segunda-feira, 15 de outubro de 2012

EM DEFESA DE CAVACO

Isto já está a cheirar mal, não há dia em que o nome de Cavaco Silva não seja noticia e sempre pelas piores razões, umas actuais outras mais remotas, não param de atacar o Homem, eu que não sou mal agradecido, tenho que vir a terreiro defendê-lo destas más línguas, já não basta o ataque sistemático ao nosso Primeiro Ministro, e ao seu fiel escudeiro Relvas, que tão bom trabalho têm vindo a fazer, somos uns mal agradecidos é o que somos, as Pessoas esforçam-se, trabalham dia e noite, não têm férias, feriados ou dias Santos, para depois serem atacados desta maneira, assim vou tentar fazer a sua defesa, com provas disso mesmo.

Começando pelo principio, e que se refere ao actual Presidente Cavaco ao tempo Primeiro Ministro, em que é atacado constantemente por, segundo os «atacantes» este ter matado e feito o funeral ás nossas Agricultura e Pescas, como são duas áreas em que estive envolvido no passado, aqui vai a minha opinião, começando pela Agricultura: como alguns de nós sabemos o trabalho no campo é escravidão pura e dura, e cá está, o Aníbal, Homem de bom coração, quis duma vez por todas acabar com o sofrimento dos Trabalhadores ligados á Agricultura, para além de acabar com o sofrimento destes Trabalhadores, fez um favor a todos os consumidores, então as batatas, pêras, maças, ou os morangos Espanhóis não são muito mais vistosos que os nossos? há não sabem tão bem, mas que interessa isso, se o que conta é o que se vê, e não o que se sente?

Para mais, os nossos campos são muito melhor aproveitados para campos de golfe, coutadas, ou simplesmente para alimento de aves raras, ou de rapina, acresce o facto de as nossas árvores de fruta serem umas enfezadas, e parirem frutas de dimensões muito menores que as suas congéneres Espanholas, ainda se tentou fazer uma clonagem com as dos nossos Hermanos, mas não resultou.
As batatas, essas são umas bichosas, não há bicho que não entre dentro delas, eu por exemplo compro batatas para todo o ano ao meu Amigo Zé Pedro, (um herói que continua com mania de trabalhar o campo aos oitenta anos) ele faz o favor de as guardar na adega, e não tem conta as vezes que lhe põe veneno para matar a bicharada.
Aqueles que ainda não desistiram dessa mania de semear, nunca sabem quando vão receber pela colheita, vai ser aquilo que os intermediarios, ou a Cooperativa lhes quiser pagar, nestes termos fez muito bem, o Professor em fazer o funeral á Agricultura.

Nas Pescas, posso dizer que tal como na Agricultura, também aqui sou um autodidacta aplicado, comecei nas pescas na muralha de Paço de Arcos, e logo ali os meus Amigos que tinham barco repararam que era um desperdício eu estar para li a apanhar taínhas, podendo na sua companhia e nos seus botes, ir pescar uns robalos, ou uns sargos, sabendo também que estavam na presença dum antigo Marinheiro ficariam mais descansados ao fazerem-se acompanhar por um Homem do Mar que em caso de naufrágio era salvamento certo para eles, portanto com uam cajadada matavam dois coelhos, (não confundir com Coelho).

O primeiro convite surgiu da parte do António da Lúcia, Homem que para além da pesca tinha a sua drogaria em Paço de Arcos  que deixava ao cuidado da Filha, para fazer uma pescaria e foi uma primeira experiência falhada, nem uma amostra de peixe trouxemos.
A segunda foi com o meu homonimo Virgilio, que mais tarde seria Patrão do Salva Vidas, nos Socorros a Náufragos, embarcámos em Paço de Arcos, seguimos até frente ao Forte de São Julião da Barra, fundeámos aí, passado meia hora teve que me trazer para terra, as agonias eram de tal maneira que tive de passar por este vexame de ser trazido para Terra devido ao enjoo, eu um Homem do Mar.
A terceira e última experiência embarcado foi com o meu Amigo Dr. Gusmão, que logo que o bote abanava um pouco já pensava que era um tsunami, e lá vínhamos em marcha acelerada direito á Direcção de Faróis, onde desembarcávamos, peixe, zero, sinal evidente que a pesca já estava condenada, o que o Dr. Cavaco fez foi apenas dar-lhe estrema unção.


