segunda-feira, 12 de agosto de 2013

CONVENTO DO VARATOJO, E O ALOÉ VERA

Desde que alguns Frades Brasileiros vieram a Portugal há cerca de uma dúzia de anos, ensinar a receita do xarope de Aloés aos seus Irmãos Franciscanos, que passei a ir, (embora sem muita frequência) ao Convento de Varatojo, ali próximo de Torres Vedras, adquirir esse produto, que segundo reza a informação espalhada, faz bem a tudo, e mal a nada, fiquei convencido que eram os Próprios Frades desse Convento que fabricavam o xarope, embora nunca o tenha perguntado, e mais, que a própria planta seria cultivada nos terrenos anexos ao Convento e serem os próprios Frades os Hortelãos que cuidavam delas, agora fiquei a saber que não era assim, mas isso não retira nada da minha intenção de continuar a adquirir lá o produto, só vem a propósito esta informação, por ser minha intenção falar aqui da Igreja do Convento que visitei á algum tempo, e que merece ser visitada mesmo por visitantes não habituais desses espaços, como é o meu caso.

Com respeito ao xarope de Aloés que os Frades lá vendem, este é confecionado por um vizinho do Convento, cuja Filha é licenciada em Medicina Natural e tem uma loja de produtos naturais no Centro de Torres Vedras, as plantas vêm de Portimão.
O que me levou a escrever estas linhas foi uma volta que andei a dar aqui por fotos que tenho arquivadas, e ao rever as que tirei numa visita que fiz á Igreja do Convento, achei interessante mostrar algumas, embora já o tenha  feito logo na altura em que as tirei, mas há sempre alguém que não viu, ou queira revê-las, aqui ficam algumas dum interior extraordinário.
Se por acaso algum Leitor por lá passar próximo, faça lá uma visita, ao fundo do jardim Publico,  desce uns degraus, passa a primeira porta larga, e no átrio encontra uma pega em madeira para tocar o sino (ali não há campainha) para lhe abrirem a porta, façam o pedido ao Frade que os atender para visitar a Igreja que ele com certeza não lhes recusará a visita, passa por um Jardim interior muito bem tratado e está na Igreja.
 
Agora a História do Convento
 
Foi erguido por iniciativa de Afonso V de Portugal em cumprimento de um voto formulado a Santo António de Lisboa para auxílio às armas portuguesas nas conquistas do Norte de África. Foi o próprio soberano, em Fevereiro de 1470, quem lançou a primeira pedra, com grande acompanhamento de clero, nobreza e povo. Desde o início o convento foi entregue à Ordem dos Frades Menores ou franciscanos.
Após o terramoto de 1531 conheceu obras de vulto, patrocinadas pela rainha D. Catarina de Áustria, esposa de D. João III, que lhe imprimiram um cunho maneirista a que se vêm somar as campanhas barrocas e novecentistas.Com o decreto da extinção das ordens religiosas masculinas e expropriação de todos os seus bens, assinado por Pedro IV de Portugal em 30 de maio de 1834, o convento passou para as mãos da Fazenda Nacional. Posteriormente, em 1845 o imóvel foi vendido em hasta pública. Em 1861 retornou à posse dos franciscanos.
Foi de novo extinto entre 1918 e 1928, após o que retornou ao serviço (que não à posse) da Ordem dos Frades Menores, que o conservam até aos nossos dias.
Encontra-se classificado como Monumento Nacional desde 23 de junho de 1910.
 
 

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

HOJE ACONTECEU!

Continua a Lei da selva nas nossas estradas, e as razões para esta carnificina continuar impávida e serena, só tem uma explicação, falta de Policiamento, como é que se explica que eu vá e volte semanalmente a Vila Verde, por estradas diversas e nunca encontre Policia? Não é bem assim, eu sou um exagerado, encontrei, e mandaram-me parar uma vez, há para aí vinte anos, para me perguntarem o comportamento do carro que eu tinha na altura, porque segundo o Guarda, tinha ideia de comprar um igual, ora se eu ando há vontade sabendo que só «por acidente» me cruzarei com Policia, os doidos que por aí circulam, não o sabem também? Hoje mais dois acidentes no meu caminho, na A1 á ida, é quase certo que nas minhas viagens madrugadoras encontro acidentes no percurso Lisboa, Vila Franca, nas últimas semanas é o terceiro, dois deles de rodas para o ar, agora a desculpa não será da chuva, então do que será?

