sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

"FOBIAS? TALVEZ"

Pois é, ao fim de quase setenta anos cheguei á conclusão que estou infestado de fobias, assim, só como aperitivo diria que tenho fobia andar de avião, Aerodromofobia, a sons acima 50 decibéis, Acusticofobia, também não vou com multidões (mais de 4 Pessoas) Agorafobia, e muitas mais que seria fastidioso estar aqui a enumerar, perguntarão a que propósito venho eu falar sobre as minhas manias, então a resposta é esta; Em primeiro lugar porque me parece que a coisa se pega, é portanto contagioso, e não pretendo «infectar» ninguém, em segundo e não menos importante é que só agora cheguei á conclusão que isto é doença, e não mania como pensava, não só eu mas os que me rodeavam, ou rodeiam, passo a explicar:


Nasci grande, mas não o suficiente para me recordar dessa época, mas a partir do momento em que assentei praça na Escola Primária, (onde me doutorei  em fugas) aí já começo a recordar as fugidas daí, mas mesmo que não recordasse, há quem se recorde bem disso e que faz questão de mo recordar, para quem presenciava isto apenas dizia que o rapaz era maluco, incluindo a Família, apesar  dessa instabilidade, e das fugas ás aulas, fiz a quarta classe nos quatro anos da praxe, portanto o que ficou foi o resultado, afinal o gajo é maluco, mas até é inteligente, pois fez a quarta classe sem perder nenhum ano, isto com a idade vai ao sitio, era o diagnóstico que me faziam, e o remédio para a cura, a idade!

Segue-se de imediato o primeiro trabalho, vendedor de leite de porta em porta, em Alenquer, Sol de pouco dura, a instabilidade veio para ficar, regresso a casa, trabalho na Agricultura, aí curiosamente ou talvez não, aguento, até sou mimado pelo caseiro e colegas mais velhos, mas a enxada não era propriamente aquilo com que sonhava, vou para padeiro nas Paredes de Alenquer, vou e volto por três ocasiões, só estou bem onde não estou, noto que a rua é o meu local de eleição, ando atrás do jerico a fazer a venda do pão, e estou nas minhas sete quintas, entro na padaria para ajudar a fazer o pão, e a coisa já não está bem, mas não dou importância ao assunto, afinal ainda só tenho quinze anos e tudo isto se deve á minha juventude, vou novamente para  Agricultura, daqui para analisador de vinhos, ando dum lado para outro mas nada me satisfaz.


Tenho dezoito anos, sou desafiado a  tentar a sorte na Marinha, inscrevo-me, faço as provas e sou aceite, vou para Fuzileiro, a especialidade mais próxima daquilo que tem sido a minha vida, uma «guerra» constante, (só que sem inimigos do outro lado para guerrear), afinal o estar fechado no Quartel sufoca-me, ando constantemente a salto, poucas vezes visto a farda de saída, a não ser quando saía autorizado, são castigos atrás de castigos, já todos sabiam onde me encontrar, e várias vezes lá ia o Jeep da P.N. a Palhais dar-me boleia para a Escola de fuzileiros, até que se fartaram de mim e me despacharam em grande velocidade, não sem antes comer o pão que o diabo amassou.

Saio da Marinha sou chamado para o Exercito, destino, Infantaria 7 Leiria, mas o filme foi o mesmo, fechado não é para mim, em pouco tempo despacham-me em grande velocidade tal como nos Fuzileiros, galo do campo não quer capoeira, penso eu, ando por aqui e acolá, o casamento assenta as Pessoas, ouvi dizer, então assim seja, Caso. Mas a rua continua a ser o meu meio natural, trabalhos são mais que muitos, fixo-me finalmente na reparação e substituição de candeeiros na iluminação Publica, acontece o 25 de Abril, acaba o trabalho no ano seguinte, mais uma vez aos saltos, até que 1976 me leva aos Serviços Municipalizados de Oeiras, trabalho nas estações de esgotos, é verdade que estou fechado, mas a maioria do tempo passo-o na rua, só preciso de ter o serviço feito, e bem, não tenho chefes á perna, estou bem, dois anos depois fico a chefiar o sector, são mais de vinte instalações espalhados pelos Concelhos de Oeiras, Amadora e Sintra, estou nas minhas sete quintas, quase não me sento no escritório, é ouro sobre azul, a rua sempre ela a chamar por mim!