Posso até afirmar que, antes do peixe acabar nos nossos Mares, ele tentou a todo o custo, e com os dinheiros que a C.E.E. para cá enviou a rodos, ensinar os peixes a virem eles próprios ter a terra com as Varinas que os levariam a nossas casas, foi feito um grande esforço nesse sentido, contratou até uma empresa famosa ao tempo na área da formação, e onde trabalhava o nosso actual primeiro ministro, fez portanto tudo, até a coisa não ter mais remédio, o Homem não tem culpa dos peixes não aprenderem uma coisa aparentemente fácil, como se pode ver nalguns Países onde o peixe salta para dentro dos barcos logo que estes se aproximam deles.
Perante estas provas irrefutáveis que aqui trago, o actual Presidente não pode ser acusado de não ter feito tudo o que podia para o bem do Pais, até nessa historia das acções onde é acusado de favorecimento da parte do B.P.N.  não faz sentido, o Homem teve sorte na valorização das acções, o facto do presidente desse banco ter sido seu Secretario de Estado, é apenas e só, uma coincidência.
Portanto, caro Presidente, força na verga para apear esses rapazólas que estão a dar cabo do que resta deste pobre País, antes que eles acabem com o que resta.
A Bem da Nação
 

sábado, 13 de outubro de 2012

SILÊNCIO, QUER O PASSOS E O PATRIARCA

Quando uma Pessoa pensa que já nada o surpreende, aparece mais uma, que não é só surpreendente como insólita, mas vamos ao inicio, como já vivi bastante, pois estou praticamente a acabar o prazo de validade, já passei por muitas situações, coisas, ditos e ditotes de toda a espécie, vi e convivi com toda a espécie de gente, uns bons, outros assim, assim, e alguns nem isso, também vivi em dois Regimes distintos um fascista (ou autoritário como muitos o gostam de recordar), e o Democrático, que com todos os defeitos e algumas virtudes é o que temos desde á alguns anos, e que mesmo assim não trocaria pelo outro nem que a vaca tossisse. 

Para quem só viveu em Democracia, acontecem coisas que não os faz saltar da cadeira, pensando que estão a ter um pesadelo, mas para quem como eu passou toda a sua Juventude amordaçado, ouvir aquilo que ontem ouvi, deixa-me com brotoeja, e á beira dum ataque de nervos.
No debate que se realizou na Assembleia da Republica, quando um Deputado se referiu aquilo que o governo nos está a fazer nas reformas e vencimentos, isto é a roubar aquilo que com boa fé tínhamos acordado com quem administrava a coisa Pública no momento, e que agora sorrateiramente nos estão a sacar que outro nome  tem isto que não roubo? pois ao chamar os bois pelos nomes o dito Deputado (em quem não votei)  foi logo acusado pelo primeiro ministro de estar a apelar á violência, e a responsabilizar o Deputado por algo de mal que viesse acontecer no futuro, na mesma ocasião também afirmou o dito primeiro ministro que ia estar atento ás greves, e iria tomar todas as medidas para as evitar.

Hoje ligo a televisão e oiço o nosso digníssimo Cardeal D. Policarpo afirmar que isto não se resolve com manifestações de rua, e que o Povo tem que se portar bem, que os problemas não se resolvem na rua, e que estamos no bom caminho, ( quem?) etc. e tal pardais ao cesto, mas onde é que já ouvi isto? então ó D. Policarpo tem estado tão caladinho perante a angustia dos seus Concidadãos desempregados e falidos., e vem agora abrir a boca para desancar quem se manifesta contra este estado de coisas? estava á espera de outras palavras do mais alto dignitário da Igreja, de facto esperava que viesse antes criticar quem rouba ou roubou, e não os roubados, bem sei que os anos não perdoam e vamos perdendo algumas faculdades, mas penso que foi longe de mais, não vou a manifestações, e greves nunca fiz, mas o respeito pela Democracia, obriga-nos a respeitar tudo o que esteja dentro dos limites desta, ou do bom senso! Não fora as manifestações do dia 15-9 e a malfadada T.S.U. não tinha voltado para a gaveta donde nunca devia ter saído.