Á vinda fiz outro percurso, e antes de chegar á Povoação do Milharado, vai um Mercedes preto á minha frente, (o que está na foto atrás do branco acidentado de luzes acesas) atrás de mim outro Mercedes também preto mas um Break, (que está na foto ao lado do anterior com a asa esquerda destruída) o primeiro carro vai devagar, mas não o ultrapasso pois tenho á frente uma Localidade, e um semáforo que acende vermelho se ultrapassar os 50 quilómetros hora, o que vem atrás de mim não está para ir devagar e duma assentada ultrapassa-me a mim e ao que vai á minha frente, é certo que o sinal passa de intermitente amarelo a vermelho, mas isso não interessa pois Policia é coisa que nunca se viu por estas paragens, e lá vai o camarada na mecha, e cag...----se no encarnado, voltamos os dois a arrancar quando o sinal passa a verde, a cinquenta metros há um café, e vejo o pessoal a vir espreitar á porta, tenho um pressentimento, e aproximo-me mais e lá está o camarada enfeixado com outros condutores provavelmente mais cuidadosos, não sei de quem foi a culpa, sei que num Pais onde se respeitassem os Semelhantes e as Leis isto não teria acontecido.

Mas isto foi apenas um aparte e desabafo ao mesmo tempo, pois já levei com um sacana destes, aceleras e doidos que por aí circulam a dar cabo da vida deles e dos outros, mas dizia foi um  aparte porque como fui  a Vila Verde tenho uma boa noticia, palmilhei sete quilómetros e meio na Serra de Montejunto na companhia do Vicente e estou inteiro, é certo que ele me foi indicando o melhor percurso para não haver mais acidentes, mas eu também fui mais cuidadoso que o habitual, tirando aquele momento em que regressei á adolescência e queria ir fazer uma pega aos Toiros que pastavam um pouco abaixo do caminho que seguíamos, mas passou depressa, até porque o meu Camarada pegador não estava lá para me dar uma ajuda, de facto só fui valente porque tinha ao meu lado, ou melhor á minha frente o Victor Eusébio, esse sim  exímio pegador, as pernas não o ajudam, caso contrário ainda fazia por aí uma caminhada connosco, e quem sabe, uma pega!

A volta hoje foi nova, ou melhor grande parte foi novidade, fomos de carro até á casa dos antigos Guardas, sobre a qual já escrevi várias vezes, e seguimos por esse caminho até para lá da segunda casa dos Guardas, esta também recuperada, mas devoluta, é certo que o local não é para brincadeiras com a gatunagem que há por aí não era nada seguro ser habitada por Pessoas desarmadas, mas também gastar-se o dinheiro e não lhe dar proveito, enfim, não deve ter havido voluntários para a habitar, entretanto tirei umas fotos das Localidades desse lado da Serra, no local ainda sabia quais eram essas Terras, agora ao ver as fotos não sou capaz de as identificar, sei entretanto que estão aqui fotos de Cabanas do Chão, Penedos, Portela do Sol, Cabanas de Torres e talvez Paula, e Penafirme da Ventosa.
 

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

OS MEUS TRAMBOLHÕES


Hoje em conversa com um Amigo, e versando esta, sobre a minha última queda, veio esse amigo recordar-me uma das que dei ao longo dos anos, não que eu lhe tenha alguma vez falado nisso (não gosto de fazer publicidade gratuita) mas que soube por interposta Pessoa, mais propriamente pelo meu Filho João, isso despertou-me para a minha queda, para quedas, que não vem de agora como demostrarei de seguida.
Aliás a minha Irmã Irene aconselhava-me ontem a ir ao Médico, e eu respondi-lhe que só amarrado, não porque tenha algum a coisa contra estes profissionais, mas porque tenho medo dos instrumentos de trabalho deles, em especial quando se lembram de se armar em sapateiros ou alfaiates e começam a coser um gajo, não gosto de pontos, e pronto.