Mas um dia, (há sempre um dia)  estou num a reunião nos Serviços Técnicos na Medrosa, (instalações que mostrei há dias abandonadas) e começo  mudar de cor, qual camaleão, uma Engenheira sentada á minha frente nota que não estou bem, e vai arranjar um copo de água com açúcar, saio á rua para apanhar ar, a coisa passa, penso que terá sido do muito tabaco que andava no ar, (naquele tempo fumava-se, e bastante em reuniões)  não ligo mais ao assunto, duas semanas depois vou com o meu Chefe a uma reunião á Firma Lusovema em Lisboa repete-se a mesma cena, aí sim comecei a pensar que alguma coisa não estaria bem, mas essas histórias das fobias não existiam, nunca tinha ouvido tal coisa, sabia que não me dava bem em locais com muita Gente, mas pensei sempre que era uma questão de gostos.

E no meio disto tudo a Família? Sim porque existe Família, Mulher, Filhos e Netos, pois é, com a Patroa fui uma vez ao cinema a Paço de Arcos, e o raio do intervalo que nunca mais chegava, saímos quando ele se dignou aparecer e até hoje, teatros? Restaurantes? Enfim festas? Nada, passeios? Só de carro, e várias vezes com o destino alterado a meio do percurso, bastava (basta) ver fila de carros parados á minha frente, (por isso mesmo evito autoestradas porque aí não posso sair se alguma coisa me obriga a parar), e com os Filhos? A mesma cena, coitados foram-se habituando, penso eu, pelo menos nunca reclamaram (acredito que vontade não lhes faltava) reuniões de Escola? A Mãe encarregava-se disso.
E eu? Sim também tenho vida para além do trabalho, pois é, reformei-me e pensei, agora isto vai, vou começar a sair porque esta mania foi-se instalando e parece que veio para ficar, e a coisa agravou-se porque passei a viver só para o trabalho, era de noite e de dia Sábados, Domingos e Feriados, mas agora acabou!


Acabou? Parece que não, a patroa vai com os Filhos passear á Madeira, então tu não vais? Eu ir de avião? Já vais, fico a tomar conta do cão! Vai a Itália com a Filha? Eu fico a guardar a casa! Ao restaurante? É pá agora estou lixado, a minha Irmã vai comigo a Vila Verde e insiste que tenho de ir almoçar ao restaurante, gaita não vou ficar mal na fotografia, e fui, não uma, mas duas vezes, até já me estava a habituar, pois conheço os proprietários há anos, afinal agora por causa destas modernices das registadores ligadas ao Fisco fecharam o restaurante, e dedicaram-se á agricultura, porra já é ter azar, agora acabou. E cafés? Aí vou, mas não me fechem a porta, porque com a história do ar condicionado têm a mania de estar de portas fechadas, aí não entro. 

Antes de ontem fui com a Filha a uma firma em Queluz, á entrada para o parque de estacionamento uma cancela, já não estou a  gostar disto, carrego no interruptor, a cancela levanta e entro, tem calma camarada que não vais ficar preso, andamos pelas instalações, mas eu só pensava na cancela, é que na da saída não vi nenhum interruptor para eu próprio a abrir, e também não havia funcionários á vista, tive de perguntar a um funcionário como ia sair dali, o Homem descansou-me que alguém a ia abrir, mas só me senti seguro quando a transpus. Hoje mesmo, depois da minha caminhada por Caxias e Paço de Arcos, depois de regressar a casa, saí novamente apeado, eram 8h55, passou por mim a Srª do quiosque onde costumo beber o café, como ainda ia ligar a máquina, segui e fui até ao Campo da Bola, outro café, mas também fechado, volto para espreitar o primeiro, ainda de portas fechadas, restava-me um terceiro, e próximo deste, olho lá para dentro e estão 3 pessoas ao balcão, e vão duas a entrar, acabou, isto já é gente a mais, regresso a casa sem beber o bendito café.


