domingo, 14 de abril de 2013

PAÇO DE ARCOS HOJE

Finalmente o tempo amanheceu com ares de Verão, convidativo para uma caminhada até para aqueles que não são fregueses dessa modalidade assiduamente, para mim que dia que não caminhe já não é dia, foi mais um, mas mais leve que o habitual, roupas mais frescas, protecção para chuva ficou em casa e aí vai ele até Paço de Arcos, passei junto aos Estúdios Valentim de Carvalho, antiga gravadora de discos, hoje mais talhada para programas de Televisão em directo, segui até ao Tejo e aqui até ao Forte da Giribita, onde fiz a agulha, para regressar ao local de partida, mas como não há dia em que saia de casa e não tenha razões para me queixar, desta vez foram os ciclistas que agora utilizam o passeio da Estrada Marginal para circularem, e eu pobre ignorante a pensar que os passeios eram para os Peões, já não utilizo muitas vezes o Passeio Marítimo onde estes têm autorização para circular até as 9 horas, que para mim já é quase hora de almoço, e não estou nada disposto a levar com a bicicleta e o seu cavaleiro em cima.
 
Bem mas consegui chegar são e salvo a Paço de Arcos, e aqui fui até ao Jardim junto ao Mercado onde está a estátua de Três Hoquistas Paçoarquenses Ilustres, Emídio Pinto, e os Primos Correia dos Santos e Jesus Correia, este fazendo ainda parte dos famosos «Cinco Violinos» Futebolistas de eleição do Sporting Clube de Portugal, fui aí observar porque tinha a informação que teriam roubado um dos Sticks da Estátua, mas, ou já foi substituído ou então foi boato, estavam lá os três com as respectivas «armas de arremesso».
E já que falo nestes Três Grandes Jogadores, direi que fui amigo de dois deles, do Emídio, que para quem não sabe era Pai do Cavaleiro Tauromáquico com o mesmo nome e do Firmino Pinto, este não é Toureiro mas um seu Filho seguiu a tradição do tio, que aliás também tem um Filho Toureiro a cavalo, os descentes Toureiros são o Duarte e o Tomás Pinto.
 
Também fui Amigo do Correia dos Santos que era aqui meu vizinho em Porto Salvo, o último dos três a falecer em Dezembro de 2010, apesar de ser  aparentemente o menos saudável dos três. Embora o Emídio tenha morrido bastante novo, quando estava a ser submetido a uma operação ao coração. Outra coisa curiosa e triste, foi o que aconteceu com os dois Primos Correia, ao Jesus faleceu-lhe uma Filha muito Jovem, de duas que tinha e se a memória não me falha eram Gémeas, ao Correia dos Santos faleceu-lhe um Filho também bastante Jovem, e um bom Rapaz que conheci bem, estas situações são contra natura pelo que é sempre muito complicado viver com elas, que descansem todos em Paz.
 

Depois foi o regresso ao ponto de partida, tendo ainda passado ao lado do famoso S.A.T.U. o transporte menos utilizado do Planeta, faz dezenas de viagens sem ninguém, visto não ter condutor, anda para ali para baixo e para cima, triste cabisbaixo, como que pedindo desculpa de não ter Passageiros.
Para terminar por hoje neste regresso á minha Terra adoptiva, mostro aqui o antigo Cinema, desfeiteado por uma espécie de capoeira que lhe colocaram por cima da cobertura, ao lado está um muro de um quintal onde se vê uma espécie de pinheiro, era aqui junto ao que chamávamos o «muro das lamentações» que nos juntávamos, um Grupo que chegou a ser grande, e era neste  «corte e costura» que falávamos de tudo um pouco, entretanto, uns foram para outras paragens, a idade foi pesando noutros tantos, alguns já se foram sem regresso, e a insegurança fez afastar outros tantos, e agora pelo que me dizem esta zona nobre da Terra está ás moscas, uma pena, e uma saudade.
 
