sexta-feira, 10 de agosto de 2012

PORTO SALVO INDEPENDENTE. JÁ!

Com certeza que ficam admirados com o titulo da mensagem, mas ela corresponde ao pensamento dos Portosalvenses e ao meu também, vamos a factos que de conversa fiada estamos todos cansados.
As razões desta medida extrema, são simples, os milhões que as empresas aqui sediadas pagaram e pagam, vão todos direitinhos a Oeiras e arredores, são passeios marítimos, marinas, parque dos poetas, etc. etc. e nós que levamos com a poluição atmosférica causada pelos popós de quem vem para aqui bulir, mais a poluição  deixada nos cafés e outros estabelecimentos, sim que ao fim dumas horas sentados numa secretária, quando fazem intervalo quem leva com os gases acumulados durante várias horas somos nós que aqui habitamos, e que temos nós usufruído de todos estes incómodos? Nada! nem caminhos temos para andar a pé, assim só nos resta esta alternativa extrema, que vamos pôr em prática, antes que estas centenas de empresas dêem o fora daqui, e depois ficamos a ver navios, como até aqui.

Porto Salvo Freguesia (desde 1993) pertence ao  Concelho de Oeiras, tem uma área de sete quilómetros e mais uns metros quadrados, cerca de quinze mil e mais uns tantos Habitantes, tem tudo o que precisam para se tornarem Independentes, senão vejamos: as grandes empresas estão aqui sediadas, tanto na Quinta da Fonte como no Lagoas Parque ou ainda no Tagus Parque, portanto dinheiro não vai faltar. Para os muitos pecadores que ainda há por aqui, e na tentativa da sua salvação temos Igrejas em: Vila Fria, Laje e a Matriz de Nossa Senhora de Porto Salvo, se as almas a salvar não couberem nestas há ainda uma quarta que estava ao abandono (como uma vez mostrei), mas agora recuperada, pode receber mais uns tantos pecadores a caminho do Céu, ou do Inferno conforme o seu comportamento aqui no novo País.

Temos Universidades, para instruir esta Gente que tem andado afastada das letras, muito por culpa da abastança que se tem vivido nos últimos anos, agora que a fome já se faz sentir, temos que tratar de arranjar diplomas a toda esta Gente se quer mesmo singrar na vida, veja-se o exemplo do Relvas, sem o canudo nunca teria chegado onde chegou, mas não ficamos pelo conhecimento, também temos farmácias onde comprar comprimidos ou supositórios, conforme os gostos de cada um, dois Clubes desportivos, com um campo de jogos do mais moderno (embora com as obras paradas há muito) um Centro de Congressos (também com as obras paradas sabe-se lá até quando) mas Roma e Pavía não se fizeram num dia, e temos fé que estas obras um dia (sabe-se lá qual) se farão para acolher todos os desportistas e congressistas de todo o Mundo, como vai ser apanágio deste novo País, receber muitos e bons, aliás estamos desde já a proceder a uma limpeza nalguns bairros da periferia, onde a rapaziada anda a mijar fora do penico, queremos o País com Gente do 1º Mundo, e não como aquele Portugal da borga que tenho mostrado nas minhas caminhadas por Lisboa, esse antro de perdição, que é a nossa vergonha.

Há Hotéis de luxo, um deles é onde a Selecção de Futebol de Portugal costuma estagiar, neste campo já estamos em conversações com o Ronaldo para quando formos independentes chefiar a nossa Selecção. que será a Selecção de Porto Salvo com não podia deixar de ser. Temos ainda uma Taberna das antigas que será o ex-libris da nova Nação, pois está aberta 366 dias por ano, muito embora os copos, chávenas e outras loiças só sejam lavados uma vez por ano, não há noticia de doenças provocadas pela falta de limpeza, cavalos, muitos cavalos que até têm direito a festa anual e tudo, um chafariz embora sem água, há! temos um canil, (que está a ficar barulhento diga-se, o isolamento acústico da nova sala ficou na gaveta e os moradores já preparam um levantamento de rancho) um canil é coisa importante num País, já sabem quando quiserem abandonar o vosso cachorro, periquito, grilo ou tartaruga podem vir aqui pretendem-no á porta do canil que nós tratamos deles.

