segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

OBSERVANDO

Nos últimos dias tenho trazido aqui algumas coisas que considero inadmissíveis para um Pais que se quer do primeiro Mundo, não é que eu ande á procura de coisas menos boas para as denunciar, apenas e só, faço uso do nome que dou ao blog e vou "observando" o que me rodeia, ou por onde vou passando nas minhas caminhadas, é certo que também vejo coisas boas, e assim, hoje como estamos em época de alegria, ou não fosse Entrudo, são só coisas bonitas para nos pôr bem dispostos.
Então aqui vão:

No dia 31 do Mês passado, numa das minhas habituais caminhadas pela Serra de Montejunto, deparei com algumas pedras de grande porte caídas no caminho que circunda a Serra, ali não passa trânsito, a não ser carros de socorro, em incêndios ou alguma queda de algum caminheiro ou pastor, mas pelas marcas dos rodados que encontro sei que andam por ali também ciclistas naquela modalidade recente que designam por B.T.T. ora pensando que algum destes aventureiros se podiam despenhar por aqueles vales, e ser necessário ir socorrê-los, e o carro de socorro não pode passar, enviei nesse dia um E-Mail á Câmara de Alenquer, onde explicava a situação com fotos dos calhaus, e rematando que desconhecia se era da sua responsabilidade a resolução do problema, mas se o não fosse que o encaminhariam para a entidade respectiva, esperava eu.

Pois hoje passei por lá, os calhaus lá continuam, e nem uma resposta da Câmara se sim ou sopas, se receberam o E-Mail, e o que fizeram dele. Temos umas Entidades Oficias que me envergonham, o que leva esta gente a nem sequer dar uma resposta a um Cidadão preocupado? Vão dar banho ao cão, termina aqui a minha Cidadania enquanto informante de qualquer coisa que veja, tenho pena que não seja a pessoa que deveria estar encarregue de responder aos E-Mail que chegam á Câmara a despenhar-se por aquelas ribanceiras, e eu passar por lá para lhe dar uma mão.
Quantas vezes tenho aqui defendido o Serviço Publico, porque sei o que fiz enquanto lá estive, tal como os Homens que comigo trabalharam, mas coisas destas, só vêm dar razão a quem se quer livrar desta gente que só lá está a contar com o fim do Mês. Abaixo com os calões e incompetentes, começando pelos políticos que dirigem estas instituições e não os têm no sitio para pôr na ordem os serviços que dirigem.
 

domingo, 10 de fevereiro de 2013

DESLEIXO OU INCOMPETENCIA?

Já que estou com a mão na massa, aqui vai mais uma para o rol do desleixo Nacional, que só confirma o estado a que isto chegou.
O Rio da Laje que nasce algures no Concelho de Sintra, e vem desaguar na Praia de Santo Amaro de Oeiras, tem ao longo dos tempos causado grandes prejuízos em Oeiras, concretamente na zona do Jardim, Municipal que nasce junto á Câmara e Palácio do Marquês, e segue até á Praia de Santo Amaro.

Lembro as cheias de 25 de Novembro de 1967 que, para além de terem destruído todo o Jardim, mataram os cavalos dos Toureiros Mestre Baptista e Frederico Cunha que tinham aqui as suas cavalariças.
Daí para cá sempre que a chuva cai com mais intensidade é certo e sabido que faz estragos nas margens do Rio, ainda á cerca de dois anos ou talvez menos mostrei aqui no blog os estragos então causados, na ultima cheia que ocorreu o Mês passado lá foram mais uns milhares de Euros para o esgoto, só no Parque Infantil é sempre certo que levanta todo o pavimento, que depois terá de ser reposto pela Autarquia.

Hoje na minha caminhada matinal atravessei o Jardim, e fui observando o leito do Rio, e o que vi não é de um País onde as coisas funcionam, ao contrário de um País ao Deus dará, tem zonas onde o entulho está quase ao nível dos muros de protecção, qualquer pequeno aumento do caudal, a água  irá sair do leito e passar para o Jardim, então pergunta-se, onde pára o  Instituto da Água? Não é da competência deste organismo zelar pela limpeza dos Rios e Ribeiras de Portugal?
E a Câmara já se queixou que este organismo não funciona?