Depois de 1500 metros palmilhados, chego a casa e bebo lá o café, embora o da rua me saiba melhor! Resumindo toda a história que já vai longa; Hoje não tenho mais duvidas que aquilo que considerava mania é mesmo doença, chamem-lhe fobia ou outra coisa qualquer, e devia em tempo útil ter sido tratado para não chegar tão longe, não o fiz e não importa agora chorar sobre o leite derramado, deixo aqui este relambório por duas razões, na esperança que um Leitor desta minhas crónicas, (de quem gosto muito) faça uso delas, para não chegar a este ponto, porque os sinais não são nada animadores, e também para alertar algum Leitor que por aqui passe, para tomar nota nos sinais de alerta que aqui deixo. Fiquem bem, divirtam-se e não se tranquem em casa.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

"LISBOA DE ONTEM E DE HOJE"


Mais uma caminhada pela Capital, levava um determinado trajecto na ideia, mas perdi o norte, enfiei-me por becos e travessas desconhecidas, e lá se foi o programa para o lixo, então foi assim;
Cais do Sodré, 6h40, hoje não vou junto ao Rio, caminho pela Rua do Arsenal, ás vezes as saudades mesmo de coisas menos boas voltam, foi por isso que fiz este trajecto, para passar á "Casa do Marujo" como era conhecida entre nós Marinheiros que lá pernoitávamos ocasionalmente, embora o nome oficial fosse (e ainda lá está a lápide) Casa do Marinheiro da Armada".



Normalmente isso acontecia quando «perdíamos» o transporte para a «outra banda» (normalmente porque se esquecíamos das horas nos bares do Cais do Sodré ou Intendente, então por qualquer coisa como 25 tostões ou três escudos já não recordo ao certo, ali dormíamos, quem conseguisse é claro, por os percevejos eram mais que muitos, até os ouvíamos a roer a pele do Pessoal, mas hoje fiquei admirado da mudança, aquilo já não é para recolha dos noctívagos, é uma academia da ginástica como pude observar, pois àquela hora já se ginasticava por lá.




Fui andando, passei pelo Rossio, Martim Moniz, Rua da Palma, Almirante Reis, Intendente aqui foram colocados dois bancos de jardim todos futuristas com designe da «Decoradora do Regime, Joana de Vasconcelos» estão bonitos, e com protecção contra vendavais e tudo, quanto terão custado? Isso não é da minha conta, afinal os meus impostos são para pagar a divida do País, estes luxos são pagos só pelos Lisboetas! A seguir perdi-me, entro num beco estreito, saio na rua Damasceno Monteiro e começo a andar como o caranguejo, para trás portanto, arrepiei caminho fui dar ás escadinhas com mesmo nome.



Escadinhas uma gaita, isso é para não assustar quem se atrever a iniciar a subida, aquilo são degraus, contei 150, e depois da curva foram mais vinte, finalmente terminou a subida e estou no Miradouro da Senhora do Monte, que já se chamou de Santa Catarina do Monte Sinai, aqui fiz uma fotos, e ganhei balanço para o resto da caminhada, que como não podia deixar de ser, foi sempre a acelerar, a descer todos os Santos ajudam, passei junto da horta comunitária que tanta celeuma deu o ano passado, com a Câmara a quere acabar com ela, mas estava correcta a decisão, porque aquilo era só lixo, hoje não, está bonita, assim dá gosto ver.