Já falei com o Presidente da Junta para ver se aderia ao referendo que vamos fazer, mas educadamente como é seu timbre disse que não, que o «pai adoptivo» não ia gostar, que foi ele que lhe deu a mão (e o pé) para chegar a este cargo tão importante na hierarquia da Vila, mas que ia votar favoravelmente (o voto é secreto e o Ti Isaltino não fica a saber da traição) a  criação do novo Pais. Colocou dúvidas quanto á viabilidade do projecto devido á pequena dimensão em área e População, falei-lhe no Estado do Vaticano e Principado do Mónaco, com 0,4 e 2 quilómetros quadrados respectivamente! com uma bomba destas deu-me toda a razão e força para ir em frente, o que vai acontecer logo que as diversas obras paradas na Freguesia sejam concluídas e os acessos para apeados sejam executados.
A Bem da Nação.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

CRISE

Ora até que enfim encontrei resposta para o meu mal, de facto hoje li a noticia que a Organização Mundial de Saúde, vai colocar no «pacote de doenças mentais» as provocadas pela crise, agora sim levaram tempo mas chegaram ao sitio certo, eu já desconfiava que o meu desaparafusamento se devia a crise, pois vivi sempre nela., nasci e cresci em crise, fiz-me adulto na crise, fui Pai e Avô atafulhado de crise, como é que podia acertar o passo com tanta crise?  agradeço á O.M.S. terem-me tirado esta angustia que me acompanhava desde sempre, sou um  Homem novo, descobri a razão porque ando de passo trocado á tanto tempo.

Mas a vida continua, tão ou mais pessimista que antes, mas nada me prende ás quatro paredes da casa, agora com o Sol a nascer mais tarde já recomecei a vê-lo aparecer no horizonte o que é bonito de se ver, fui até á Capital, desci do trem em Santos, subi até ao Miradouro de Santa Catarina junto á Estátua do Gigante Adamastor, não sei porquê, mas engracei com o homem desde a primeira vez que o vi, é certo que as más companhias estão a dar cabo dele, mas enquanto ele se aguentar de pé, ei-de ir lá fazer-lhe uma visita de vez em quando.
Podem pensar que ando á procura das desgraças para aqui dar noticias delas, mas não, entorpeço nelas simplesmente e não me afasto, era o que faltava andar.me a desviar das porcarias e fazer de conta (como os políticos) que não vejo, não só vejo como mostro a quem quiser ver, como vai a crise por Lisboa.

Aqui no Miradouro falei com o Adamastor sobre a crise,  crise! mas qual crise? enfureceu-se ele, anda tudo maluco a falar nisso mas vejam com se emborca numa noite de Terça Feira, agora já não passam cartão a garrafas de três decilitros, agora são litrosas  minha Gente, aquilo até parece que estão a tocar trombone quando emborcam umas atrás das outras, reparem que até eu, Adamastor estou a ficar torto de tanto emborcar, comecei também a beber, era abstémio, comecei a ver como se bebia aqui á minha volta, e também quis experimentar, agora estou a ficar igual aos meus companheiros da noite, já não passo sem uns copos afinal  um homem não é de ferro, ás duas por três estou como eles que se arrastam por aqui noite após noite, uma desgraça, afinal de contas se um gajo não entra no ritmo deles até lhe vêm mijar em cima, como já faziam, pelo menos assim sou considerado um deles e já não me chateiam.

Saí daqui algo triste com o espectáculo observado, subi até ao Miradouro de São Pedro de Alcântara onde o espectáculo era igual, farto de ver porcaria segui pela rua da Escola Politécnica até ao Rato,e daqui foi um salto até á Av. da Liberdade, ( Liberdade que está a ser posta á prova também por causa da crise) e aqui fui fazer uma visita ao velho Marquês, contei-lhe o que tinha "Observado" ao longo desta caminhada, aqui ele desatou a vociferar, que não foi para isto que se esforçou tanto quando mandava no País, que esta Juventude está toda perdida., agora lembraram-se de fazer obras aqui e as Pessoas já não me podem vir visitar, que aqui deste lugar vejo bem toda a Baixa que eu com tanto esforço mandei reconstruir após o terramoto, e agora só vejo bêbados e sem abrigos por esta Avenida abaixo, etc. estava a ver que descia do pedestal de tão zangado estava, dei por fim a conversa, antes que esta azedasse mais e fui fazer o resto da caminhada.

