segunda-feira, 8 de julho de 2013

COREANAS OU COREANOS?

Vá lá nós acreditarmos em tudo o que dizem, estou cansado de ouvir dizer que as «Coreanas» é que são boas, um gajo com uma «Coreana» safa-se sempre, são grandes e vistosas, (lá isso é verdade) e tanta vez vai o cântaro á fonte que alguma vez lá fica asa, foi o que me aconteceu, mas vamos começar pelo principio: O meu Neto mais velho gosta de pesca, eu já fui quase um caso perdido, pois passava algumas horas agarrado á cana, mas de peixe pescado, que é o que conta, nunca fui grande coisa, agora para fazer companhia ao Neto ressuscitei essa minha veia pescadora, e como estava a pensar que ele hoje vinha fazer-me companhia preveni-me e ontem fui arranjar a tão falada e gabada «Coreana».

Afinal o Neto fez greve, e eu como estava ansioso para experimentar a coisa, a tal coreana, lá fui até Oeiras, mais concretamente á Marina, chegado ao local, observei que a Maré vazava com uma velocidade que nem o meu Cunhado Rui (antes de ter aquela barriguinha actual)  a conseguia apanhar, e o resultado nestas circunstâncias era perder material (chumbadas anzóis e a célebre coreana) e não apanhava nada, assim resolvi mudar de local e instalei-me por detrás do Forte de São Julião da Barra, é local muito frequentado, mas devido á hora madrugadora ainda não estava lá ninguém, assim armei a tenda, quer dizer a cana, e fui fazendo lançamentos, mas nada, ainda senti a cana a dançar um pouco, mas devia ser fraca música porque parou logo de seguida, afinal aquilo que tanto gabaram não está a resultar, isto é a coreana está a ser um fiasco.

 
 Entretanto vejo passar uma Fragata entrar na Barra, e pensei cá para os meus botões, este Forte é a residência oficial do Ministro da Defesa, que por acaso já foi o Portas noutra reencarnação, como ele tem andado desavindo com o Passos não será que os Marinheiros pensam que ele ainda é Ministro da Defesa e mandam para qui uns abrunhos? A coisa não está para brincadeiras e os Militares já andam com o dedo no gatilho, o melhor é eu pisgar-me daqui! Mas afinal eles passaram e nada, nem um tirinho, fiquei mais descansado, embora as coisas no que respeita á pesca propriamente dita continue na mesma, isto é nada, entretanto aparece um pequeno barco de pesca aqui mesmo junto ás rochas a levantar os apetrechos que lá tinham deixado durante a noite, ora está explicado a nega dos peixes virem até mim, então estes gajos com tanto Mar vêm até aqui ao Forte colocar as armadilhas?  Paguei a minha licença e não fico com uns metros livres para poder pescar?

Ainda tive para lhes enviar um sinal que a Lei não permite que pesquem junto da rebentação, mas pensando melhor, não me vou chatear, que se lixe a «grade que vou levar», a Policia Marítima há-de fazer cumprir a Lei (isto já sou eu a sonhar) estive mais um bocado por ali a dar banho á coreana (minhoca) mas nada, afinal a coreana não resulta, foi barrete, olho então para a caixa onde as ditas estão acondicionadas, e leio em letras gordas que aquilo que me afiançaram que eram «Coreanas» afinal eram machos! Coreanos é o que lá está escrito, ora como o peixe é macho, (se o não fosse seria peixa), então se o peixe não é maricas como é que podia engolir os «coreanos»? Está esclarecido o mistério que tanto me intrigou de não ter pescado nada, para a próxima compro mas é minhocas Portuguesas que sempre são fêmeas.
 

sexta-feira, 5 de julho de 2013

DIVAGANDO SOBRE TUDO E NADA!

A brincadeira governativa continua, Cavaco perdeu a voz mas está a recuperar lentamente, e um destes dias irá falar, Passos e Portas continuam nas suas conversas em família, e também aí, haverá qualquer dia fumo branco, entretanto enquanto isso não acontece, Portugal está cada dia mais endividado em consequência da garotice dos meninos, com os juros da divida a dispararem, mas nós somos boa gente e vamos pagar isso, custe  o que custar, não somos caloteiros, e o Gaspar que tem um relacionamento privilegiado com os nossos parceiros Europeus vai com certeza dar uma ajuda, agora que está livre de nós, e tudo indica vai regressar ao Banco Central Europeu, ou coisa ainda melhor em resultado do «grande trabalho» que fez em Portugal, é um prémio merecido!