Para terminar esta minha reflexão, e como hoje é dia 13 de Outubro, portanto um dos dias de maior afluência de Pessoas á Cova da Iria, apetecia-me perguntar ao Sr. Patriarca que nome dá aquele aglomerado de muitos milhares de fiéis, e carteiristas, não será também uma manifestação? ou só não gosta das manifestações dos espoliados do trabalho e das reformas? não quererá ouvir o seu Bispo D. Januário Torgal Ferreira, que lhe explicará com quantos paus se faz uam canoa? olhe que eu quase agnóstico, ouço-o sempre com toda a atensão, e não dou o tempo por mal empregue, direi que tudo indica que estas opiniões que aqui referi, tanto do Governo querendo acabar com as greves, e calando os Deputados do contra, como do Sr. Cardeal vão no sentido de calar mais uma vez os Portugueses, por mim nem o António da Calçada me calou estes também não me vão calar, disso não duvido.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

OLHA QUE DOIS

Tenho-me perguntado porque razão o Passos Coelho não deita pela borda fora o Miguel Relvas, têm sido broncas atrás de broncas, a mentira das suas habilitações entregues no Parlamento, as Secretas, a Licenciatura, as ameaças á Jornalista, e o homem mantém-se firme e hirto no seu lugar, finalmente compreendi a razão, é que são farinha do mesmo saco, está o mistério desvendado.
Eu não queria andar sempre a falar nestes dois, mas as noticias que chegam sobre o duo em questão são suficientemente graves para passar ao lado, é certo que não são acusados pelos Tribunais de nenhuma falcatrua, mas isso também não é de estranhar, basta ver quantos Governantes ou Ex-Governantes foram acusados, isto é uma casta que não há Tribunal que lhes deita a mão, provavelmente ainda vão acusar algum Jornal ou Jornalista de difamação! Onde é que eu já vi este filme?
E as Câmaras que supostamente «forneceram» Pessoal para esta formação nos Aeródromos Municipais não têm nada a dizer sobre o assunto? Onde estão estas centenas que frequentaram esse cursos?
Segue a notícia de hoje no Público, tal e qual.

 

Relvas ajudou empresa ligada a Passos a ter monopólio de formação em aeródromos do Centro

O projecto aprovado em 2004, no valor de 1,2 milhões de euros, destinava-se a formar centenas de técnicos municipais para trabalharem em sete pistas de aviação, parte delas fechadas, e em dois heliportos da região Centro. No total, estas pistas tinham dez funcionários, agora têm sete.




A Tecnoforma, empresa de que Passos Coelho foi consultor e depois gestor, conseguiu fazer aprovar na Comissão de Coordenação Regional do Centro (CCDRC), em 2004, um projecto financiado pelo programa Foral para formar centenas de funcionários municipais para funções em aeródromos daquela região que não existiam e nada previa que viessem a existir. Nas restantes quatro regiões do país a empresa apresentou projectos com o mesmo objectivo, mas foram todos rejeitados por não cumprirem os requisitos legais. As cinco candidaturas tinham como justificação principal as acrescidas exigências de segurança resultantes dos ataques às torres gémeas de Setembro de 2001.
O programa Foral era tutelado por Miguel Relvas, então secretário de Estado da Administração Local, e na região Centro o gestor do programa Foral (e presidente da CCDRC) era o antigo deputado do PSD Paulo Pereira Coelho, que foi contemporâneo de Passos Coelho e de Relvas na direcção da Juventude Social Democrata (ver PÚBLICO de segunda-feira).

O projecto da Tecnoforma destinado a formar técnicos para os aeródromos e heliportos municipais espalhados pelo país começou a ser preparado no início de 2003, deparando-se desde logo com dificuldades várias ao nível da aprovação dos cursos pelo Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC), a única entidade que os podia homologar, e da possibilidade de ser financiado pelos fundos europeus do programa Foral.
No Verão desse ano, a administração da Tecnoforma negociou o assunto com a secretaria de Estado da Administração Local e a 31 de Julho escreveu ao seu titular, Miguel Relvas, ao cuidado da sua então secretário pessoal (Helena Belmar), que agora ocupa as mesmas funções no gabinete de Passos Coelho. “Na sequência das reuniões que têm vindo a ser realizadas com a área dos Transportes e com a Secretaria de Estado da Administração Local fomos incumbidos de apresentar um projecto nacional” de formação de técnicos de aeródromos e heliportos municipais, lê-se no ofício.