Desci então a Avenida, até ao Rossio daqui á Praça da Figueira onde coloquei combustível para o resto da viagem, desci até ao Terreiro do Paço, onde tive mais um bate boca com o «compadre» D, José I, que também ele estava numa de desabafar, eu bem tentei dizer-lhe que já tinha levado um sermão do seu primeiro Ministro, lá no alto da Av. da Liberdade, mas qual quê, o homem também estava pior que estragado, vejam bem, dizia ele, que estes gajos (referia-se ao presidente da Câmara de Lisboa) andam constantemente em obras aqui ao pé de mim, agora cortaram o trânsito e tudo para não virem aqui ver-me, isto tinha sido tudo arranjado á pouco mais de um ano e estes gajos parece que andam a nadar em dinheiro, andam a deitar tudo abaixo, para fazer de novo, e depois dizem que á crise, estes sacanas andam a gozar com o Povo, e dito isto começa a descer do cavalo, e aqui cavei, antes que o homem de cabeça perdida como estava me confundisse com algum politico.


segunda-feira, 6 de agosto de 2012

ENTREVISTA / REPORTAGEM

Eu já tinha alertado que as coisas ainda iam acabar mal, e assim aconteceu, o Vicente ontem despencou mesmo por um silvado quando mais uma vez tentava apanhar amoras, mas vamos ao principio.
A semana passada andei acelerado, praticamente não parei, entre regas na Terra, caminhadas por aqui e ali, pinturas na casa, foi um ver se te avias., isto é o único remédio conhecido para não me deixar levar pelo pessimismo, quando paro, a coisa fica logo «preta», é mais ou menos como os pneus dos carros de corrida, quando arrefecem perdem aderência, e assim para não arrefecer iniciei esta semana também em marcha acelerada, ontem no fim do almoço, que com-partilhei com a Patroa,  Filhos, Nora e Netos, arranquei para a Terra para regar os tomates do Agostinho, que já tinha entretanto chegado de férias, mas veio lesionado das costeletas, pelo que não era aconselhável tirar água a balde do poço, assim reguei, e pelas sete da tarde chegou o meu Camarada de caminhadas Vicente que tinha chegado de Peniche onde foi passear com  a Esposa.

Como não podia deixar de acontecer, lá fomos fazer a nossa caminhada, não sem antes a Esposa o ter avisado para ter cuidado com a apanha das amoras, aviso esse extensivo cá ao Rapaz, para ter cuidado com ele, porque por amoras ele vai até ao fim do mundo se preciso for, partimos com destino á Várzea, mal sabia eu, que ele já tinha andado a sondar um local onde havia destes frutos silvestres de tamanho muito generoso, só não as tinha apanhado por manifesta falta de comprimento dos braços, mas desta vez veio prevenido com um gancho, um cordão, e uma cana que apanhou no local, munido desta espécie de cana de pesca, ei-lo todo satisfeito a caçar estes belos frutos, mas muito próximo da vala que estava dissimulada pelas silvas, ainda o avisei para não se chegar muito á frente, mas não foi suficiente o aviso, e lá vai o Vicente pelas silvas a caminho do fundo da vala.

Aquilo até arrepiava, com picos por todo o lado, como é que vou tirar o Gajo do buraco? disse-lhe para não se mexer, pois cada movimento é mais umas ferroadas no cabedal, e lembrei-me que tinha visto no quintal do Ti Manel da Teresa ali logo ao lado umas varas, que tinham servido em tempos para estendal da roupa, dei lá uma corrida e em três tempos lá estava eu de pau estendido buraco abaixo para socorrer o «pobre» do Vicente que parecia um Cristo, tantos eram os arranhões que nem tive coragem de o fotografar, disse-lhe que era melhor voltar-mos para casa, e desinfetar os arranhões, mas qual quê, vamos em frente que isto não é nada e ainda tenho que comer muita amora até ao fim do dia, assim se fez, fomos até á Quinta do Lança, subimos até aos Casais da Fonte Pipa, e daqui até Vila Verde foi um pulo, aqui chegá-dos já noite, fomos até minha casa onde lhe mostrei umas fotos do antigamente que tenho no computador, despedi-mo-nos até breve, e não faço ideia como foi a recepção da Luzia quando ele chegou a casa naquele estado, e ainda bem que a época das amoras está no fim.

