segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

MUSICA DE OUTROS TEMPOS

Para recordar músicas que foram sucesso nos meus tempos de Juventude, nesses tempos já longínquos quem queria ouvir música tinha que a pagar, a nossa única  televisão lá ia transmitindo as Melodias de Sempre apresentadas pelo saudoso Jorge Alves, e pouco mais, (mesmo assim muito mais que hoje) só que para ver televisão tinha que ir a um café, fazer despesa, que não podia ser só um café, pois o dono da casa fitava-nos logo com cara de poucos amigos, telefonias só nas montras das casas de electrodomésticos, era um luxo que nem todos podiam usufruir, então restava-nos as famosas Jukeboxes, ou simplesmente máquinas de discos como lhe chamávamos, dez tostões na ranhura e música á escolha.

Hoje esse luxo está em quase todas as casas, e quem tiver Internet, pode recordar os tempos que já lá vão, ouvir e ver os músicos de agora e de sempre, uma maravilha ao alcance dum clique, para não me chamarem egoísta hoje aqui vão algumas músicas do meu tempo, algumas das quais me fizeram gastar umas poucas moedas do saudoso Escudo.
 

sábado, 12 de janeiro de 2013

O MONSTRO DE CACILHAS


Não se trata de nenhum bicho de grandes dimensões, nem de ser Humano malfeitor a que vulgarmente chamamos assim, o Monstro a que me refiro é apenas e só mais uma obra originária dum qualquer construtor civil, comumente designado de pato bravo, com a bênção da Câmara, que dá o cu e oito tostões por obras megalómanas, pouco se importando com as consequências! Este mostro que já aqui mostrei e sobre as consequências da sua construção também relatei, trago-o hoje novamente, na esperança de que alguma alma caridosa leia e arranje solução para o problema, tal como aconteceu com a fonte da rotunda do Oeiras Parque, que escrevi sobre o seu abandono no outro blog, e na semana seguinte estava limpa e a funcionar, há dias de sorte e a esperança é a ultima a morrer.

Trata-se de um edifício em Cacilhas, Oeiras que foi iniciado há para aí uma dezena de anos, entretanto quando ia no sexto piso acima do solo  parou, não sei se com medo das alturas se por outra razão qualquer, e assim permaneceu vários anos, até que, de repente como se acordasse dum  sono profundo, ei-lo outra vez ganhando vida e subindo, subindo até quase atingir um avião da T.A.P. que ocasionalmente por ali passava, perante o susto, parou de subir e passou a preocupar-se apenas com os acabamentos interiores e exteriores, e até acabou por ficar engraçado, e confesso que até comecei a simpatizar com o bicho, mas o seu destino estava traçado, nasceu torto, tarde ou nunca se endireita.


Ao que parece, quando as obras terminaram,  alguém reparou que a rua sem saída que levava ao dito, era estreita, e com o enorme movimento de carros que se previa, era de bom tom alargá-la, era fácil  porque só há casas dum lado da rua, e do outro são terras de cultivo, assim se pensou, assim se fez, alargaram a estrada mais um metro, colocaram lancís para passeios, colocaram um bocado de pó de pedra na parte nova da estrada, e assim ficou, já lá vão mais de dois anos, o prédio fechado sem viva alma por perto, a estrada alargada transformou-se em rio quando chove, levando terra e areia para a estrada principal que liga Oeiras a Porto Salvo, com crateras que cabe lá um cão de rabo alçado, e a Câmara que terá autorizado a obra responde aos Moradores que se queixam (são uns piegas )  que não tem nada a ver com assunto, o problema é do construtor do monstro, e nós cá vamos cantado e rindo, perante este sacudir de água do capote.
 

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

DOIS DIAS PARA ESQUECER


Ontem e hoje, dois dias em que não acertei o passo, melhor dizendo só fiz m.....
Cheguei a Vila Verde por volta das 17 horas, vi muitos carros estacionados á volta da Igreja que é a cinquenta metros da minha casa, e não precisei de perguntar do que se tratava, era Funeral sem dúvidas, só faltava saber de quem, e se era daqui da terra ou de alguma Aldeia da Freguesia, fui olhando para ver se passava por ali alguém, para fazer a pergunta sacramental, quem era o Morto ou Morta, nada, nem viva alma, começa o toque de sinais, são três badaladas em cada um dos três sinos, pelo menos já sei que se trata de Homem, mas quem? fico de vigia na cozinha que tem janela para a Igreja, mas nada, é noite e o Funeral não passa á minha porta como é habitual, afinal será que o Morto se recusa a sair da Igreja? e os vivos? que deixaram aqui os carros, também não vejo nenhum, grande mistério este.