Seis meses depois, a 23 de Janeiro de 2003, Miguel Relvas e Jorge Costa, então secretário de Estado das Obras Públicas (com a tutela do INAC) assinaram um protocolo que visava criar as condições para que o INAC aprovasse um conjunto de cursos para técnicos de aeródromos e heliportos municipais, que eram, palavra por palavra, os anteriormente propostos pelas Tecnoforma; e arranjar maneira de o programa Foral os pagar.
O documento estipulava também que o gabinete de Miguel Relvas deveria sensibilizar as empresas privadas de formação profissional, para se envolverem na formação desses técnicos, e autarquias que possuíam aeródromos e helipistas, para inscreverem os seus funcionários nos cursos.

Dezassete dias depois, a 9 de Fevereiro, a Tecnoforma, invocando aquele protocolo, candidatou-se, com dossiers de centenas de páginas, a financiamentos do Foral para realizar aqueles mesmos cursos nas cinco regiões do país. A candidatura maior, que previa 1063 formandos (correspondentes a um total entre 300 e 400 pessoas distintas, porque algumas poderiam frequentar vários cursos) foi entregue na região Centro e apontava para um custo global de 1,2 milhões de euros. E foi a única, que foi aprovada.
Foi aliás a mais cara de todas as que foram financiadas no quadro do programa Foral nos seis anos que este durou (2002-2008). O protocolo patrocinado por Miguel Relvas não foi objecto de qualquer espécie de divulgação e nenhuma empresa, além da Tecnoforma, se candidatou formar os tão necessários técnicos de aeródromos e heliportos municipais.

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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

ELES ANDAM POR AÍ

Quem ouviu estes passarões na oposição, não imaginava o que lhe ia calhar na rifa, assim democraticamente como é norma nos Países Europeus, muito nossos amigos que nos enviaram muito dinheirinho com a promessa dum futuro melhor para todos! Afinal a fartura foi só para alguns e os restantes que paguem a factura. Como a noticia de hoje que considero mais relevante é aquela que liga estes dois melros aos carcanhóis que vieram da C.E.E. e mais uns trocos via Banco de Portugal para que os meninos não passassem necessidades e ao mesmo tempo se preparassem para governar, o que veio a acontecer com os resultados brilhantes que todos conhecemos, aqui mostro a noticia tal como saiu no Jornal Público.

JORNAL PUBLICO   de  Hoje
A Tecnoforma, uma empresa de que Passos Coelho foi consultor e administrador, dominou por completo, na região Centro, um programa de formação profissional destinado a funcionários das autarquias que era tutelado por Miguel Relvas, então Secretário de Estado da Administração Local


Os números são esmagadores: só em 2003, 82% do valor das candidaturas aprovadas a empresas privadas na região Centro, no quadro do programa Foral, coube à Tecnoforma. E entre 2002 e 2004, 63% do número de projectos aprovados a privados pelos responsáveis desse programa pertenciam à mesma empresa.
Ao nível do país, no mesmo período, 26% das candidaturas privadas que foram viabilizadas foram também subscritas pela Tecnoforma.

Miguel Relvas era então o responsável político pelo programa, na qualidade de secretário de Estado da Administração Local de Durão Barroso, Paulo Pereira Coelho era o seu gestor na região Centro, Pedro Passos Coelho era consultor da Tecnoforma, João Luís Gonçalves era sócio e administrador da empresa, António Silva era seu director comercial e vereador da Câmara de Mangualde. Em comum todos tinham o facto de terem sido destacados dirigentes da JSD e, parte deles, deputados do PSD.