Entretanto na caminhada, e a pedido de diversas Famílias, e do Tintinaine em particular que pretendiam saber mais sobre este personagem que desde o ano passado me faz companhia nas caminhadas, aqui vão algumas notas: Nasceu e foi criado na minha rua, brincámos, estudámos e crescemos juntos, trabalhou no campo até ao Serviço Militar, no cumprimento deste foi como a grande maioria dos Jovens desse tempo para a Guerra em África, concretamente Angola, onde tirou a carta de condução, chegado á vida civil ainda andou uns tempo na Terra, trabalhando no campo, conduzindo tractores e camionetas.

Casou, e emigrou para  os Estados Unidos para onde foi trabalhar numa fábrica de plásticos, mas por pouco tempo, após o fecho desta no período do Natal foi-lhe dito que já não havia trabalho, estava a começar mal a aventura, mas não desanimou, em conversa com o nosso conterrâneo Zé do Talho, também ele Emigrante nos States e dando-lhe conta do fim do trabalho, logo este lhe arranjou trabalho para a fábrica de papel onde trabalhava, viu esta crescer, dos trinta e poucos Trabalhadores que tinha quando entrou, para os 3.200 no seu apogeu, com filiais em diversos Países, chegou a responsável na sua área de trabalho, fez-se accionista, aposentou-se após mais de trinta anos na casa, com um Filho Homem nascido e criado nos Estados Unidos, com os Sogros cá, tem passado os últimos anos cá e lá, na tentativa (conseguida penso eu) de dar apoio aos dois lados.
Mas acredito que não era isto que o Tintinaine mais queria saber, acredito que estaria á espera de algumas "historias cabeludas" mas não há, o Vicente é um Rapaz muito bem comportado daqueles que não mijam fora do penico, mas ainda assim aqui vai uma história inocente onde ele deu uma mão, e eu provavelmente as duas.
Fazíamos grandes patuscadas na casa da «D. Piveta» nome que nós inventámos para a casa que era do Graciano hoje do nosso Amigo Eusébio, eram coelhos ou galinhas que roubávamos ás nossas Mães, eram caracóis que apanhávamos, enfim tudo servia para fazermos uma festa, um dia, o que é que se havia de lembrar o Vicente e companhia? É pá anda aqui um gato sem dono, que só faz estragos nas nossas capoeiras e coelheiras, se o matássemos e convidasse-mos aí o Pessoal mais velho para o comer dizendo que era coelho? dito e feito o problema era que, a cabeça que do gato é diferente da do coelho e eles desconfiam, não há problema disse o meu primo Zé Carlos, a minha Mãe matou hoje um coelho e lá em casa ninguém gosta da cabeça, assim foi buscar a cabeça do coelho a casa, num tacho coelho, noutro gato com cabeça de coelho, quando o acepipe ficou pronto convidaram-se três Amigos bastante mais velhos que nós para o repasto, destes apenas um está  vivo, não digo os nomes para não ferir susceptibilidades,  na mesa foi propositadamente colocado do lado dos convidados especiais o gato, no outro lado o coelho para os que sabiam da marosca, depois de comidos e bebidos, (que diga-se o gato foi mais elogiado que o coelho), há um dos que sabia da marosca e começou a miar, foi o fim da picada, aquilo só não acabou em pancadaria graças a um dos convidados mais ponderados que deitou água na fervura, pois um deles fervia em pouca água  fez um pé de vento que só visto, mas acabou tudo em paz, com vêm uma história inocente.

sábado, 4 de agosto de 2012

Caminhada Por Paço de Arcos

Hoje li um comentário numa mensagem que escrevi há já algum tempo, onde mostrava e falava do "Chafariz Velho" em Paço de Arcos, o Comentador diz que largou o carro e foi de bicicleta apreciar os azulejos ao local, ora hoje voltei ao local do «crime» quero dizer fiz a caminhada entre Paço de Arcos e Caxias junto á Marginal, pelo que forçosamente tive que passar junto ao Chafariz.
Mas começando pelo princípio da caminhada que iniciei junto á estação da C.P. de Paço de Arcos, parei junto á estátua da Guarda da passagem de nível que existia no local e que morreu ao tentar salvar uma Senhora, curiosamente teve de ser por subscrição Pública que se conseguiu erguer esta homenagem, ao contrário de muitos que nada fizeram e têm para aí estátuas a dar com um pau, coisas!