Não sou um defensor (antes pelo contrário) dos tempos da outra senhora,. mas recordo que todas as linhas de água tinham de ser limpas, havia fiscalização feita pelos Guarda Rios em que qualquer proprietário que tivesse alguma linha de água na sua propriedade, ou ela fizesse extrema com algum ribeiro tinha de fazer a limpeza na parte que lhe pertencia, não havia árvores arbustos, pedras ou terra que pudesse impedir o curso das águas, agora está tudo entregue á bandalheira oficializada.
Criaram-se organismos ás centenas, são tachos e mais tachos, mas as coisas não funcionam, alteram-se as Leis, sem acautelar que as coisas continuem a funcionar, no caso dos rios, é o caos.
No Jardim existem também dois Carros Eléctricos que funcionaram como Bares, vejam o estado de um deles que está por lá abandonado, fico-me por aqui, não vão pensar que sou algum pessimista.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

PERIGO! DE ANDAR POR LEIÃO

Já aqui falei deste assunto há mais de dois anos, mas a situação mantém-se, aliás piorou, refiro-me a uma construção moribunda que nasceu para escritórios mas se finou antes de cumprir esse objectivo, localizada em Leião paredes meias com o Chafariz local, alindado na altura do inicio da construção, quem sabe para valorizar a obra que teve o seu inicio á meia dúzia de anos, ficou-se pelo piso zero, mais umas caves e parou, ocupou aquilo que os Peões utilizavam como passeio para ter alguma segurança visto a estrada ser muito concorrida pois é uma das ligações ao Tagus Parque, São Marcos e Cacém, aliás era um  dos meus locais preferidos para as minhas caminhadas, mas como ainda quero por cá andar mais uns tempos e não quero calçar um carro, desisti deste percurso, hoje fui lá ver como paravam as modas, e estão como se pode ver nas fotos.

Eu gostava de saber porque razão a Câmara não põem ordem nisto, será porque não tem poder, não quer,  ou simples desconhecimento?  não sei, são demasiados casos alguns até da iniciativa da Câmara como o edifício de congressos,  ou aquele prédio fantasma de Cacilhas e respectivo arruamento-picada., Daquilo que julgo saber em relação a construções, (onde sou ignorante) é que antes de se iniciar uma construção, serão feitos os arruamentos se for caso disso, instalação de águas e esgotos, passeios iluminação etc. só depois de estas premissas cumpridas se iniciará a construção propriamente dita.
Sendo assim, porque se iniciam obras sem estes itens estarem assegurados, pondo em perigo as Pessoas que circulam junto a estes mamarracho inacabados? a empresa construtora terá falido ou deu á sola para outras paragens, e agora? vai ficar o mamarracho a complicar a vida ás Pessoas eternamente?
Onde param os cerca de 120 Agentes da Policia Municipal que não vêm este espectáculo? não têm autoridade para actuar?

Para além de ter «roubado» o pouco espaço que havia para protecção dos apeados, outros perigos espreitam aqui, como se pode ver, os painéis da vedação da obra muitos deles voaram, há aqui uma zona de moradias umas antigas outras recentes onde viverão decerto várias Crianças, todos sabemos como estas são curiosas, ora está-se mesmo a ver que algum dia poderá haver aqui algum acidente, não só ao caírem para as profundezas das caves, mas ferirem-se com aquela sementeira de ferros ferrugentos que por ali estão aos milhares, gostaria muito que os responsáveis Camarários acordassem para esta situação que não abona nada quem tem por dever zelar pela nossa segurança e das nossas Crianças.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

FINADO FAMOSO

Na mensagem anterior falei de Salazar, esse grande homem de estado, que nos legou muito oiro, que as más línguas afirmam ter vindo dos nazis (são uns invejosos) também nos deixou muitos mortos, uns incontáveis, (aqueles que os esbirros da P.I.D.E. e Legião e quejandos faziam desaparecer sem deixar rastos), outros, os das guerras do Ex-Ultramar em que as contas oficias afirmam terem perecido 8289, incontáveis são os estropiados mental e fisicamente nestas guerras, deixou-nos o Pais mais pobre e atrasado da Europa, e etc. etc etc.
Mas como não quero aborrecer os meus Amigos com mais números, e porque quero que continuem meus Amigos mesmo não comungando da minha opinião, aqui vai uma redacção em que o elogio ao ditador é excelente, e fico-me por aqui em relação a este personagem, para mim de má memória.