O programa Foral foi lançado por António Guterres em 2001, com dinheiro do Fundo Social Europeu e do Estado português. E ao longo dos cerca de seis anos da sua execução absorveu cerca de 100 milhões de euros.
Os principais beneficiários foram, de longe, os 278 municípios do Continente, numerosas juntas de freguesia, associações de municípios, empresas municipais, sindicatos, associações profissionais e outras entidades sem fins lucrativos.
As empresas privadas que actuam no mercado da formação profissional, e que ao tempo eram alguns milhares, também podiam apresentar candidaturas – com base em protocolos previamente celebrados com as autarquias – mas a sua parte no bolo global foi sempre diminuta. Foi nesse contexto, o das empresas privadas, que a Tecnoforma conseguiu a parte de leão do negócio.

Favorecimento? "Um absurdo", diz Passos Coelho

Tanto Passos Coelho, como Miguel Relvas e os actuais e antigos responsáveis da Tecnoforma negam que esta tenha beneficiado de alguma espécie de favorecimento devido às ligações políticas existentes entre os intervenientes.
Passos Coelho disse mesmo ao PÚBLICO, que essa ideia é um “absurdo”. E o presidente do Conselho de Administração da empresa, um empresário que já desempenhava essas funções entre 2002 e 2004, garante que até “já perdeu contratos por dizerem que a Tecnoforma é do Passos Coelho”.

O actual primeiro-ministro, que assegura nunca ter sido accionista da empresa, omite, porém, nos seus currículos que foi administrador desta entre 2005 e 2007. Ao PÚBLICO garantiu várias vezes que se desligou dela em 2004, admitindo que a tinha gerido por um “período não muito longo” em 2003 e 2004. No entanto, em 2007 ainda geria a empresa. Em Agosto passado ainda estava em vigor uma procuração dos seus donos que lhe permitia administrá-la.
Confrontado com esses factos, Passos Coelho manifestou-se extremamente surpreendido, afirmando, depois de os confirmar, que se tratava de um “engano” seu.

Procuração revogada em Agosto de 2012!  "Só agora"? sublinhado meu, os títulos são da minha responsabilidade, com fotos da Internet, com os autores devidamente identificados nas mesmas.
                                                          
 

domingo, 7 de outubro de 2012

DIVAGANDO

Hoje aproveitei o intervalo entre greves dos maquinistas da C.P. ( não é esta uma das empresas que nos suga milhões com os seus prejuízos?) como ia dizendo aproveitando esta aberta de haver comboios, fui até Belém, andava uma bocado chateado com aquela história de içar a nossa Bandeira de pernas para o ar, e fui oferecer os meus préstimos ao Sr. Presidente, é que embora não pareça sou quase especialista no içar da Bandeira Nacional, pois era da minha competência essa tarefa nas diversas instalações que estavam ao meu cuidado, falei até com alguns dos meus ex-colaboradores que também executavam essa tarefa e que tal como eu se mostraram prontos a dar uma ajuda ao Presidente no reconhecimento de qual é o verso e o reverso da Bandeira.


Por azar estava nevoeiro, o que me dificultou a  tarefa de encontrar o Palácio, quando finalmente cheguei ao portão de acesso o Guarda Republicano (que por acaso tinha a farda vestida do avesso deve ser moda agora andar tudo ao contrário) barrou-me a entrada, eu bem tentei explicar que era para o bem do Presidente, para não passar novo vexame quando lhe estendessem a corda para içar a Bandeira numa qualquer cerimónia, que não podia ser que o António Costa é que teve a culpa, pois o Presidente até viu logo que a coisa estava errada mas para não deixar ficar mal o tal Costa, pensou que ninguém ia dar por ela, pois somos um Pais de iletrados quem ia agora reparar numa coisa tão insignificante? e para terminar logo ali a conversa,explicou-me que o Dr, Cavaco decidiu que não recebia mais ninguém do Povo, pois está farto de ser insultado, por isso mesmo este 5 de Outubro não abriu as portas do Palácio ao Zé, por isso mesmo, e também porque da ultima vez que esteve aberto a Gente de baixo nível, desapareceram umas colheres, garfos e facas, em prata de Lei, dum serviço que o General Ramalho Eanes lá deixou, e que tinha sido oferecido pela Rainha de Inglaterra, mas como Homem austero que é, não o quis para si. 