Então foi assim: um dia o meu Sobrinho Fernando veio fazer-me uma visita e trouxe o Filho Diogo, a Mulher estava de Banco no Hospital de Cascais, entretanto foi fazer um serviço e deixou cá o Filho a brincar com o meu mais novo, tinha aqui uma figueira, mas os figos maduros estavam altos e só com ajuda de um escadote ou derivado eu lá chegaria, assim em vez de escadote tinha ali uma barrica de plástico onde tinha e tenho a ração do cão, e que estava á sombra da dita figueira e a tampa era um vidro da janela dum carro, então subi para cima da barrica com o vidro, pensando só pousar os pés na borda da barrica que o vidro aguentava, devo ter-me esquecido onde tinha os pés, e aquilo partiu tudo, e eu com um golpe que cabia lá um cão de rabo alçado, o meu Sobrinho vinha a chegar e ao ver aquilo telefonou logo para a Mulher, mas eu avisei que só ia ao Hospital se não me dessem pontos, e após um diálogo entre os dois lá me convenceram a ir ao Hospital e não me coseram o pé, a Esposa cumpriu o prometido, e a coisa sarou com o tempo.

O meu Cunhado Rui, tinha uma motorizada com a qual ganhou muitos prémios em gincanas, quando deixou de a usar, como não tinha onde a guardar pediu-me para eu a guardar e andar se quisesse, assim sem prática deste meio de transporte, lá dei umas voltas com ela, curtas como convém a quem não sabe da poda, acontece que por duas ou três vezes espalhei-me ao comprido, mas era quando já estava parado, em andamento andava que parecia o Valentino Rossi, parado caía, mas que raio de mistério, em conversa com alguém que já não recordo, foi-me recordado que quando parasse a motorizada convinha colocar pelo menos um pé no chão, portanto dei cabo dos joelhos porque pensava que estava a conduzir um carro, e não colocava os pés no chão.

Um dia (há sempre um dia) embora não fosse da minha competência esse trabalho, mas a pedido do Engenheiro Murinello (Eng. Chefe ao tempo) arranjei uma Equipa de Pessoal do meu e doutros Sectores e coloquei mãos á obra na lavagem dos mais de vinte Reservatórios de Oeiras, Algés, e Amadora, que coitados alguns nunca tinham sido lavados apesar da sua já proveta idade, um dia tinha o Pessoal a lavar o de Leceia, e eu tinha-me deslocado a outro local, quando voltei ao local e como sou uma pessoa calma e que faço sempre tudo dentro das máximas regras de segurança, fui descer ao depósito onde tinha o Pessoal a trabalhar, só que em vez de descer pelas escadas (que se podem ver em fotos) desci antes pelo resguardo ou guarda costas, para ser mais rápida a descida, e foi! Escorregaram-me as mãos, e fui por ali abaixo batendo com  a peitaça nos ferros até aterrar lá no fundo, levantei-me, subi, o Pessoal que tinha cá em cima chamou os Bombeiros de Barcarena que me transportaram ao Hospital de Cascais algumas costelas rachadas, que doíam mesmo, e este  foi o resultado duma descida vertiginosa.