Entretanto, parece que não fui só eu a falar sobre o escândalo da proibição de o Avião que transportava o Presidente da Bolívia, ao não ter sido autorizado a atravessar o Espaço Aéreo Português por «suspeita de transportar o Espião Americano», (que nos veio alertar para a maneira com o Big Brother Americano nos observa), através do Facebook, Google e Internet, afinal não estivemos sós nessa actitude lastimável, os nossos comparsas Espanhóis, Italianos e Franceses, alinharam pelo mesma equipa, provavelmente vamos pagar com língua de palmo essa parvoíce, se os diversos Estados da América Latina (com alguns deles temos vários negócios importantes, e muitos Emigrantes) fizerem o que ameaçaram, as coisas vão acabar mal para nós e em especial para os nossos Emigrantes.
Mas hoje é noticia que afinal os Espiões do Tio Sam não estão sozinhos nesta afã de espiar os Europeus e suas Instituições, de facto a França segue o mesmo caminho, como se pode ver por esta noticia de hoje:

"O presidente francês, François Hollande, que foi uma das vozes mais críticas ao programa de espionagem dos EUA, pode ter uma situação semelhante para arrumar em "casa".

"Os serviços secretos franceses também alimentam, alegadamente, uma rede de espionagem às telecomunicações de milhões de utilizadores franceses e de outros países. O objetivo é conseguir construir uma rede de monitorização e recolha de dados que determina as ligações de uma determinada pessoa na tentativa de identificar atividades suspeitas. "

Por mim, que me chateia ser espiado, vou tentar que me aceitem num qualquer Mosteiro e vou viver o pouco que me resta, sem Internet, Televisão ou Rádio, iluminado com candeeiro a petróleo, e abdico de todas as modernices que me puseram á disposição nestes últimos anos, já larguei o computador, não vejo televisão, deixei de sair á rua, já nem uso o meu rico canivete para descascar as maçãs com receio de ser chamado de terrorista, desisto das coisas terrenas para sempre, como podem constatar pela foto acima, estou já a ser ameaçado pelo que escrevi no outro dia, estou sem palavras.
Há! Já me esquecia, andam para aí a tentar endeusar o Gaspar, dizendo que na carta de demissão terá criticado o Passos Coelho, e a sua (não) liderança, mostro aqui só a parte de despedida da carta que é longa, se o homem se despede com estes elogios do chefe, ou é engraxador, ou honesto na deferência como o trata, só falta mandar-lhe beijos.
 



quarta-feira, 3 de julho de 2013

CHEGA DE BRINCADEIRA

Estamos entregues a garotos, a comédia que está acontecer com o governo, era para rir se não fosse tão cruel para nós (quase todos) pois a factura desta brincadeira vai-nos sair bem cara, estes rapazes que há pouco mais de dois anos moveram o Céu e a Terra no sentido de fazer cair o anterior Governo(que a  terra lhe seja leve) vêm agora mostrar do que foram capazes nestes dois anos que tiveram á frente dos destinos do País, destruíram tudo o que ainda havia sobrado de governos anteriores, este pobre Pais tem estado a saque (e continua) por este bando de malfeitores que se apoderaram (democraticamente como convém) do poder, não só a nível de Governo mas também nas Autarquias Empresas Públicas, e tudo o que se move com dinheiros Públicos, cheirando a dinheiro fácil, aí estão os abutres!

Mas fiquemo-nos por estes brincalhões ou pândegos como queiram, que estão agora a fazer as malas para irem pregar para outras freguesias, (espero eu), é certo que quando chegaram ao poder o Pais já definhava, por culpas dos seus antecessores, e também dos galifões do capital internacional, não esquecer que tudo começou nos E.U.A.  há meia dúzia de anos, mas eles sabiam ao que vinham, prometeram mundos e fundos, quando Sócrates começou nos cortes de pensões e ordenados, gritaram que não podia ser e que eles quando fossem governo «nunca o fariam» o resultado fala por si, estes aldrabões em especial o aldrabão Mor! Passos Coelho é um garoto sem preparação para governar o que quer que seja, muito menos o Pais, é certo que foi eleito, mas com promessas que não cumpriu, desculpa-se a cada passo com o Tribunal Constitucional, como se este fosse algo ilegítimo, todos os Países civilizados os têm com este nome ou outro, algum órgão tem que zelar pelo respeito das Leis do Pais, é tão simples como isso, e este gajo ainda não percebeu isto?