 
 

sexta-feira, 12 de abril de 2013

AGRICULTURA HOJE


Ainda antes de completar doze anos e já com um trabalho anterior de poucos Meses no currículo, assentei praça na Quinta Velha, na Atalaia propriedade do maior Lavrador da Zona, Rui Correia mais conhecido por Rui do rato, nesse trabalho fiz de tudo o que á Agricultura diz respeito no ramo da Vinha como não podia deixar de ser, numa zona predominantemente Vinhateira, dali fui saindo á procura de novos trabalhos que dessem mais alguma qualidade de vida, pois no campo só se ganhava trabalhando, isto é se o tempo deixasse não trabalhava e por conseguinte em Invernos como este que agora termina, passar semanas sem ganhar praticamente nada, acresce ainda o facto não menos importante de aquilo ser praticamente um trabalho escravo, do nascer ao pôr do Sol, com o Caseiro sempre de vigia não fosse um gajo endireitar a coluna para uma novo fôlego, lá vinha o cajado que parecia um míssil direito a um gajo que se não estivesse atento ficava ali fulminado.

Vem este paleio a propósito de no presente se ouvir aqui e ali para o Pessoal ir para a Agricultura, que dá mais rendimento, que assim não precisamos de tantas importações etc. etc. tudo isto está muito acertado excepto o rendimento, que esse está quase sempre dependente do clima, excepto se optarem por estufas, e mesmo estas não estão livres de vir um vendaval que as faça voar  com o tem acontecido frequentemente, num caso ou noutro o tempo é que manda, já por aqui falei num Vizinho meu que investiu muitos milhares de Euros em máquinas e terras que comprou, e este ano não conseguiu semear os cereais, especialmente trigo porque o tempo não deixou, ontem mesmo em conversa com Amigos, estes andavam preocupados com a previsão de calor para amanhã, e preparavam-se para pulverizar as suas vinhas com receio do míldio e outras doenças que destoem a vinha em pouco tempo, portanto seja no pão ou no vinho, não é fácil ser Agricultor.

Este intróito veio-me á ideia por ter observado aqui na zona entre Queluz de Baixo e Barcarena nuns terrenos que já não eram cultivados desde que o prolongamento da C.R.E.L. até ao Estádio Nacional cortou a propriedade em duas, conheci o Arrendatário dessas terras ao tempo, que deixou de cultivar por essa razão, daí para cá foi crescendo o mato, até que no final do ano passado vejo máquinas em movimento nessas terras, e até desabafei com a minha Mulher que me acompanhava, que era uma boa medida se voltassem a semear ali trigo, porque recordo grandes searas no local., também podia ser a preparação dos terrenos para semearem tijolos, mas com a crise já não se contrói praticamente nada pelo que acreditei que fosse mesmo para Agricultura.

E assim aconteceu acompanhei o crescimento do trigo, pois é este o cereal que lá foi semeado, e nesta altura já as espigas estão a crer ganhar cor apesar do frio e chuva que se tem feito sentir, mas uma coisa me chamou a atenção, a grande quantidade de ervas daninhas que estão a fazer concorrência ao trigo, de facto aquilo não foi mondado e agora é quase um jardim botânico tantas são as qualidades de ervas que por lá  estão a fazer companhia ao trigo, bem sei que hoje já não há Pessoal para mondar, mas existem mondas químicas que resolvem o problema, mas isso custa dinheiro, em suma o que quero dizer é que para ser Agricultor é preciso saber e crer. Fazer as culturas sejam elas cerealíferas ou outras qualquer como mandam as regras, não é espalhar umas sementes na terra e logo se vê o resultado, não creio ser a melhor maneira de trabalhar a terra, mas isto sou eu no meu pessimismo militante, os vários milhares de Pessoas que por ali vão passando não vão ver nada de mal na seara, antes vão dizer que bonito trigal aqui está.
 

quarta-feira, 10 de abril de 2013

OS «CHUMBOS» DO TRIBUNAL CONSTITUCIONAL


Quando recentemente o Eurostat mandou dizer que não aceitava a inclusão da receita da concessão da ANA  no Orçamento de 2012, Passos Coelho e Victor Gaspar aceitaram mansamente a decisão. Engoliram, pediram desculpa e combinaram em poucas horas o aumento do défice. Num ápice o problema foi resolvido sem remoques públicos, sem comunicados dramáticos em directo na TV, sem idas a Belém e sem apelos à ajuda do PS. Ora as decisões do Tribunal Constitucional Português têm consequências de um valor pouco superior à receita que a ANA iria trazer.
No entanto, a decisão gerou um estardalhaço e um conjunto de reacções próximas da histeria. Isto apesar de o veto constitucional ter sido previsto por um vastíssimo grupo de figuras públicas da politica, dos media e de especialistas em em direito constitucional
Mesmo assim podia ser pior para o governo, se o Tribunal tivesse vetado o imposto extraordinário sobre as reformas.