A restante descida com passagem pela antiga «rua do crime» mas baptizada por Benformoso, novamente Martim Moniz e o café no sitio do costume, hoje apanhei lá aquela Menina que há dias afirmou que «agora é que se trabalha, antigamente eram só empregos" claro que não perdi a oportunidade de lhe recordar essa afirmação, coitado ficou sem palavras, para a próxima tenho de amenizar a coisa, não vá Rapariga ficar chateada e deixar de transportar os leitões que são o forte da casa, é que a colega que vem substituir está quase a parir, e portanto incapacitada durante uns tempos de trabalhar, e trabalho pesado, depois foi o reencaminho para o Cais do Sodré, sem mais história, agora vou tentar ver o Barcelona com o City, que se prevê ser um bom jogo.



sábado, 15 de fevereiro de 2014

"OBSERVANDO E RECORDANDO"



Um belo dia de Verão, estava eu de papo virado para baixo numa Praia daqui da Costa do Sol, após uma noitada mal dormida acabei por me entregar aos braços de Morfeu, estava num daqueles sonhos que até parecem vividos, (ou a viver) quando sinto uns pingos de água a cair-me no lombo, porra! então está a chover? Iço o esqueleto assustado, e vejo uma Cigana com as mãos ainda a pingar, tinha sido uma gracinha da Senhora para me acordar, e ler a sina, olhei para ela com ar de poucos amigos, ela riu-se e disse: quem anda a chuva molha-se meu filho, mas que raio de conversa é esta? A Velha (já era uma Senhora idosa) está maluca, pergunto.lhe, o que quer? Ler-te a Sina meu filho, está bem (eu queria é livrar-me dela e bater outra soneca de seguida),  estendi-lhe a mão direita, ela começa com uma ladainha, de tal maneira rápida que só fixei aquilo que me tinha dito antes, quando me acordou, «quem anda á chuva molha-se». Serve este introito para recordar as molhas que tenho apanhado nos últimos tempos! Hoje finalmente não choveu, portanto pensava eu, que não chovendo não haveria molha, isso era o que eu pensava!


Pois estava redondamente enganado, na minha caminhada matinal entre Caxias e Cruz Quebrada, vou eu muito bem no passeio, passa um sacana qualquer de carro, passa com as rodas numa possa de água e dá-me um banho dos pés á cabeça, porra que isto já é demais, se a água não vem de cima vem de baixo, enfim é a vida, era para passar pela Estação da C.P. de Caxias, e neste estado já não passo!
Ia então no passeio junto ao Mar e reparo que o antigo restaurante Mónaco que há tempos mostrei todo vandalizado, andam agora a colocar tijolos nas portas e janelas, para impedir o acesso ao seu interior, depois da casa roubada! Mas que cambada de jumentos que haviam de brotar neste País, faz-me recuar uns dois anos quando mostrei aquela antiga Unidade da nossa Armada, paredes meias com o Forte do Areeiro em Oeiras, abandonaram-no aos Deus dará, depois de tudo destruído colocaram lá segurança dia e noite até hoje, mas será que estes jericos não sabem usar os miolos?


Falava eu no restaurante Mónaco, pois nunca lá entrei muito menos lá comi ou bebi, aquilo não era para todas as bolsas, se bem entendem, mas deu-me muitas dores de cabeça, ao longo dos anos perdi a conta a quantas chamadas recebi para acudir ao restaurante que estava inundado, e lá ia eu ou o Pessoal que trabalhava comigo direitos á Estação Elevatória de Esgotos que fica próxima a ver se tinha acontecido alguma avaria na mesma, nada, da nossa parte estava tudo bem, então o que acontecia para inundar as caves? Gorduras, na cozinha mandavam tudo o que não podia ser vendido para o esgoto, incluindo óleos azeites e outras gorduras, depois de arrefecerem solidificavam e obstruíam a canalização, as gorduras eram tantas que foi necessário adquirirmos desengordurantes para desobstruir o nosso equipamento, finalmente com a falência do restaurante ouve paz, vamos ver até quando pois constou-me que os Espanhóis o querem comprar, ou já compraram!