E o que dizer do falinha pausada que nos enterrou até ás orelhas, e agora fugiu de mansinho  com o rabo entre as pernas? qual Barroso a caminho de tacho que a D. Merkel não deixará de lhe arranjar como paga pelos serviços prestados á Alemanha, então andámos dois anos a levar com este melro que era apresentado como um supra-sumo da Economia e agora vai-se sem dizer água vai? E o Portas? Esse passarão que tem mais cordas que uma guitarra havaiana? Por mim que não sei o que se passa nos corredores de S. Bento estou convencido que teve razões para saltar fora do navio, não só porque sabe que este está a afundar e é o salve-se quem puder, como percebeu, tarde mas percebeu, que Passos é um ditadorzito, que faz o que lhe dá na real gana sem passar cartão ao parceiro de coligação, como parece ter sido o caso da nado-morto ministra das Finanças empossada ontem numa cerimónia ridícula, que o D. Cavaco se prestou mais uma vez a ser capacho desta cambada que quer o poder a qualquer preço, Vade retro, que já chega, rua com eles, o que vier por muito mau que seja, pior que isto é difícil.
 

segunda-feira, 1 de julho de 2013

HOJE OBSERVEI


Boas e más noticias, as boas é que o tempo está mais fresco, as más que o calor vai voltar já na próxima Quarta Feira, isto é apenas para começar o texto, estou sem ideias como aliás é normal, e vou escrevendo algumas frases  sem sentido para fazer o aquecimento e esperar que o cérebro aqueça, e comece a funcionar, ás vezes resulta, vamos ver se desta também sai alguma coisa, enquanto não sai sempre vou dizendo que hoje vi o Sol Nascer e mostro-o aqui para quem não teve essa oportunidade, com algumas nuvens á mistura o que lhe dá um ar lindo, aliás quando regressei a Vila Fria vi na Serra de Sintra também algumas nuvens.

Fui até Lisboa, que se mantém em obras por todo o lado, ai a crise que fez descobrir a árvore das patacas na Câmara da Capital, no pequeno Jardim junto á Estátua do Adamastor, á Meses que por lá vão esfuracando talvez a ver se descobrem petróleo, e assim o Zé morador na Zona ou Turista, vê-se privado de um dos melhores Miradouros da Cidade, o Arco da Rua Augusta Idem, o mesmo o D. José e o seu cavalo no Terreiro do Paço, este há muitos Meses emparedado que até já aventei a hipótese de terem vendido cavalo e cavaleiro porque  o bronze está a valer umas massas, segundo nos informam os ladrões de cabos de telefone e eletricidade, depois um gajo quer hidratar-se com estas caloraças e recorre ao bebedor Público, que está em greve, porque razão é que estes gajos mantêm bebedouros sem o precioso liquido? Vão mas é dar banho ao cão. 

E assim andei por lá perdido entre obras, bebedeiras mal curadas, e os sempre madrugadores «pedintes de Leste» uma praga que se instalou de armas e bagagens por aqui, é junto ás Igrejas fazendo verdadeiras guardas de honra nas suas entradas, nos passeios ou junto ás Caixas Multibanco, pedido um cigarro aqui, uma moeda ali, e até uma nota acolá, dos mais afoitos, para pagar o quarto, dizem eles, observei até um  destes mafarricos quase metendo a mão no bolso dum casal Jovem Estrangeiro que saboreava um qualquer doce ou amargo, num banco do Rossio, e onde pára a Policia? não vi um, será que aderiram á Greve Geral e não foram informados que esta já terminou?

Bem mas isso não interessa nada, pedir não é roubar e portanto vão pedindo, mas não abusem da paciência destes Lusitanos de brandos costumes.
Por falar em Lusitanos, demitiu-se o Gaspar (que a  terra lhe seja leve) salvo seja, por mim só o quero bem longe, e a metáfora só quer dizer que a partir de hoje não perco um segundo com ele, está morto e enterrado no que á Politica diz respeito, já a sua sucessora me deixa a falar sozinho,  a Maria pode ser a Mulher mais séria do Mundo, mais ainda que Cavaco, que um dia afirmou que tinham de "nascer duas vezes para serem tão sérios como ele", mas á mulher de César não basta ser séria, também tem de parecê-lo, e a Madame está envolvida aí numa polémica que tudo apontava que com a saída do Ministro, ele fosse dar uma volta ao bilhar grande, afinal é promovida, ó Sr. Passos, isso não é mais um tiro no pé?

sexta-feira, 28 de junho de 2013

CAMINHADA A TRÊS

O caruncho atacou-me forte e feio, eu que me tenho gabado de estar aqui para as curvas, tenho passado uma semana um bocado torta, as dobradiças na zona dos quadris, enferrujaram de tal maneira que me vejo Grego para me calçar, a coisa tem sido de tal maneira que até tive de faltar á chamada para acompanhar mais uma Conterrânea á Granja, entretanto ontem melhorei um bocado o que me permitiu ir até Vila Verde, e aí não podia falhar mais uma caminhada, aliás o andar não me incomoda nada, é muito pior guiar, vá lá um gajo compreender estas moléstias que nos atacam, já andava desasado, depois ainda me armei em para-quedista e espalhei-me ao comprido ao descer dum escadote, vou ter de me convencer que isto já não é o que era, e ter mais cuidado senão ainda dou cabo do canastro.