Há portanto milhões de euros que se questionam e milhões que não se questionam na óptica do governo Passos Coelho. Mais que muitos outros exemplos, talvez este tenha uma simbologia e uma leitura politica que devesse envergonhar o governo.
Governar sistematicamente contra a Constituição é ter a opinião da mãe daquele mancebo que insiste aos gritos na parada que todo o regimento tem o passo trocado e que o filho é que está certo.
Ainda bem acentuada por António José Seguro a legitimidade democrática das entidades que pediram a verificação de constitucionalidade como o Presidente da Republica, vários membros do Parlamento e o Provedor de Justiça.

Por isso mesmo é pena surgirem ameaças veladas de coisas dramáticas que nos podem acontecer por causa da decisão de um Tribunal. A chantagem não é método de governo. Há medidas dolorosas para substituir as que foram anuladas? Apresentem-se. Discutam-se. Apliquem-se ou então mudem-se os objectivos macro-económicos. Vá-se a Bruxelas, Dublin, a Washington e fale-se com quem for necessário para mudar os objectivos mas explique-se que em Portugal há uma Constituição a respeitar.
O que atrás fica dito, é uma parte do editorial do Jornal i de ontem assinada por  Eduardo Oliveira Silva, a quem tiro o meu chapéu.
As fotos são da Internet e da minha responsabilidade.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

DESGOVERNADOS E MAL PAGOS

Como quem por aqui passa com mais frequência se apercebe, raramente escrevo sobre politica, não que esta me seja alheia, nem podia ser pois quer queiramos ou não é a politica que move tudo, ou melhor os políticos pois esta é estática ao contrário dos seus peões que escorregam parecem enguias, mas dizia raramente falo de politica porque começo a ficar com brotoeja ao recordar-me dos marmanjos que a praticam, e assim é melhor falar cá para os meus botões fico eu com os meus males e não os espalho por aí aos inocentes que caiam na armadilha de me lerem.

Mas hoje é excepção, estou danado e não quero desabafar sozinho, este governo de salteadores, sim o Zé do Telhado ao pé destes, era um menino de coro, e com a vantagem de roubar aos ricos para dar aos pobres precisamente o contrário destes, tudo isto por causa do acórdão do Tribunal Constitucional que chumbou ao que li quatro artigos do Orçamento deste ano, precisamente os mesmos ou pelos menos alguns dos que já tinham chumbado o ano passado, embora sem consequências práticas, o que também deve ser uma novidade, uma Lei ser chumbada mas aplicada na mesma, mas enfim cá vamos cantado e rindo e a corja a ir-nos ao bolso.

Veio o Sr. Passos mais o parceiro do Governo mostrar admiração pelo chumbo, e que não estavam á espera e mais para aqui e acolá, pardais ao cesto etc. então há pouco ouvi declarações do Ministro das Finanças Alemão, ou nosso,  já não sei, pelo menos fala como se pertencesse ao nosso Governo, dizer que o "Governo Português se comprometeu no caso de as tais medidas virem a ser chumbadas pelo Tribunal Constitucional, apresentaria alternativas ás mesmas, fim de citação", então em que ficamos? ficaram admirados do chumbo, que não estavam, á espera, e já tinham avisado lá fora dessa eventualidade? já havia provas de que Passos é mentiroso, basta recordar aquela história passado com o Sócrates em que Passos dizia que não tinha sido informado do P.E.C.4, e veio-se a saber que tinha estado reunido com o então Primeiro Ministro que lhe deu conhecimento de que estava a fazer antes de entregar o documento em Bruxelas, agora com esta história confirma-se que o Homem não é de fiar, entre outros males de que padece.