Redacção

Eu gosto muinto de Salazare.
Salazare naxceu numa aldeia pequenina e era filho de pobrezinhos.
Desde crianssa mostrou cempre sere muito intelijente.
Estudava tãto tãto no Ceminário ,que Deus mandouo para a Univercidade para ser Stôr e não Padre.
Salazare formouce eim Direito e era tão direito que foi professoure de Direito na Universidade de Cuimbra.
Era muinto dado a Deus.
Á custa de muita orassão e devossão ao Senhoure ,e com a ajuda de seu grande Amigo e coumpanheiro de brincadeiras o Cardiále Serejeira, chegou ao Puder em Portugal.
Ele ajudou muito Portugal. Ebitou que Portugal entrace na III Grande Guerra Mundiale, poupando a sua Pátria à fome é á mizéria.
Católico e bondouzo como era, não tomou partido dos Inglezes ou dos Alemãis. Ajudouos sem olháre a amizades.
Rezava a Nª Srª de Fátima para que findáce a guerra e conseguiuo.
Poupou muito e por isso morreu pobre.
Portugal com Salazare a gobernare, tinha muito oiro nos cofres e muitos políssias na rua, muitas pides e gênérres.
Ele mandou construire estradas, escolas e igreijas.
Mandou construire tambeim óspitais e descobriu o Caminho Alcatruádo para Fátima.
Eu gustava que Salazare não tivece caído da cadeira açacina que lhe fez perdere a sua imença bitalidade e firmeza no combate à pobreza, à ingnoranssia, e icencialmente no combate aos paízes comunistas que cinfiltravam em Portugal e refudião as cabessas aos oprários, campunezes e istudantes.
Se Salazar fousse vivo, o 25 de Abril não passaba de 24 !
E mais...

Se Salazare fousse vivo o Benfica era Campiaum Nassional de todos os Portugueses

 Ass. "Tonecas Melga"

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

CAMINHANDO POR AQUI E POR ALI

Na mensagem que escrevi no passado Sábado., fiz referência a um Forte, concretamente o da Giribita que fica entre Paço de Arcos e Caxias, e falei também do «tio António da Calçada» que como os mais antigos sabem era a maneira como alguns tratavam o Salazar, claro que longe dos bufos, senão estávamos feitos ao bife, pois não sei se foi a nostalgia desse «grande homem» ainda hoje chorado e adorado por muitos, uns com razão, outros nem tanto, e ainda outros, a maioria julgo eu, pelo desespero que apoquenta muitos de nós, por nos terem colocado num barco a meter água por todos os lados, e nós sem saber-mos nadar, vai ser, melhor está a ser, um naufrágio dos grandes.

Então dizia eu,não sei se por nostalgia, se por qualquer razão que me escapa, ontem dei comigo a caminhar junto ao Forte de Santo António do Estoril, local fatídico para ele Salazar, pois foi a í que a cadeira se negou a aguentar mais uma vez com todo o peso que o ditador carregava, e vai daí, o homem estatelou-se e nunca mais foi aquele que nos tinha habituado, severo, quero posso e mando, e agora transformado num peso não para cadeira que nunca mais o cu nela sentou mas especialmente para a D. Maria sua fiel governanta que se via aflita para o acomodar, pois o homem era de peso.

Pois andei por ali junto ao Forte, numa caminhada com algum perigo, aventurei-me por uma passagem que me pareceu pública entre paredes e o Mar, fui andando e quando dei por mim estava dentro dum quintal duma casa particular, foi o que me pareceu, tinha portão é verdade mas estava aberto e fui entrando, claro que tive de fazer marcha á ré, e voltar pelo mesmo trilho, e só no regresso quando já cabiam duas Pessoas vejo um cavalheiro com um cão encaminhando-se para onde eu tinha vindo, e com um calhau na mão, só depois comecei a ligar as coisas, (isto de ter memória lenta tem destas coisas).

