido que eram os Próprios Frades desse Convento que fabricavam o xarope, embora nunca o tenha perguntado, e mais, que a própria planta seria cultivada nos terrenos anexos ao Convento e serem os próprios Frades os Hortelãos que cuidavam delas, agora fiquei a saber que não era assim, mas isso não retira nada da minha intenção de continuar a adquirir lá o produto, só vem a propósito esta informação, por ser minha intenção falar aqui da Igreja do Convento que visitei á algum tempo, e que merece ser visitada mesmo por visitantes não habituais desses espaços, como é o meu caso.
O que me levou a escrever estas linhas foi uma volta que andei a dar aqui por fotos que tenho arquivadas, e ao rever as que tirei numa visita que fiz á Igreja do Convento, achei interessante mostrar algumas, embora já o tenha feito logo na altura em que as tirei, mas há sempre alguém que não viu, ou queira revê-las, aqui ficam algumas dum interior extraordinário.
Se por acaso algum Leitor por lá passar próximo, faça lá uma visita, ao fundo do jardim Publico, desce uns degraus, passa a primeira porta larga, e no átrio encontra uma pega em madeira para tocar o sino (ali não há campainha) para lhe abrirem a porta, façam o pedido ao Frade que os atender para visitar a Igreja que ele com certeza não lhes recusará a visita, passa por um Jardim interior muito bem tratado e está na Igreja.
Agora a História do Convento
Foi erguido por iniciativa de Afonso V de Portugal em cumprimento de um voto
formulado a Santo António de Lisboa para auxílio às
armas portuguesas nas conquistas do Norte
de África. Foi o próprio soberano, em Fevereiro de 1470, quem lançou a
primeira pedra, com grande acompanhamento de clero, nobreza e povo. Desde o
início o convento foi entregue à Ordem dos Frades Menores ou franciscanos.
Após o terramoto de 1531 conheceu obras de vulto,
patrocinadas pela rainha D. Catarina de Áustria, esposa de D.
João III, que lhe imprimiram um cunho maneirista
a que se vêm somar as campanhas barrocas e novecentistas.Com o decreto da extinção das ordens
religiosas masculinas e expropriação de todos os seus bens, assinado por Pedro IV de Portugal em 30 de maio
de 1834, o convento
passou para as mãos da Fazenda Nacional. Posteriormente, em 1845 o imóvel foi
vendido em hasta pública. Em 1861 retornou à posse dos franciscanos.
Foi de novo extinto entre 1918 e 1928,
após o que retornou ao serviço (que não à posse) da Ordem dos Frades Menores,
que o conservam até aos nossos dias.
Encontra-se classificado como Monumento Nacional desde 23 de junho
de 1910.