Entretanto fui fazer a minha caminhada por Lisboa passei junto ao Parlamento e observei movimentações não habituais junto aos Guardas que fazem a segurança do Palácio, pensei cá para os meus botões, será que ocuparam a espelunca? Terão prendido os sacanas? Não consegui saber o que se passava e segui até ao Largo do Rato, Marquês de Pombal (em obras sem fim á vista)  Av. da Liberdade e Baixa, quando cheguei ao Terreiro do Paço vejo fundeada a Fragata João Coutinho com a artilharia apontada ao Ministério das Finanças, aquele que foi ocupado pelo «mansinho» ao mesmo tempo que a Vedeta se aproximava dela, pensei que ia levar reforço de Pessoal e que começassem a chover uma ameixas aqui para estas bandas, coloquei-me sob a protecção das Colunas do Cais, e esperei o foguetório, mas nada, ainda observei um Bote da Policia Marítima a abrir por ali fora, mas nada de chumbo cá para estas bandas, triste e lastimando que ainda não fosse desta que me via livre da cambada, regressei ao Cais do Sodré, não sem antes "Observar" que as bóias que foram colocadas á beira Tejo nas obras que lá fizeram entre o Terreiro do Paço e Cais do Sodré, já voaram todas, como está próximo de vários Ministérios está-se mesmo a ver que foram os Ministros que as fanaram, tão habituados estão a gamar que nem as bóias escaparam.
 

sábado, 6 de abril de 2013

PARQUE DOS POETAS

Foi inaugurado há dias a segunda fase do Parque dos Poetas aqui em Oeiras, ainda não tinha lá feito uma visita o que aconteceu na passada Quarta Feira, são mais uns hectares de terreno ajardinado, com algumas Estátuas, e onde a Mulher esta representada em doses industrias, não espero levar lá a minha para não ficar vaidosa, senão ainda me faz vestir o avental para lavar a loiça! Diria que 90% da estatuária são representadas por Mulheres, e, nuas, algumas até muito bem apresentadas nos adornos peitorais, uma fartura de Mulherio como nunca tinha visto.

Mas isso são outras guerras que não são para aqui chamadas, o que pretendo é dar a minha opinião sobre a obra, e essa é favorável, é certo que sem estar totalmente pronta ainda falta uma 3ª fase  (espero que ainda haja dinheiro para isso) não dá para avaliar toda a extensão da obra, mas mesmo assim direi que está bonita, com alguns senão, como os pinheiros (muitos) não tenho nada contra estas árvores a não ser a bicharada que teima em lá fazer os ninhos, e daí advêm doenças alérgicas que provocam mal estar a quem por descuido ou desconhecimento tocar nessa bicharada, já as Alfarrobeiras (poucas) têm todo o cabimento tal como as Oliveiras.

Outra coisa que não percebo (defeito meu com certeza) são aquelas pedras enormes colocadas no pavimento, e onde são escritos alguns Poemas dos Poetas expostos no Parque, é que na primeira fase do Parque foram lá colocadas dezenas dessas ardósias e uma boa parte delas estão já com rachas o que nalguns casos impede a sua total leitura, assim pergunta-se porque estão a repetir o erro? uma delas até já está partida como se pode ver na foto.

 
 Gostei do riacho que atravessa todo Parque bem como da mina que penso já lá estaria antes da obra se iniciar e terá sido recuperada, finalmente direi que para um leigo como eu em matéria de Estátuas, as que estão na primeira fase do Parque retratam fielmente os Poetas a que se referem, ao contrário destas que estão longe disso, mas a intenção de quem as mandou fazer até pode ser esta.
Há! também não gostei de ver o Frade engaiolado, coitado do Homem que passou a vida fechado num qualquer Convento, e agora depois de morto, fecham-no no meio de uma gaiola de ferros, triste sina.

Camané, nascido aqui em Oeiras tal como os dois Irmãos também Fadistas, Pedro e Hélder Moutinho
 

quinta-feira, 4 de abril de 2013

MONTEJUNTO A RECUPERAR

Como tenho escrito várias vezes, a Serra de Montejunto exerce sobre mim um certo fascínio, por razões que  razão desconhece é muito raro ir a Vila Verde e não subir pelo menos até a meio da Serra, e por aí fazer uma caminhada maior ou mais pequena, o que interessa é respirar um pouco de ar puro, para compensar a poluição que vou engolindo aqui por Oeiras e arredores, digo ar puro agora, pois nos últimos Meses isso não acontecia devido ao grande incêndio que devastou uma parte significativa das encostas viradas a Oeste e Sul no Verão passado.