Estou a começar bem, o meu mau feitio começa a vir ao de cima, é que o Chafariz está completamente tapado por duas árvores, eu até sou a favor das árvores, mas estas irritam-me quando estão nos passeios impedindo o andamento dos Peões, ou neste caso a tapar uma coisa de grande valor, os largos milhares de Pessoas que passam ali ao lado na Marginal nem se apercebem do que as árvores encobrem, assim, como para grandes males grandes remédios, árvores abaixo, ou como já têm uma altura de fazer inveja a qualquer Pigmeu, é de as podarem na sua parte inferior, que já deixa a descoberto o Chafariz, isto sou eu a sonhar alto já se vê.

No regresso de Caxias junto ao Jardim Municipal, e á beira da Marginal existem palmeiras de grande porte, aqui e no silêncio duma manhã de Sábado, ouvi perfeitamente estas a pedirem para serem podadas, de facto olhando para elas verificamos que têm mais trancas secas que verdes, claro que lhes respondi que não podia fazer nada, mas ia solicitar á Câmara e á  J.A.E. para as socorrerem.
Passei junto á Praia Velha ou dos Pescadores, e passei para o Jardim pela passagem inferior da Marginal, as paredes desta passagem tiveram de ser revestidas com gradeamento em ferro, para acabar com os roubos e destruição da iluminação local, onde nós chegámos.

Passei pelo Jardim, recordando o meu Amigo Melancia, que sempre habitou na casa cor de rosa que fica atrás do Coreto, e que já se foi a um bom par de anos, era um Jovem ainda, com uma vida para viver, mas já lá está, que descanse em paz.
Vê-se também o Pavilhão Jardim, que antes de ser "bicho do mato" frequentava diariamente, entretanto daí para cá também foram mais os anos que esteve fechado que em funcionamento, parece-me que neste momento está a funcionar embora á hora que lá passei estivesse fechado, antigamente era local de encontro das Gentes da Terra, os hábitos perderam-se julgo que muito por culpa do "falecimento" do cinema que ficava ali ao lado, e pela insegurança que todos sentimos, o faroeste está aí pujante como nunca.





sexta-feira, 3 de agosto de 2012

SÉ DE LISBOA

Tenho uma ligação afectiva com a Sé de Lisboa, era eu um «maçarico» Fuzileiro, acabado de incorporar á pouco mais de um Mês, quando na formatura de Sexta Feira de fim de tarde comparece um Padre (Capelão da Armada) que quer voluntários para irem preparar a Sé onde se iria realizar no Domingo seguinte,  (25 de Abril de 1965) a Festa Pascal da Armada, ora como não tinha saída nesse Fim de Semana, foi uma maneira Cristã de me safar da Escola de Fuzileiros durante dois ou três dias, e assim dei um passo em frente, e lá segui com outros Camaradas com destino á Sé Patriarcal de Lisboa onde permanecemos até ao fim da tarde de Domingo, aí comemos e dormimos nesses dias, assistimos á Missa comemorativa onde estavam as mais altas figuras do Estado o presidente da Republica Américo Tomas, e o Ministro da Marinha, Quintanilha Mendonça Dias.


Esta a razão da minha ligação afectiva á Sé, é certo que nunca mais lá entrei, mas passo muitas vezes nas ruas que a circundam, e entristece-me a falta de limpeza do edifício, como se pode observar é todo em pedra á vista, pelo que com o passar dos tempos, aliado á poluição atmosférica, essas pedras que outrora foram brancas ou quase, estão agora quase da cor do carvão, nos dias de hoje é fácil a limpeza do Monumento, com máquinas de alta pressão ou produtos químicos apropriados para não deteriorar a pedra, enfim, precisa é de ser limpa, cálculo que a Igreja não ande a nadar em dinheiro, e que a sua limpeza custe uma boa nota, mas os Portugueses são Pessoa Amigas de ajudar (veja-se os resultados dos peditórios que são publicitados nas televisões) e se fizerem um peditório arranjarão com certeza dinheiro para alindar a Sé.