O homem andava por ali a dar um volta com o cão, e deve ter visto eu ir para aquele local, provavelmente a casa é dele, a armou-se com aquele pedregulho para me fazer a folha, não fosse eu ser algum assaltante, depois cruzamo-nos eu disse bom dia, ele não me apercebi se respondeu, e cá para os meus botões, safei-me de boa, vou ter que ter mais cuidado pelos locais onde ando, mas não havia lá nada que dissesse que a passagem era particular essa é que é verdade, e andei sempre junto ao Mar, mas vão ver que aquilo ainda são restos dos Sr.s Mários que falei na anterior mensagem, cá para mim a zona é do Domínio Publico Marítimo e alguém tomou como sua aquele pedaço de Mar.
Para terminar, dizer que o Forte, cuja construção começou em 1590, passou a ser utilizado a partir de 1915, pelo Instituto Feminino de Educação e Trabalho de Odivelas. embora pertença ao Exeército, pois vi lá uma placa, (embora em muito mau estado) a indicar isso mesmo, e tem todo o aspecto de abandono. 

sábado, 2 de fevereiro de 2013

OBSERVANDO E RECORDANDO

Diz-se que o Homem (ou a Mulher) é Criança duas vezes, não sei em que se basearam para chegar a esta conclusão, mas lá que acertaram, não tenho duvidas, pois cá o Rapaz já vai na sua segunda infância, da primeira poucas recordações me restam e ainda bem, não eram grandes recordações com certeza, desta segunda aí sim, tenho algumas recordações, nem sempre pelas melhores razões, mas enfim tudo somado, dá uma mão cheia de asneiras.
Vem isto a propósito duma molha que apanhei hoje, por ter acreditado no Instituto de Metereologia que me prometia bom tempo, isto é mesmo de quem ainda acredita no Pai Natal.

Fui fazer uma caminhada saindo de Paço e Arcos até Caxias e volta, e quando ia a chegar junto do falecido e badalado Restaurante Mónaco, começa a cair água que até os cães a bebiam de pé, sem local próximo onde me resguardar já se vê que tomei duche antecipado, mas um Marinheiro não se assusta com água, seja muita ou pouca, e lá continuei, no regresso sempre junto á Estrada Marginal, passei junto aos Fortes de São Bruno e da Giribita, neste último, e no tempo da outra senhora, era local de festa rija do Almirante Tenreiro e sua corte, tinha guarda privativa (paga pelo orçamento do Estado claro), e vivia dentro do Forte um antigo Marinheiro, que corria com quem se aproxima-se deste, eram ordens do Almirante dizia ele, questionado sobre a legalidade da ordem, respondia, quem manda é o Almirante, e se não vão embora chamo a Policia, contra factos não há argumentos já se vê.

Nesse tempo havia escadas em pedra construídas quando da construção da Marginal que permitiam que se descesse para a pequena praia com segurança, até junto ao Forte, quando a maré estava vazia, eu como outros pescadores desportivos, gostávamos do local porque se apanhavam uns sargos e uma fanecas, mas mal nos descuidávamos tínhamos o amigo Mário (assim se chamava o guarda permanente) á perna, quando eu estava sozinho, e se fosse dia, ele não me chateava, de noite como todos os gatos são pardos, lá vinha ele ao terraço apontar a lanterna e gritar, que não podia estar ali, é claro que eu fingia que não percebia, obrigava-o a descer e vir junto a mim, só me reconhecia quando chegava perto, já tinha alguma idade, e a vista já não era o que foi, então saía-se com esta! ai és tu filho da Escola, (era e é,  a maneira como os Marinheiros se tratam entre si), acabávamos ali na conversa ás vezes até ás tantas, contava-me então as farras que se viviam no Forte, tudo a bem da Nação. O velho Marinheiro Mário acabou por morrer atropelado na Estrada Marginal.
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Esta recordação, vem a propósito do branqueamento que muitos tentam fazer do Salazarismo, que nesses tempos não havia compadrios, era tudo gente séria, que os gatunos surgiram todos por obra e graça do 25 de Abril etc., aquilo que há de novo na nossa Sociedade não é sobre a qualidade dos Portugueses que metem ou meteram a mão na massa, o que aumentou foi a quantidade deles, também aqui a Democracia chegou, e passou de ser criticável roubar, para elogioso fazê-lo, noutros tempos quem roubava  era ladrão, agora quem não rouba é parvo, portanto é tudo uma questão de estilo, porque o arranjanço foi sempre uma marca nossa, no tempo do tio «António da Calçada», havia os protegidos como há hoje, bastava pertencer á A.N.P. o Partido dele para ter tudo, e acesso a tudo e mais alguma coisa, quem não tinha direito a nada eram os outros, ou porque eram do contra, ou porque suspeitavam que fosse, o que tinha mais certo era uma dose de porrada da P.I.D.E., porque Sr.s Mários era o que havia mais por aí, prontos a lamber as botas do chefe, e no limite, denunciar quem não o  bajulasse, outros tempos, a mesma  gente.