Assim ontem a caminhada foi algo diferente do habitual, para começar em vez do duo habitual, foi um trio, um Amigo meu e do Vicente há dias quando o visitámos na sua habitação que fica numa Aldeia próxima (Rechaldeira de seu nome) mostrou interesse em ir connosco numa próxima caminhada, então chegou o dia, estava o tempo fresco, mais de (trinta graus) quando chegámos á sua casa, sem aviso prévio não fosse ele arrepender-se, deve ter sido um desassossego, tinha acabado de chegar da Praia e a vontade de ir apanhar aquela torreira de Sol não vinha nada a calhar, mas não quis ficar mal no retrato e não se fez rogado, avançou mesmo!
 
 
 Lá partimos os três direitos á Rabissaca, aqui fomos forçados a fazer uma escala, pois fomos «assaltados» por Amigos alguns deles que já não víamos há muitos anos, (faço aqui um parenteses para explicar a quem não é desta zona, que quase todos têm uma adega, maior ou menor, não interessa, é preciso é ter lá vinho, pois é zona vinhateira) e assim como nenhum de nós é grande bebedor deu impressão que o nosso Amigo Abílio ficou aborrecido por não termos aceite uns copos da sua adega, mas um dia voltaremos lá para provar as águas, ficou prometido.

Saímos dali serra acima sem nenhum de nós saber onde ia dar o caminho, apenas pelo sentido de orientação que todos possuímos, que nos levaria ao Avenal, ainda andámos um bocado aos papéis mas lá fomos ter, daqui seguimos direito ao Vilar, e o regresso á Rechaldeira, o nosso novo companheiro de caminhada portou-se lindamente, nota-se que está habituado a andar, esta rapaziada que tem vivido fora do Pais como é ocaso destes dois andarilhos trazem bom treino dos Países onde trabalharam, no caso do Vicente os E.U.A. e do «Chico» Vieira o novo caminheiro, o Canadá.
 
Tivemos entretanto oportunidade de ir observando (ou não tivéssemos os três iniciado as nossas vidas a trabalhar na agricultura) as culturas que íamos vendo por onde íamos passando, as vinhas estão com boas prespectivas duma boa colheita, a fruta nem tanto, tirando a Pera Rocha, esta sim está bonita e em quantidade, ainda avistámos trigo ceifado á antiga, isto é com a foice e com a espinha dobrada, coisa rara nos dias de hoje, também assistimos a um fenómeno como podem testemunhar pela foto que aqui mostro, isto é, uma pereira que dá, em vez  de peras, caracóis,
Entretanto hoje ainda não eram sete da matina quando eu e o Vicente partimos para nova caminhada, esta com partida e chegada a Vila Verde, mas desta escreverei no Facebook.

 

quarta-feira, 26 de junho de 2013

MINISTROS EM ALCOBAÇA


O vistoso Grupo Excursionista Passos Coelho & Compinchas foi a uma almoçarada em Alcobaça. Deslocou-se, o grupo, em potentes automóveis, levando consigo, convenientemente, os guarda-costas habituais. Um número incontável de viajantes. Poderiam, talvez, viajar de autocarro, mas não. A decisão foi tomada em Conselho de Ministros anterior, com a veemência que deliberações desta natureza exigem e justificam. No presumível autocarro, a excursão seria mais divertida: um bulício de conversas e de risos, uma troca de histórias matreiras, acaso inconfidências risonhas e intercâmbio de pequenos segredos.

O selecto conjunto ia discretear sobre as maleitas da pátria e, porventura, encontrar soluções para o que nos aflige. Poderia, a reunião, ter sido em Algés, na Trafaria ou na Tia Matilde. Qual quê? O recato do mosteiro e o meditativo silêncio eram convites indeclináveis à grave reflexão a que se propunha aquela gente considerável.
Acontece um porém: na capela ia celebrar-se um casamento, e um repórter curioso aproximou-se, lampeiro, de gravador em punho. Esclareceu a jovem, vestida a rigor com véu e flor de laranjeira, a coincidência de o Governo estar ali, e ela também para o enlace desejadamente jubiloso. Espavorida, fugiu para o interior do monumento, sem a complexidade indecisa dos que olham para o poder com reverente obséquio. Entendeu, provavelmente, a noiva que o encontro não era sinal auspicioso e que a presença simultânea de tantos ministros dava azar.