História

A Sé de Lisboa foi construída no local de uma antiga mesquita, para o primeiro bispo de Lisboa o cruzado inglês Gilbert de Hastings.

Os três terramotos que a devastaram no século XV, bem como o de 1755, foram bastante inclementes para com a Matriz de Lisboa, dedicada a Santa Maria Maior, que sofreu danos e foi sendo renovada ao longo dos séculos.

Construída, ao que tudo indica, sobre a antiga mesquita muçulmana, o primeiro impulso edificador da Sé de Lisboa deu-se entre 1147, data da Reconquista da cidade, e os primeiros anos do século XIII, projecto em que se adoptou um esquema idêntico ao da Sé de Coimbra, com três naves, trifório sobre as naves laterais, transepto saliente e cabeceira tripartida. Nos séculos seguintes deram-se as transformações mais marcantes, com a construção da Capela de Bartolomeu Joanes, do lado Norte da entrada principal, o claustro dionisino, que apesar da sua planta irregular se inclui na tipologia de claustros góticos portugueses e, especialmente, a nova cabeceira com deambulatório, mandada construir por D. Afonso IV para seu panteão familiar.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

PROFESSOR MELO DE CARVALHO

Políticos, uma raça á parte no panorama Português, habituá-mo-nos a ver nos Políticos (muito por culpa deles) assim como uns malfeitores, é corrente dizer-mos que são todos uns gatunos, que só andam na Politica para se encherem a eles e aos amigos, (aqui aplica-se que nem ginjas o ditado que diz: "que os amigos são para as ocasiões"), que para além de andarem a encher os bolsos estão-se cag.... para o Zé, ocupam lugares sem ter preparação para os desempenhar, e quando de lá saem a única coisa que se nota é os cofres das Instituições estarem vazios etc.etc.

Mas serão todos assim? é certo que não, especialmente nas Freguesias, e nas Autarquias em geral haverá quem se empenhe na resolução dos problemas locais, serão poucos é certo, a doença propagou-se com tal velocidade que poucos terão escapado á epidemia, foi mais ou menos como aquela que atacou as cabras de Malpique, eram 210 e só escapou uma, e mesmo assim cega e coxa, mas eu conheci um Politico que não era daqueles que andam nas bocas do Mundo, e vou aqui deixar esta singela homenagem a este Homem com H grande, desapareceu sem deixar rasto nos idos de 1985, pensava-se que teria sido expurgado do Partido, por não seguir a cartilha, de facto descobri agora (bendita Internet) que não foi assim e que se mantém fiel ás suas ideias, tendo desempenhado entretanto diversos cargos de relevo daí para cá. Tem vasta obra publicada pelo que estou certo não esteve parado todos estes anos.

Alfredo Carreira Melo de Carvalho, Licenciado no I.S.E.F., foi Director Geral dos Desportos, Inspector Geral do Ministério da Educação, Consultor na área do desporto de várias Câmaras entre as quais Lisboa, foi Vereador na Câmara de Oeiras entre 1977 e 1985 e nessa qualidade assumiu o cargo de Presidente do Conselho de Administração dos Serviços Municipalizados, e foi aqui que o conheci e com ele tratei de assuntos de serviço. Durante os mais de vinte e cinco anos que exerci cargos de chefia aqui, foi o único Politico que visitou com frequência os locais de trabalho á minha responsabilidade, dialogando, perguntando e dando sugestões, repito foi o único que se dignou descer á terra, para ver in loco como paravam as modas no que ao trabalho dizia respeito, mostro aqui uma foto dum Jornal onde estamos os dois de cabeça baixa parecendo estar zangados um com o outro, de candeias ás avessas como se diz na gíria, não era, estávamos a ver passar esgoto na caleira do triturador da Ribeira da Laje, portanto num ambiente nada propicio a narizes mais sensíveis, seria por isso que os políticos não apareciam por lá?