Posto que a minha boa intenção não teve acolhimento, lembrei-me de ir falar com o Camões, que é aquele a quem recorro quando me apetece falar com alguém importante, mas pensando melhor não, ainda é um esticão valente ir daqui até ao Chiado, e as pernas já vão dando sinal de gostarem mais de estarem paradas que a caminhar, assim aproveitei estar ali á mão de semear o Afonso de Albuquerque, filho de Gonçalo de Albuquerque senhor de Vila Verde dos Francos, portanto por afinidade meu conterrâneo, e que como todos sabem habita ali no jardim em frente ao Palácio cor de rosa.

 Por ali estive em amena cavaqueira com ele, contando-lhe como as coisa vão por aqui, lastimando-me que a situação económica esteja neste estado lastimável de falência, ele acalmou-me dando-me o exemplo da sua vida Militar e de Governador da Índia, como conseguiu trazer riqueza para Portugal em especial das Índias, com as especiarias e outras coisas menos faladas, e exortando-nos a ir por esses Mares á descoberta de novos Mundos, porque isto aqui já deu o que tinha a dar, ainda retorqui que já não há nada para descobrir, que o tempo das Colónias acabou, mas virou-me as costas e não me quis ouvir mais, paciência fica para apróxima.
 

sábado, 6 de outubro de 2012

CAMINHADA NA TERRA

Mais uma ida a Vila Verde, desta vez em dia de Bandeira de pernas para o ar trânsito fluido como deve ser para poupar combustível, para não destoar do São Pedro que também anda na poupança de chuva, e assim sendo tenho que tratar da rega com água do poço, que não se nega a dar água independentemente da seca, este poço merecia uma estátua, nunca secou, e a quantidade de água que se tira de lá todos os anos, se fossemos tão produtivos como ele, não tínhamos chegado ao fundo do poço, como chegámos! ou talvez não seja verdade, pois quanto mais produzíssemos mais os políticos roubavam, talvez seja esta segunda hipótese a mais próxima da triste realidade.

Entretanto á tarde fui até ao Vilar, para quem não conhece é logo ali ao lado de Vila Verde, colocar a conversa em dia com Amigos que por lá tenho, o local de encontro é junto ao Stand do Gonçalo, e junto ás bombas da Galp, aqui na montra do Restaurante (fechado faz tempo) são anunciados as mortes ocorridas na Freguesia, como é natural vou sempre dar uma olhada para ver se é alguém conhecido, e desta vez lá estava o meu Amigo Celestino, do Avenal, aparentemente bem de saúde tinha enviuvado á cerca de dois anos, e embora tivesses Filhas vivia desde então só, os Vizinhos e Filhas estranharam a sua ausência e foram encontra-lo já cadáver, mais um alivio para Passos Coelho, embora pense que este recebia a reforma dos States onde trabalhou alguns anos.
Que descanse em Paz.

Entretanto como não podia deixar de acontecer lá fui fazer uma caminhada com o meu Amigo "papa amoras", e não só, pois desta vez foi uam barrigada, ainda discutimos o assunto, será que tem lógica andarmos aqui a caminhar por montes  e vales para perder alguma barriga, e um pedaço de colesterol para andarmos aqui a enfardar tudo o que apanhamos pelos caminhos? a conclusão que chegámos, é que como as caminhadas têm a duração de seis Meses, (os outros seis passa-os o Vicente nos States), nesse período fazemos então uma dieta para compensar.
 
Mas atenção não pensem que andamos para aí a assaltar as fazendas dos Vizinhos para emborcar fruta, não, isto é rabisco, como se diz por aqui, quando as colheitas são feitas e ficam para trás frutas que não merece a pena ser apanhada, ontem foi, uva, pera, figo, nozes, e como não podia falhar, as últimas amoras da época, uma barrigada, a crise a faz-se sentir por aqui com toda a força.
Entretanto quem vi por aqui foi a Águia Victoria, que fugiu do Estádio da Luz no jogo com o Barça, e que ainda não regressou ao Estádio, pois aos quatro minutos de jogo com o Beira Mar já estamos a perder, sinal evidente da sua ausência.