quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Convento de Varatojo

Os Frades Franciscanos sempre me fascinaram, tudo terá tido origem na minha meninice, quando estes passavam á minha Terra calçados com sandálias coisa nunca vista em Homens, cordas a cair da cintura e aquelas roupas castanhas que chegavam ao chão, que faziam da pobreza o seu modo de vida, anos mais tarde vou durante alguns meses viver junto deles embora de outra Ordem Religiosa, aí fiquei marcado, pela bondade de alguns, e pela maldade de outros, esta ultima marcou-me mais, mas como em tudo na vida, existe bom e menos bom em todo o lado, e a vida continuou sem mais contacto com estes Religiosos, até que á meia dúzia de anos leio uma noticia num jornal indicando que uns Frades Franciscanos Brasileiros estavam em Portugal para explicar aos seus Irmãos Portugueses as propriedades preventivas e curativas do Aloé Vera, e ensinar a estes como fazer o xarope deste cacto.

Um dos locais onde começaram a partir daí a fazer estes xaropes foi no Convento de Santo António de Varatojo, junto a Torres Vedras, e comecei então a deslocar-me lá com alguma frequência, porque me diziam que este produto era bom para prevenir doênças, tais como  da próstata, uma das que mais assustam os Homens a partir dos cinquenta anos, mas como por norma vou lá qunando vou  para a Terra, e levo a Patroa comigo, vai lá ela comprar, porque dou-lhe a desculpa que fico a guardar o carro visto o local ser um pouco despovoado, (tretas, não quero é ficar a tocar a sineta até que um Frade já duro de ouvido me venha abrir o portão), mas desta vez fui com ela, tocámos o sino colocado na entrada e momentos depois lá nos apareceu um Frade com bastante idade, com uma simpatia bastante acima da média, que nos forneceu o xarope, e de seguida  ao ver-me a apreciar o jardim interior, nos perguntou se não queríamos visitar a Igreja, claro que sim, indicou-nos o percurso, pois tem alguma dificuldade de locomoção, e lá fizemos a visita que aqui mostro, com um agradecimento especial a este bom Homem, pela sua amabilidade, e acompanhada da História do Convento.

CONVENTO DE SANTO ANTÓNIO DE VARATOJO

De finais do século XV é monumento nacional e sofreu acrescentos ao longo dos séculos. Fundado em 1470, por voto e devoção do rei D. Afonso V, a Ordem de S. Francisco, sofreu beneficiações com D. João III. Novas ampliações se verificaram nos séculos XVII, XVIII e no século XX.

Da primitiva traça conserva a fachada e a porta. A porta apresenta arquivolta ogival, de capiteis com máscaras, hera, cachos de uvas, vinhas, folhas de carvalho e glande, base com moldurado característico do reinado de D. Afonso V.

A Igreja do Convento é de uma só nave, sem transepto e as suas paredes são revestidas por azulejos do século XVIII e vários nichos para confessionários, cujos azulejos se compõem de motivos alusivos á confissão.

Os altares laterais são revestidos por talha barroca e possuem uma banqueta de mármores embutidos.

A capela-mor é o espaço mais rico da Igreja quer pela sua abobada de berço com caixotões, como pelo forro de azulejos do século XVIII com cenas da vida de Sto. António, emoldurados por largas cercaduras.

Dispõe ainda de outras riquezas que justificam uma visita demorada ao local.

Na sacristia, realce para duas tábuas do século XVII, (representando o Milagre da Mula e o Pentecostes), para os silhares de azulejos do século XVIII, vários armários de parede e um grande arcaz setecentista.

O claustro, de tipo gótico, apresenta dois andares, com arcada ogival assente sobre colunas chanfradas.
No andar térreo, o tecto é decorado com o emblema de D. João V, acompanhado pela corda franciscana. Na ala norte, uma porta manuelina, decorada com largos florões, dá acesso à capela do Senhor Jesus, que é forrada de azulejos de ponta de diamante.

Ainda no claustro, o nicho de Sto. António com azulejos policromados representando o Santo.

A sala do capítulo é também de grande interesse pelos seus azulejos de albarradas, do século XVIII, e pelas várias telas entre as quais se destaca a de (Frei António das Chagas).

No Convento, há ainda a realçar a Capela de N.ª Senhora do Sobreiro, em frente à entrada da Igreja, construída em 1777. No seu interior apresenta talha dourada, mármores e colunas, cujos fustes possuem placas imitando lapis-lazúli. No coro alto, azulejos com molduras roxas e amarelas, com cenas da vida da Virgem até ao nascimento de Cristo.