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

"OS BUROCRATAS VIERAM PARA FICAR"

Já nada me surpreende neste cantinho á beira mar plantado, mas há coisas que me deixam á beira dum ataque de nervos, embora acredite que estas coisas não acontecem só cá ao rapaz! Mas como diz o outro, são feitios, alguns comem e calam, há os que não se ralam, e ainda os que arranjam ulceras nervosas de tanta porcaria que os rodeia, e sem meios de sair do atoleiro em que este Pais está transformado. Mas vamos a votos que é disso que quero falar. No tempo do António da calçada e do seu sucessor Marcelo não votava, não por não querer, mas porque não me deixavam, foi assim nas farsas de 1969 e 1973, numa destas datas ainda armei um pé de vento na Escola de Vila Verde, local onde decorria a farsa da votação, mas de nada serviu, vi o voto por um canudo.


Talvez por via disso, na primeira vez que tive Liberdade para votar até estive horas numa fila de Gente que dava para preencher a muralha da China e ainda sobravam Pessoas, isto foi em Oeiras, mas mais tarde Recenseei-me na minha Terra, pois aqui estou por empréstimo, e quando este terminar é para lá que vou em definitivo, mais não seja a «granja» espera-me ansiosa, é verdade que cada voto que lá vou colocar me sai caro, pois a deslocação quase sempre a propósito de, custa dinheiro, mas quem corre por gosto não cansa, ainda nas últimas lá fui colocar o papelinho o que é sempre uma boa razão, mais não seja para ver algumas Pessoas que de outra maneira não via.

Agora recebo uma simpática missiva da DGAI a informar-me que estava recenseado em Porto Salvo, como sou uma besta quadrada, o que fiz? Escrevi para a tal d.g.a.i. explicando que estava recenseado em Vila Verde dos Francos e pretendia continua lá. Pois querias, mas não levas nada, se queres votar vais colocar o papelinho no mercado de Poro Salvo e não digas que vais daqui, sacanas e incompetentes, responderam-me que foram consultar a base de dados e verificaram que eu era portador do cartão de Cidadão emitido em 11-08-2011 e que a morada  está em Porto Salvo, e se eu pretender ir pregar para outra Freguesia tenho de alterar a morada no tal cartão.
Primeiro não tenho nenhum cartão emitido nessa data, o primeiro cartão de Cidadão foi tirado em 28-10-2008, e o segundo e actual a 1-10-2013, segundo no Cartão de Eleitor é independente do de Cidadão, pelo que não vejo qual o problema de continuar inscrito na minha Freguesia, mas isto sou eu a sonhar alto, porque quem sabe da poda são os jericos que estão lá no gabinete do voto e similares!


Mas o mais grave desta trapalhada é que me dizem que se eu quiser votar em Vila Verde tenho de mudar a morada no cartão de Cidadão, ora se eu o fosse fazer agora, isso tinha implicaçãos que estas avestengas não alcançam, teria de mudar carta de condução, cartão de saúde, previdência, o banco que me paga a pensão, as Finanças, e o que mais não me ocorre agora, tinha no fundo de alterar tudo o que tenha a morada daqui, ao passo que se estas cavalgaduras incompetentes, e burocratas de merda, apenas e só teriam de manter as coisas tal e qual como estiveram até agora, e que nada fiz para as alterar, dava de boa vontade um chuto no cu de toda esta escumalha que só serve para lixar a vida ás Pessoas, como não o posso fazer fica aqui a minha despedida das votações, andei a fazer guerras para votar, e agora no tempo da Internet, das comunicações num abrir e fechar de olhos, sou impedido do fazer, não é censura? Talvez não, mas é sacanice.