Tomando as coisas pelo seu nome, acerca de que conversaram, aqueles que tais; que valores absolutos como a verdade, o bem, o sagrado, a beleza alinharam no que disseram? Adquiriram consciência de que a unidade dos valores morais está a desintegrar-se rapidamente, por culpa própria? O recolhimento piedoso do local era propício a actos de meditação e, por decorrência, à contrição e ao remorso.
Mais prosaicamente, que comeram os excursionistas? Embrulharam lanche? Levaram marmita? Passear, decididamente, não. O coro de protestos, de vaias e de insultos que os recebeu teria afugentado qualquer ideia de turismo. No final, o ministro Poiares Maduro, em resposta à ânsia noticiosa dos jornalistas, disse umas frases inócuas. Percebeu-se, no enredo, que o encontro de Alcobaça redundara em nada, rigorosamente em nada; que nada se decidira, que tudo fora absurdo, confuso e disperso.
 
Texto de Baptista-Bastos, no Diário de Noticias de 26-6-3013

segunda-feira, 24 de junho de 2013

SÃO JOÃO EM LISBOA

O titulo da mensagem pode induzir em erro, de facto o São João não é comemorado em Lisboa, mas como os Santos Populares se festejam por todo este Mês na Capital fui dar uma volta por lá, como não podia deixar de acontecer quando se fala em festejos Populares fala-se de Alfama o Bairro que mais me agrada visitar.
Antes de lá chegar passei á beira Tejo a partir do Cais do Sodré, e hoje o ar estava irrespirável, o Mar revolto devido ás Marés vivas «desenterrou» os esgotos depositados ao longo dos anos no fundo do Tejo, e aquilo estava mesmo bravo, com Maré vazia àquela hora ainda pior.

Quando ia a passar junto do Ministério das Finanças, vejo alguém no primeiro andar do edifício a acenar-me, melhor a chamar-me, intrigado àquela hora madrugadora que já andassem Funcionários Públicos a trabalhar, dirigi-me para próximo de quem me acenava, e só então reparei que era o nosso bom amigo Gaspar, o Ministro com pasta, ele mesmo em pessoa, com aquela voz pausada diz-me para subir, e eu cada vez mais intrigado, será que o gajo me vai mandar prender por eu dizer aqui umas verdades? bem que se lixe, também na Tropa me meteram no xadrez e ainda aqui estou para contar como foi.

Subi, o homem deu-me uma bacalhauzada apertada, e com dicção fluida, nada daquela vozinha de falsete que usa em Publico, desata a falar que parecia uma MG42 a disparar, em resumo para não aborrecer os Leitores com tudo aquilo que ele me disse, foi assim;  Que sabia que eu e outros que tais o andavam a querer enterrar vivo, mas que ele Gaspar, estava a fazer o melhor pelo Pais, ainda tentei ripostar com a safadeza de nos ir ao bolso, mas o homem não quis troco, e despediu-se com mais um bacalhau, e um aviso! Para não continuar a andar para aqui a maldizer, senão ainda coloca em funcionamento a lei da rolha que o tio António de Santa Comba utilizou com tão bons resultados, perante os factos, não tive argumentos e bati em retirada, não antes sem o mirar mais uma vez, é que fiquei admirado com a  corpulência do indivíduo, na TV parece mais curto.

Desci meio desorientado, dou por ali uma volta estilo pombo correio para apanhar o rumo, e vejo-me na Rau Augusta, olho para o relógio do Arco da dita, e vejo um gajo a andar com os ponteiros do relógio, fiquei ali um pouco para ver se era algum relojoeiro a reparar o bicho, mas não, o que eu acontece é que a coisa não tem conserto, e a Câmara colocou lá um Funcionário que vai andando com os ponteiros, e assim há ali sempre hora certa, desde que o relógio de pulso do homem não pare, por falta de corda, de pilha ou de gasolina, depende do carburante utilizado no Roscofe do Funcionário, enfim modernices para combater o desemprego.
A seguir foi aquela volta que tinha programada pelo Bairro de Alfama engalanada, durante este Mês para comemorar os Santos Populares, sobre a qual aqui deixo umas fotos, e se puderem passem por lá logo á noite para comer umas sardinhas que afinal não estão assim tão caras, cada uma com pão um Euro e meio, bebam um copo e divirtam-se mas não  abusem, acima de tudo não imitem os festejos no Porto, que é porrada de meia noite, um gajo leva com um alho porro na pinha que até vê estrelas.