É noite cerrada quando uma Vizinha me chama, cumprimenta-mo-nos e pergunto-lhe o que é feito do Morto, e quem é ele, é o Luís da Leninha, responde-me, e não foi para o cemitério que recebe todos de braços abertos, foi antes para o antigo porque a Família tem lá um jazigo, ora bolas, porque carga de água é que sou alérgico a multidões? assim deixei ir o meu Amigo Luís sem me despedir, estou habituado a acompanhar todos, mas é já com o cortejo a caminho do cemitério novo, isto é, com o morto já em andamento direitinho á ultima morada, aí saio de casa e coloco-me na retaguarda do cortejo e a coisa passa, agora ir juntar-me àquele mar de Gente? Ainda me dava um fanico, assim resta-me dizer: adeus Luís até qualquer dia.

Fui entretanto informado, que o ex-Padre de que escrevi aqui algumas vezes criticando a sua postura, se terá suicidado, terá sido expulso de Padre já á algum tempo, e no passado fim de semana se terá atirado da Ponte 25 de Abril, não consegui confirmar a noticia, mas como foram várias as Pessoas que mo disseram acredito que terá acontecido, de qualquer modo informo sobre reserva, e sem comentários, apenas que é mais um que não consegue ultrapassar as agruras da vida, e escolhe este caminho, que alguns dizem fácil, mas que considero bastante difícil, ou não tivesse eu essa terrível experiência na Família, e sei bem que não é um caminho fácil, fico-me por aqui, no que ao Ex-Padre diz respeito.

A minha casa é do tipo das carruagens dos comboios, é comprida, estreita e passa-se duns compartimentos para os outros como se fosse de carruagem em carruagem, ontem estava lá só, e quando me fui deitar, saí do quarto onde ia dormir para ir fechar a janela do outro ao lado que dá para a sala onde tinha a salamandra para o aquecer, mas tinha deixado a porta do guarda fato aberta para  arejar as roupas, as portas têm espelhos grandes, ora eu ao sair dum quarto para o outro como o espelho estava virado para mim e a luz era a do quarto onde ia a sair, vejo um gajo enorme na minha direcção, olhem meus Amigos eu não sou propriamente medroso, mas não caí redondo não sei porquê, foi o cagaço da minha vida, ainda estou a tremer, o gajo era enorme, mesmo á minha frente e eu sem espaço para me defender se ele me atacasse, já deu para ver que o gajo que eu vi á minha frente era eu no espelho, porra de vida que até já me assusto comigo mesmo, isto está pior do que eu pensava.


Entretanto o meu Padrinho ofereceu-me duas garrafas de vinho da sua garrafeira particular, embora seja produtor e vendedor da sua própria marca, fez questão de me oferecer aquelas duas garrafas, de vinho com alguns anos doutras marcas que não da sua, trouxe as garrafas, que depois em casa embrulhei num jornais velhos, para não fazerem pum pelo caminho de regresso a Porto Salvo, quando cheguei aqui trouxe como é meu costume tudo o que pude duma vez só do carro para casa, trazia coisas ás costas nos ombros, nas mãos, entro em casa pela porta das traseiras, não sei que voltas dei, só sei que larguei as garrafas e partiram-se as duas, meu rico vinho, a casa ainda cheira a vinho e já lá vão uma meia duzia de horas, como se vê, dois dias em cheio, estou convencido que ainda foi o cagaço de ontem á noite que me fez deixar cair as garrafas, ainda tremo só de lembrar aquele gajo á minha frente.
Para terminar e como falei de mortos, (coisa que os meus Amigos não gostam nada) mostro aqui mais um, este está poisado na minha cabeça, era do meu Amigo Vicente e também já bateu as botas!
 