Esta já a contei por aí num blog, saiu-me na rifa, quero dizer herdei do meu antecessor no cargo, umas garrafas metálicas iguais ás de oxigénio e acetileno para soldaduras, com  cerca de 60 litros cada de Cloro gasoso, como o fabricante-fornecedor não as recebeu de volta pensei descarregá-las na entrada de esgoto na Central de Caxias, disso encarreguei o meu adjunto e Amigo Penedo, avisando-o do perigo que era se houvesse alguma fuga, tinha que ter sempre as garrafas mergulhadas no esgoto, entretanto saí e fui lubrificar o Jeep á nossa Estação de Serviço, quando regressei vi muita gente na rua, e uma nuvem amarelada no ar, nem foi preciso perguntar o que tinha acontecido, entrei dentro da Central desci á cave para «purgar» uma bomba para aspirar pelo menos o cloro que estava nos dois compartimentos da Central, resultado quando vinha a subir, não aguentei mais sem respirar, e foi uma golfada de cloro para o bucho, Hospital com ele, e para eu não me sentir só, lá foram fazer-me companhia o outro funcionário que estava com o Penedo, e vários Bombeiros de Paço de Arcos, apesar de usarem mascaras!
Aqui ficam algumas das minhas quedas e acidentes, todos eles «acidentais» e a verdade é que ainda cá estou para contar com o aconteceram, é obra!

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

OUTRA VEZ AS COREANAS

Pois é, hoje temos novamente Coreanas, as minhocas assim chamadas, não sei se por serem naturais das Coreias, ou se será alguma alcunha, ainda não investiguei a origem do nome, ma isso  agora não interessa, então foi assim, no passado Domingo fui comprar mais um pacote das ditas na espectativa de no dia seguinte ter cá os meus Netos, e ir com o mais velho á pesca, afinal este agora dedica-se a outro tipo de «pescaria» é mais do tipo «garoupa» e é pescada noutros Mares mais terrenos, (fazes bem, aproveita que a vida são dois dias), e assim deixou-me com as Coreanas na mão, ou melhor no frigorífico, visto que ainda ontem cá esteve comigo, mas pesca foi chão que deu uvas, lá foi de tarde «pescar» mas sem isco, ou melhor sem isco de Mar, e assim, ontem ao fim do dia fui ver ao frigorífico se as minhocas ainda respiravam, e notei que estavam tristes e se as deixasse ali mais um dia iam desta para melhor.

Assim para evitar a mortandade que se avizinhava, hoje pelas seis e tal da matina arranquei direito ao Guincho para dar utilidade ás Coreanas, e assim foi, vou poucas vezes á pesca, e por norma trago a grade, hoje não sei se foi por as minhocas já estarem mais para lá que para cá, assim que estas caíam na água, tinham logo um peixe de boca aberta á sua espera, foi de tal maneira que em pouco mais de meia hora, acabei com as minhocas, e trouxe meia dúzia de peixes: sargos e um bodião, nada mau.
 
Entretanto esta viagem estava programada para no caminho de regresso que previa por volta das nove horas, passar pela loja Decathlon próximo de Alcabideche, para comprar calçado, afinal mesmo aproveitando para fazer uma caminhada pela zona do Guincho, ainda eram pouco mais de oito e meia e já estava despachado, embora ainda tenha ficado por ali parado um pouco para ver se via passar algum carro da Câmara de Cascais para lhes dar nota dum animal que vi acabadinho de ser atropelado e morto, e que me pareceu ser um Ginete, mas como não passava nenhum fui á minha vida.

Como o meu forte não é fazer cera á espera do que quer que seja, arranquei direito á Malveira da Serra, na ideia de passar por outra loja da Decathlon que há ali na zona de Mem Martins, mas a coisa não correu bem, desde que fizeram obras de novas estradas na zona do Autódromo do Estoril, passei por lá três vezes, e destas enganei-me na estrada que pretendia ir por duas vezes, é obra, e hoje foi uma delas, claro que desatinei comigo por estar cada vez mais parvo, e não andar com atenção na sinalização, e assim em vez de estrada passei por auto-estrada (paga e não bufa) mas de qualquer modo ainda fui desaguar no IC19 como pretendia, só que já ia em brasa por causa do engano e fui logo direito a casa, e vou aguardar uma próxima oportunidade para me deslocar á tal loja, ou a outra que o que não falta são sapatarias por aí.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

ANDANDO E OBSERVANDO

Não tenho andado muito virado para a escrita, não sei se será do tempo, da idade, da situação politica e económica que atravessamos, ou simplesmente a mioleira deu as últimas, de facto não estou a sentir motivação que baste para dar a volta aos textos que por vezes me apetece escrever, de qualquer modo vou aproveitando as minhas caminhadas de observação para não deixar morrer á mingua os blogs que tenho alimentado ao longo dos últimos anos, e assim sendo aqui vai mais uma caminhada por Lisboa, por alguns locais nunca antes palmilhados (por mim).