Hoje lá me desloquei mais uma vez e fui observando como está a recuperar esta parte queimada, e já se vê verde, apesar da muita chuva que se tem verificado neste Inverno, e talvez por isso mesmo a vegetação têm crescido a olhos vistos, digo vegetação por que o resto perdeu-se por muitos anos, e o resto é tão ou mais importante que a vegetação rasteira, temos a floresta,  fauna e flora que desapareceu quase por completo, os pinheiros mansos com mais de cem anos foram quase todos, a fauna desapareceu, até as aves que não terão sido afetadas pelo incêndio desapareceram daquela zona,  anfíbios que havia em zonas húmidas foram-se, os caracóis que havia em abundância idem, flores silvestres seguiram o mesmo caminho, portanto já não será no meu tempo que vou assistir ao repovoamento completo desta parte da Serra, se entretanto não lhe pegarem fogo outra vez.


Entretanto na minha caminhada de hoje subi até zonas não afetadas pelo incêndio, e aqui ainda restam algumas plantas e flores maravilhosas, mostro aqui algumas que fotografei das quais destaco as Orquídeas Silvestres, e ao mesmo tempo um pedido, se por acaso algum Leitor do blog por lá fizer uma visita e apanhe algumas destas flores que não as arranque com raiz que isso impossibilita o seu futuro desenvolvimento, cortem o caule que assim no ano seguinte elas voltarão a florir.

terça-feira, 2 de abril de 2013

CAMINHANDO E OBSERVANDO

Com o aumento significativo do colesterol, que resultou do rancho melhorado da Páscoa era necessário que algum dele se fosse, pelo que aproveitei a madrugada de ontem para fazer uma caminhada de maior quilometrarem pela Capital, fiz o aquecimento junto ao Tejo por terreno plano antes de me aventurar na subida da Colina do Castelo, com passagem por Alfama.
Ao chegar ao Cais das Colunas observei que as águas do Tejo apresentavam uma cor avermelhada, a primeira coisa que me veio á cabeça foi, que tinha havido aqui alguma Revolução com sangue, e que tinham mandado os cadáveres ainda sangrando ao Rio, este pensamento surgiu-me por haver muitos Governantes e derivados nesta Zona, e por norma nas Revoluções os primeiros a quinar são eles, mas não, aquilo deve ter sido alguma chuvada colorida que caiu aqui, pois estava tudo calmo e sereno, até ver.

Mas isto é conversa para encher, aquilo que terá algum interesse para os que habitam longe, e já por aqui passaram, são as melhorias que porventura aconteçam por cá, a semana passada falei da Zona Ribeirinha entre Cais do Sodré e Terreiro do Paço, hoje para além de assinalar o meu percurso, que já mostrei um pouco mas já agora falarei do restante, foi assim: observei o nascer do Sol (vantagens da mudança de hora) junto á Doca da Marinha, segui até a Santa Apolónia, subi até ao Castelo passando pelas traseiras do Panteão Nacional, e depois desci até ao Martim Moniz subi a rua do Benformoso ou do «crime» como lhe chamaria o Tintinaine, e desaguei no Largo do Intendente, e é sobre esta Zona que escrevo hoje.

De facto este Largo está nos trinques como diriam os nossos Amigos Brasileiros, com a mudança para aqui duma dependência da Câmara, falou-se até que o Presidente se mudaria para aqui de armas e bagagens, que desconheço se terá acontecido embora o edifício a isso destinado lá esteja de Bandeira içada, esse prédio, que faz esquina com o Largo também (como era esperado) foi todo restaurado, tal como o largo. A rua que falei em primeiro lugar e que outrora albergava casas com «meninas de aluguer» está agora com lojas de diversas Etnias, e onde prolifera a droga e o álcool, quando por lá ando de manhã cedo ainda é bem visível o que atrás afirmei, uma pena.
Daqui foi colocar o «carro» em ponto morto para poupar combustível e o regresso ao Cais do Sodré, apanhar o «dr. Cascais» que me traria a Paço de Arcos.