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

PARABÉNS TRIPLOS






Aniversários em triplicado, mas festejos a singelo, isto de festejos já sabemos como é, comer e beber até cair para o lado, menos neste caso porque os aniversariantes não têm idade para essas coisas, os dois  primeiros porque a tenra idade não permite grandes voos, em especial no que diz respeito a beber, os terceiros porque ao contrário a idade já vai pesando e todos os cuidados são poucos para manter os esqueletos na vertical.
Assim, e no que respeita ao primeiro aniversariante, meu Neto que ontem fez a bonita idade de 15 anos, os meus parabéns, que tenha muita saúde e juízo para vencer, nesta caminhada cada vez mais cheia de espinhos, num futuro que não se adivinha nada fácil, mas vencerás tenho a certeza.
Aqui fica uma pintura sua pintada na hora, retratando Einstein, e que mostra o seu talento para esta arte, o desenho.

Ao segundo aniversariante Rui, sobrinho da minha Nora, que fez 13 anos neste mesmo dia 7-1 e que comemorou os mesmos na nossa companhia, e na dos seus Familiares mais próximos, Pais, Tios,  Avós, e Tios e Primos, os meus parabéns e a mesma coisa que disse para o meu Neto, que vai encontrar obstáculos mas vai transpô-los de certeza, com maior ou menor dificuldade, vais vencer.


Aos outros dois aniversariantes, que não fazem anos de idade mas de vida em conjunto, e que por acaso sou um dos dois,  quero enviar á outra aniversariante minha Mulher há precisamente 44 anos, feitos também neste dia 7, os meus parabéns Maria, por me aturares todo este tempo, que já vai longo, e não tem sido fácil eu sei, mas pelo andar da carruagem não será tão cedo que te livrarás de mim, pois faço questão de por cá andar mais uns tempos.
Para a comemoração juntá-mo-nos com as respectivas Famílias na casa do meu Filho, Pai do Neto aniversariante num jantar confeccionado pela Nora, com menu variado, onde destaco as entradas várias, e boas, um bacalhau com natas, carne assada, com arroz, batata frita e salada, e para para rematar doces vários e no fim os bolos de anos dos dois Jovens, estes feitos e  decorados a preceito pela Prima Sónia, com os presentes a cantarem os parabéns.

No que me diz respeito, e como alérgico a multidões, (mais de quatro pessoas já o é) apanhei dois sustos, o primeiro foi quando cheguei á casa do meu Filho e vi uma grande mesa, que até fazia curva para caber mais Gente, a minha Nora acalmou-me dizendo que era menos uma Pessoa que no ano anterior, respirei fundo e preparei-me para o embate seguinte, e que era dar conta do jantar, que viria pouco depois.
O segundo susto, foi quando verifiquei ao sentar-me num topo da mesa, que tinha ficado preso, dum lado tinha o Pai da minha Nora, que tem os movimentos limitados por causa duma cirurgia, e por aquele lado não saía, do outro a Avó do Rui, também ela presa de movimentos por razão semelhante ao anterior, valeu-me uma porta que dava acesso a uma marquise, e desta para um quarto dum dos meus Netos, para ficar a salvo, a partir da descoberta desta porta acalmei, e correu tudo bem, sem ninguém se aperceber da minha aflição, até agora ao lerem esta mensagem.


domingo, 6 de janeiro de 2013

OUTRA VEZ VIVINHO DA SILVA


Nesta mensagem pós-morte, vou escrever um pouco sobre o Funcionalismo Público, os tais que estão na razão de todos os males que assolam o País, isto na opinião abalizada do governo, que é o eco do que pensam muitos Cidadãos alguns com razão de queixa, outros porque ouviram dizer, enfim Funcionário Publico é sinal de doênça contagiosa.
Pertenci a esta categoria de renegados com muita honra, servi o melhor que pude, colocando sempre o serviço Publico acima da minha própria vida Familiar, talvez por isso me sinta desapontado, com esta perseguição que é movida, por gente muitas vezes sem saber do que fala, e colocando tudo no mesmo saco, bons, que os há, assim assim que também fazem parte do ramalhete e maus, que os há e em quantidades industriais, ou não fosse o Estado o maior empregador do Pais.
Uma das coisas que se ouve com insistência é a quantidade desmesurada de Funcionários relativamente aos outros Países Europeus, o melhor é mostrar o mapa que explica a percentagem de Funcionários relativamente ao número de habitantes nos diversos Países:

País
Funcionários públicos (%)
33,3
30,4
28,8
27,4
26,4
25,9
24,6
24
22
21,4
20,9
20,6
20,6
19,8
19,2
19,2
17,9
17,2
16
 

Também se diz que os Funcionários Públicos ganham bastante mais que os Trabalhadores do Privado, já tive ocasião em mensagem anterior de tentar explicar que não é totalmente verdade, de facto no caldeirão Público cabe gente muito bem paga como Políticos, Militares, Professores, Juízes etc. e ao mesmo tempo há muitos milhares a ganhar 485 Euros valor igual ou próximo do salário mínimo nacional, só que, mexendo o dito caldeirão, e fazendo a média esta é de facto elevada, os Governos têm interesse nesta mistificação para poder sacar o mais possível como vêm fazendo a este bando de preguiçosos.