Hoje então fui á beira Tejo até Santa Apolónia, um pouco mais á frente e ainda na Av. Infante D. Henrique, atravessei para lá da linha Férrea, passei junto ao Mosteiro de Santos-o-Novo, Calçada da Cruz da Pedra,. Casa Pia, e fui subindo a caminho do Alto de São João, entretanto a certa altura inverti a marcha e andei por locais que nunca antes tinha visitado, e aqui, vim ver a outra Lisboa, aquela de que falei várias vezes, a que não tem Turistas nem espectáculos de encher o olho, aqui está quase tudo em semi-abandono, quem passa pela Baixa, ou Avenidas Novas, e não se embrenha noutros locais da Cidade não faz ideia do que se passa por lá.

Andei pela Av. Afonso III, Calçada do Varejão, atravessei a Av. Mouzinho de Albuquerque, passei em frente do Operário Futebol Clube, pelo Bairro América, e por ai andei calcorreando ruas e ruelas, onde a limpeza foi chão que deu uvas, as condições de circulação uma lástima, e os Moradores destas zonas ao abandono, até em lugares para estacionarem os seus automóveis, tanto campo que por ali há sem proveito algum, e a Câmara não fez, nem faz um simples Parque de estacionamento com um mínimo de condições, mas recebe o Imposto Municipal sobre Veículos, ou não?
Fico-me por aqui que os eventuais leitores em merecidas Férias, querem é ler coisas positivas.
 

sexta-feira, 26 de julho de 2013

«A HERANÇA DE GASPAR»


No último dia como ministro das Finanças, Vítor Gaspar assinou um decreto que pode liquidar a vida de, pelo menos, 3 milhões de portugueses. Esse decreto determina que o Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (que geria uma carteira de 10 mil milhões de euros) "terá de adquirir 4,5 mil milhões de euros de dívida soberana".
Sabendo-se que o referido fundo foi criado como reserva para assegurar, em caso de colapso do Estado, os direitos dos reformados, pensionistas, desempregados e afins durante dois anos (segundo o articulado de lei de bases), o golpe em perspectiva representa o risco de uma descomunal tragédia entre nós.

Lembremos que dos rendimentos dos seniores vivem hoje gerações de filhos e netos seus, sem emprego, sem recursos, sem amparo, sem futuro. Lembremos ainda que os últimos governos têm sido useiros no desvio de verbas da Segurança Social para pagamentos de despesas correntes - "o que qualquer medíocre gestor de fundos sabe que não se deve fazer", comenta, a propósito, Nicolau Santos no "Expresso".
Em 2010, dos 223,4 milhões de euros que deviam ser transferidos para o fundo em causa, o executivo apenas entregou 1,3 milhões.

Após ter semidestruído Portugal economicamente, socialmente, familiarmente, psicologicamente, com total impunidade e arrogância, Vítor Gaspar deixa, ao escapar-se, apontado um tiro de misericórdia aos idosos (e não só), depois de os ter desgraçado com o seu implacável autismo governamental. Sindicatos, partidos, oposições, igrejas, comentadores, economistas, intelectuais meteram, por sua vez, a viola no saco ante mais esta infâmia - entretanto, os papagaios de serviço aterrorizam as populações com a insustentabilidade da Segurança Social.