Enviada: sábado, 18 de Janeiro de 2014 16:54
Cc: Administração Eleitoral
Assunto:



Acabo de receber uma Notificação Eleitoral, indicando que estou recenseado na Freguesia de Porto Salvo, acontece que estou há muitos anos Recenseado na minha Freguesia de origem, Vila Verde Dos Francos, e pretendo continuar lá Recenseado.
Com os melhores cumprimentos
Virgílio Rosa Miranda


De: Isabel Miranda [mailto:IGaspar@dgai.mai.gov.pt]
Enviada: sexta-feira, 7 de Fevereiro de 2014 16:56
Para: virgilio.miranda
Cc: Maria Adelaide Batalha Franco
Assunto: FW:


De: Maria Adelaide Batalha Franco
Enviada: segunda-feira, 20 de Janeiro de 2014 16:25
Para: Sónia Tavares
Assunto: RE:

Exmo. Senhor
Em resposta à reclamação enviada por V.Exa, informa-se que actualmente o recenseamento eleitoral é efectuado oficiosa e automaticamente, na freguesia correspondente à morada que consta do cartão de cidadão.
Efectuada a consulta à Base de Dados do Recenseamento Eleitoral (BDRE), verifica-se que V.Exa é titular de cartão de cidadão, emitido em 12-08-2011, onde consta a morada em PORTO SALVO.
Por essa razão a inscrição de V.Exa na Freguesia de Vila Verde dos Francos, foi transferida para a Freguesia de Porto Salvo, correspondente à morada que consta no seu documento de identificação.
De harmonia com o disposto na Lei do Recenseamento Eleitoral e atendendo à morada indicada, encontra-se V.Exa correctamente inscrito na BDRE, na Freguesia de Porto Salvo, com o número de eleitor CA- 11873.
Se pretende alterar a sua inscrição para outra freguesia, deve previamente solicitar a alteração de morada, no seu cartão de cidadão, indicando para o efeito, uma morada correspondente à freguesia onde pretende estar inscrito.
Após a confirmação e validação da nova morada, a sua inscrição na BDRE será automaticamente transferida de acordo com os dados indicados.

Com os Melhores Cumprimentos
Adelaide Franco
Técnica Superior
DGAI RGB_medio
Núcleo Jurídico e de Estudos Eleitorais
Direção de Serviços Jurídicos e de Estudos Eleitorais
Av. D. Carlos I, 134 -  1249-104 Lisboa
Tel.(geral) 213947100 – extensão 121040
Directo 213947131


sábado, 8 de fevereiro de 2014

"MAIS PALAVRAS PARA QUÊ?"



UM PARECER


 Por: Ricardo Araújo Pereira
"Caro Sr. primeiro-ministro, O conjunto de medidas que me enviou para apreciação parece-me extraordinário. Confiscar as pensões dos idosos é muito inteligente. Em 2015, ano das próximas eleições legislativas, muitos velhotes já não estarão cá para votar. Tem-se observado que uma coisa que os idosos fazem muito é falecer. É uma espécie de passatempo, competindo em popularidade com o dominó. E, se lhes cortarmos na pensão, essa tendência agrava-se bastante. Ora, gente defunta não penaliza o governo nas urnas. Essa tem sido uma vantagem da democracia bastante descurada por vários governos, mas não pelo seu. Por outro lado, mesmo que cheguem vivos às eleições, há uma probabilidade forte de os velhotes não se lembrarem de quem lhes cortou o dinheiro da reforma. O grande problema das sociedades modernas são os velhos. Trabalham pouco e gastam demais. Entregam-se a um consumo desenfreado, sobretudo no que toca a drogas. São compradas na farmácia, mas não deixam de ser drogas. A culpa é da medicina, que lhes prolonga a vida muito para além da data da reforma. Chegam a passar dois ou três anos repimpados a desfrutar das suas pensões. A esperança de vida destrói a nossa esperança numa boa vida, uma vez que o dinheiro gasto em pensões poderia estar a ser aplicado onde realmente interessa, como os swaps, as PPP e o BPN. Se me permite, gostaria de acrescentar algumas ideias para ajudar a minimizar o efeito negativo dos velhos na sociedade portuguesa:
1. Aumento da idade de reforma para os 85 anos. Os contestatários do costume dirão que se trata de uma barbaridade, e que acrescentar 20 anos à idade da reforma é muito. Perguntem aos próprios velhos. Estão sempre a queixar-se de que a vida passa a correr e que 20 anos não são nada. É verdade: 20 anos não são nada. Respeitemos a opinião dos idosos, pois é neles que está a sabedoria.
2. Exportação dos velhos. O velho português é típico e pitoresco. Bem promovido, pode ter aceitação lá fora, quer para fazer pequenos trabalhos, quer apenas para enfeitar um alpendre, um jardim.
3. Convencer a artista Joana Vasconcelos a assinar 2.500 velhos e pô-los em exposição no MoMa de Nova Iorque.
Creio que são propostas valiosas para o melhoramento da sociedade portuguesa, mantendo o espírito humanista que tem norteado as suas políticas.
Cordialmente,
Nicolau Maquiavel"