Depois há outra verdade na tal média de salários que tem subido exponencialmente, também é verdade, uma das explicações que encontro para tal, é a aposta que todos os Governos pós 25 de Abril fizeram em admitir doutores e engenheiros, tem sido de tal maneira generosa esta saga, que até baniram as carreiras de Operários, e de Pessoal auxiliar, com este frenesim de erradicar do Estado tudo o que não tivesse um titulo académico, nem que fosse adquirido na tasca da esquina, aconteceu o descalabro salarial, para ilustrar melhor aquilo que me refiro, vejam esta lista dos doutores da mula ruça da Câmara de Lisboa.

 
" Quadro de Pessoal da câmara municipal, Lisboa.

Fico sempre inchado de orgulho quando percebo a grandeza desta metrópole, bem demonstrada pelos 2521 Técnicos Superiores, licenciados ou doutorados que trabalham arduamente para este município, e entre

eles:

- 330 arquitectos

- 101 assistentes sociais

- 73 psicólogos

- 104 sociólogos

- 146 licenciados em... marketing!!!

- 260 engenheiros civis

- 156 historiadores !!! e...

- 303 juristas, cujo serviço se supõe que deve ser dar parecer sobre os pareceres que a CML encomenda a gabinetes de advocacia privados.

 
Ah! Carago! Grande cidade! "_

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

A MORTE SONHADA







Esta noite sonhei com a morte, a minha, o que é mais grave, quando são os outros a bater as botas vá que não vá, agora ser o próprio já a coisa não bate bem, mas como diz o outro estou vivo e isso é que conta, e não estivesse eu habituado a morrer! á minha conta já me finei três vezes, fora os ameaços, não acreditam? eu conto, da primeira vez não me lembro, e  se não recordo é porque morri mesmo, mas a minha mãe contava-me que andava eu aos ninhos dos pardais nos aciprestes do Adro da Igreja, e terei caído e batido com os c... no chão, tendo falecido ali mesmo, mas como estava junto á Igreja ouve milagre e ressuscitei passadas algumas horas, embora a partir daí nunca mais tenha jogado com o jogo todo, em consequência do desparafusamento da caixa dos pirolitos.


Noutra ocasião estava eu muito sossegado numa enfermaria do Hospital da Marinha, aplicam-me uma injecção, e só varias horas depois vejo luz, com a agravante de após voltar ao mundo dos vivos ter  ficado manco, o que aconteceu durante alguns meses.
Alguns meses mais tarde, já civil, mas pensando ainda á Militar, morro a um Sábado e ressuscito cinco dias depois a muitos quilómetros de distância do local da morte, desta vez, tal como da anterior também fiquei manco, isto era prenuncio de qualquer coisa, mas até hoje ainda não descobri de quê, mas cheira-me que mais tarde ou mais cedo vou mancar, aliás já vou mancando.




Ora tendo eu passado por estas mortes, sendo nascido e criado junto do cemitério, é mais que certo que estou vacinado, no que á morte diz respeito, á dos outros é claro, que da minha tenho tentado adia-la o mais que posso, mas é verdade que a morte exerce sobre mim um certo fascínio, senão vejamos, não convivo com os vivos, mas junto-me aos mortos, não me escapa um funeral, tenha eu conhecimento deste e esteja no local, ou próximo do mesmo, não falho um. Faço visitas semanais ao cemitério, e muitas vezes aos cemitérios pois, na minha Terra temos dois, nem todos se podem gabar disso, um junto á minha habitação o outro um pouco mais retirado, mas é bonito ter dois, ter cova paga num e ser enterrado no outro, é bonito, e sinal de simpatia para com os mortos, morres aqui pagas ali e és enterrado acolá, um luxo que os vivos não usufruem.