O titulo e as fotos são minhas, o texto é de Fernando Dacosta, publicado no jornal i de ontem.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

O NOSSO FADO

Se eu fosse comentador, comentava, não o sendo divago sobre coisas e loisas, mas agora até gostava de ter costela de comentador para dizer o que penso dos últimos episódios da nossa classe politica, mas dizem-me que não se deve meter a foice em seara alheia, e assim, estou aqui num dilema, qual Triângulo das Bermudas com o Navio, vai que não vai ao fundo, já não sei se vá, se mande, mas o melhor é ir mesmo, apesar do navio já estar a adornar, é que isto de politica tem os seus caminhos próprios e um gajo não os conhecendo pode muito bem enganar-se e ir ter a outro local que não aquele que o G.P.S. indica, mas vou tentar lá chegar, mesmo que por portas travessas.

Pois ontem o Sr. Presidente falou e disse, meus senhores, (referia-se a Portas e Seguro) não ouve entendimento, e eu, como maior magistrado cá do rectângulo cabe-me levar o barco a bom porto, e assim, renomeio os actuias governantes, em quem não confio como disse há dias, mas não tenho outra solução, nós (referia-se a ele e aos amigos) precisamos da Troika para continuar a mandar para cá umas massas, porque estes velhos, desempregados, doentes e funcionários públicos levam uma pipa de massa todos nos Meses, e nós (referia-se aos Portugueses em geral) não produzimos a ponta dum corno, e comemos e bebemos todos os dias, por esse facto, precisamos que este governo continue, senão os «amigos» da Troika fecham a torneira, o que disse a semana passada já me esqueci, e o que conta agora é o futuro para bem do País, disse!
 
Então Sr. Presidente exclama Passos! Já  de copo de espumante na mão esquerda enquanto a direita afaga o pescoço do homem, podemos comemorar? Claro que sim meu bom amigo, eu bem lhe disse que isto era uma jogada de mestre, dizem para aí que não sou politico, mas quem faria melhor? Ninguém responde Passos, o Sr. é um prodígio, já agora Presidente aquela história de não querer o Portas em Vice-Primeiro Ministro era a brincar, não era? Claro que sim meu filho, o Sr. é um mestre, estava eu com os dois pés fora do governo e agora saio daqui pela porta grande, esse Seguro não percebeu nada desta casca de banana, quero dizer desta jogada, o gajo pensava que o  queríamos cá a apoiar o governo? Está mas é maluco, ele já nem o P.S. consegue dirigir, agora com o Sócrates todas as semanas na televisão, a dizer cobras e lagartos, está lixado, não chega ás Legislativas, ainda lhe passam a perna antes, estava-me a querer enterrar vivo o sacana, e quem lhe vai mijar na cova sou eu, salvo seja.
 
 
Agora por Sócrates (fala o Presidente) não arranja maneira de o calar de vez caro Passos? O gajo passa o tempo todo deitar-me abaixo, com aquela história de eu lhe ter tirado o tapete, quando era primeiro ministro, como você manda lá na R.T.P. (cá para agente que ninguém nos ouve, não haverá para aqui escutas?) Ó Sr. Presidente amor com amor se paga, vamos tratar disso já de seguida, fazemos como o governo Grego fez lá na Grécia fechou Rádios e Televisão Publica, e assim corta-se o mal pela raiz, veja lá se isso não vai trazer problemas, ainda advertiu o Presidente, mas nesta altura já o Passos ia a chegar á rua pelo que não ouviu a recomendação, e assim recuperado destas ultimas semanas infernais, lá se foi encontrar com  Portas, segredando-lhe ao ouvido (não fosse haver por ali escutas) agora que somos quase como irmãos, nada nem ninguém nos tirará daqui, e tu meu bom escudeiro vai ser meu Vice, que o gajo lá de Belém já deu o Amem.
Portas não se conteve e prega-lhe um grande beijo que se ouviu daqui, isto é para selar de vez o nosso compromisso para com o Povo que nos mandatou para levar o barco a bom porto, e com este gesto, (qual Judas Iscariotes), ficaram amigos para todo sempre! Amem.