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

"LISBOA ANTIGA"


Em mais uma caminhada observadora pela Cidade, fixei-me especialmente em alguns locais antigos e com História, mas primeiro o itinerário.
Cais do Sodré 6h40, subo a rua do Alecrim, faço uma primeira e ligeira pausa para fotografar a bonita estátua de Eça de Queirós, que fica no Largo Barão de Quintela junto aos Bombeiros Voluntários Lisbonenses, era noite e apenas apanhei a silhueta, um destes dias já é dia a esta hora e repito a coisa, fui subindo e mais uma pausa desta feita um pouco maior no Jardim São Pedro de Alcântara ao Bairro Alto, para também aí tirar algumas fotos da zona dos Restauradores, como no caso anterior fica para mais tarde quando o Sol se resolver a aparecer mais cedo, umas fotos melhores, agora é o que se arranja.



Mais uns passos a caminho do Rato, mas faça  agulha e desço junto ao chafariz do Vinho, Praça da Alegria, Av. da Liberdade, Portas de Santo Antão (o emblema do Glorioso não podia falhar) e estou na paragem habitual do café matinal, entro só lá vejo um cliente, chamo o Paulo e nada, esperar não é comigo e dou a volta para ir pregar a outra freguesia, já na rua ouço o Paulo a perguntar ao cliente se o tinha chamado, voltei atrás e disse-lhe que esperar não é comigo, justificou-se que estava na cozinha, e eu expliquei que esperar não é comigo, isto não é pressa, é defeito de fabrico, não aguento filas nem esperas, mesmo que breves, e a coisa já não tem remédio, (um dia conto algumas peripécias por causa das esperas e filas)!



A seguir passo pelo Rossio, e aqui um pouco de História, primeiro o "Arco Bandeira" que fica na Rua dos Sapateiros, embora muitos a tenham baptizado com o nome do arco, então a Historia é a seguinte:
A rua dos Sapateiros surgiu na sequência da reconstrução da baixa de Lisboa após o terramoto de 1755.
O seu nome surgiu pela mão da Portaria pombalina de 5 de Novembro de 1760, que atribuiu ás ruas da Baixa lisboeta designações ligadas ás artes e ofícios .Mais tarde a rua recebeu a designação popular de rua do Arco do Bandeira, na sequência da construção de um arco em finais do século XVIII, custeado por Pires da Bandeira, e segundo projecto de Manuel Reinaldo dos Santos.



No primeiro andar do prédio do Arco funciona o Grémio Lisbonense fundado em 26-10-1842, e a varanda que se vê, era designada como da "Santa Inquisição" sabemos porquê, pois era no Rossio que a fogueira funcionava!
Mesmo ao lado do Arco temos a célebre "Tendinha" popularizada pela Grande Hermínia Silva e cantada por muitos Fadistas, este estabelecimento, agora modernizado foi fundado em 1840, frequentado por muitos artistas no passado, é hoje o último "Botequim do Rossio".
A minha caminhada prosseguiu, e darei conta do restante noutro local pois este texto já vai longo, e não quero maçar mais quem ainda tiver paciência para o ler.