Esta conversa de mortos que afinal só pode ser compreendida pelos vivos, tem o propósito de alertar os Bloguistas para o que nos está a acontecer ás fotos que publicamos, e que não são da nossa lavra, os gajos estão a matá-las, estive a dar uma volta nos meus blogs e aquilo é uam tristeza, parece a quinta das tabuletas, mais conhecida por cemitério, com quase tudo apagado, salvaram-se apenas aquelas que foram por mim tiradas, e hoje nem consegui publicar fotos minhas que queria publicar, vou ter um trabalhão para limpar aquela lixarada toda, estou mesmo tentado a acabar com isto, e fazer uma transição pacifica para outra rede social ou lá como se chamam, vou mas é fazer um daqueles cursos rápidos, tipo aquele do Relvas e mudar  de poiso, vamos ver.
Para terminar como comecei, isto é com mortos, ontem fui fazer mais uma caminhada na Serra de Montejunto, aqui prestei a minha homenagem a um grande Amigo e Familiar, cujas cinzas aqui foram depositadas, até qualquer dia Amigo.

 

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

ANO NOVO, VIDA VELHA

Pois é, o título da mensagem é a imagem da minha mudança de ano, ou seja como eu vivi o final de 2012 e a chegada do 2013, espero que os meus Amigos Leitores não fiquem escandalizados, acredito que deram tudo para ver os foguetes subiram aos céus, e eu a dormir o sono dos justos, mas foi assim mesmo, não passo cartão a esta data e só acordei com o troar do foguetório, de qualquer modo festejei á minha maneira, como vos vou contar.

Estava á espera de convites para ir passar o ano no bem bom, aí para um Resort de luxo, mas parece que os ricos também estão em crise, e convites zero, ou melhor veio um, do Filho mais velho para ir á casa dele, mas já passei tantos anos que mais um já não me diz nada, não fui, quando chega a noite quero é calçar as pantufas, ver um pouco de televisão, uma olhada á Internet, e quando as 23 horas se aproximam aí vai ele, que no dia seguinte lá pelas cinco estou de pé, assim jantei com a Patroa e Filha, o Filho mais novo foi passar o ano a Vila Verde, entretanto depois da janta a Filha foi para casa do Irmão onde passou o ano com a restante Família e eu como já disse atrás acordei ao som dos foguetes, virei-me para o outro lado e pelas seis da manhã fui fazer a minha caminhada a Lisboa, e assistir aos restos das festividades e observar os despojos duma noitada de bebida até caírem para o lado.

Logo ali junto ao Rio Jamor apanhei um cagaço daqueles, um acidente no local, muitos carros na faixa contrária incluindo os da Policia, e de frente para mim com luzes nos mínimos um carro fora de mão, lá consegui safar-me e continuei a marcha até Santos onde estacionei, como já repararam fui de carro porque os meninos da C.P. continuam com as suas greves, (do que é  que o governo espera para privatizar esta empresa e assim acabar com a brincadeira? há! só privatizam as que dão lucro, percebi)  havia muita Gente na zona onde estacionei e também no Cais do Sodré local de vários bares, alguns/as já K.O. como uma rapariga que deitada no chão batia as asas como que a querer voar, e os colegas em volta só pediam ambulância, enfim, um fim de festa bastante triste, as Raparigas de hoje parece fazerem gala em apanhar umas valentes bebedeiras, não sei se por algum complexo de inferioridade com os rapazes, a verdade é que pelo que observo, elas hoje pedem meças aos rapazes, no que a beber diz respeito.

Caminhada cumprida, regresso a casa e preparo-me para ir almoçar á casa do Filho, na companhia deste da Nora, Netos e restante Família do lado da minha Nora, lá nos serviram uma belíssima feijoada, que as entradas já tinham entrado, uma pinga de Sangria e tinto a acompanhar, no fim uns doces, e o resultado vai ser amanhã e nos próximos dias ter de andar mais um pouco para perder algumas calorias, que o abuso destes dois dias, mais o Natal da semana passada fez estragos no colesterol, mas perdoa o mal que faz pelo bem que sabe, e no final as coisa vão dar certas.
E assim já está o primeiro dia do ano de todas as desgraças a chegar ao fim, daqui do meu canto acabo de ouvir um carro ás cambalhotas aqui na variante que liga Vila Fria ao Cacém, fui ver ali fora e está de rodas para o ar, pelo som que fez, andou para ali a rebolar, espero que não se tenham ferido os ocupantes, mas se foi algum daqueles que fazem ali corridas espero que tenha partido o nariz.