                                               

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Serra Galega, Lapaduços

Ontem fui fazer uma caminhada com o meu Amigo Vicente, e que caminhada, fomos subir e descer a Serra Galega, e como estamos no Outono, e por conseguinte uma Estação do ano em que as temperaturas são amenas e a dar para o fresquinho, partimos Serra acima ás 14 horas, aquilo deviam estar uns quarenta graus á sombra e suámos as estopinhas em especial na subida, mas como somos feitos de material resistente, não nos fomos abaixo, dirigi-mo-nos para o local onde andaram na prospecção de petróleo, e donde partiram sem se despedir, na esperança de encontrar-mos o buraco em que está o País, pois andaram por ali anos a perfurar e pode muito bem estar ali o inicio do buraco, ou cratera como lhe chama o Alberto João, que disso percebe ele, é aliás catedrático neste matéria de buracos.                                                  
  
 

E de facto o buraco lá está., ainda tentámos ver o fundo ao mesmo, mas não deu, aquilo está mesmo sem fundo, já quando do inicio da crise lá tínhamos ido ver se teria tido lá inicio o buracão em que nos meteram mas em virtude de ter saído uma ratazana do dito cujo, e como sou alérgico a esses roedores não vimos bem a coisa, agora sem ratos tivemos oportunidade de ver que não foi ali que nasceu a nossa falência, aquilo não é buraco para tanto, temos que procurar por outros lados que aqui não nos safamos, estamos até a pensar procurar ali para os lados de São Bento, Belém ou até Funchal talvez ai alguém nos possa ajudar nesta procura.

Claro que fiquei de rastos, sempre foram 9.700 passos, cerca de metade a subir, não é brincadeira, não andamos em passo d'passeio, é sempre em marcha acelerada, depois um erro que não aconselho que cometam, levem sempre líquidos., as nossas Patroas bem nos avisaram para levar água, mas não ligámos ao conselho, o meu Companheiro não sentiu a sua falta, o Homem não cansa, não sente sede, sei lá estou convencido que é feito de material diferente do meu, mas cá o Rapaz logo que chegámos aos Casais da Fonte Pipa, num chafariz á beira da estrada foi andar com a roda á volta e emborcar um bom litro deste bem precioso que o nosso amigo Passos quer privatizar, espero que mantenham esta Fonte no domínio Público e não a privatizem, pois pode vir a fazer falta aos menos prevenidos como foi o meu caso.






domingo, 9 de outubro de 2011

Lisboa

Não tenho tido disposição para o blog, mas não o posso deixar aqui á mingua, estou a fazer os possíveis para não deixar morrer a coisa, e decidi dar conta das minhas caminhadas pela Capital, com alguma História que tenha sentido, a última foi Quinta Feira, fui apreciar o nascer do Sol no Miradouro de Santa Luzia, que para quem não sabe fica próximo da Sé e da antiga cadeia do Limoeiro, hoje Centro de Estudos Judiciários, subi depois direito ao Castelo de São Jorge, onde não entrei, os nossos Monumentos só abrem portas a meio da manhã, e eu sou madrugador, daqui desci pela Mouraria até ao Rossio.

Seguidamente entrei na Igreja de São Domingos que se situa no Largo com o mesmo nome, e Observei o seu interior, que ainda tem as marcas do grande incêndio que quase a destruiu, tendo as colunas que suportam a cobertura as marcas bem visíveis das altas temperaturas alcançadas.
Mas melhor que eu, mostro aqui uma resenha da sua História:

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Situada bem no centro da bonita cidade de Lisboa, junto à Praça do Rossio, a Igreja de São Domingos data do século XIII, sendo famosa por albergar no seu interior parte do lenço da pastorinha Lúcia e o terço da pastorinha Jacinta, usados por elas quando se deu o milagre do sol, no dia 13 de Maio de 1917.

A Igreja viu lançada a primeira pedra no ano de 1241, e desde então sofreu sucessivas campanhas de restauro e ampliação.
O seu estilo arquitectónico é, pois, uma mescla dos diferentes períodos e influências que a moldaram, entre as quais em 1748 com a reforma da capela-mor pelo Arquitecto Ludovice, e posteriormente a obra de reconstrução de Manuel Caetano Sousa, bem como as obras de reconstrução após o grande incêndio de 1959. Sobressaem, pois, elementos Maneiristas e Barrocos, entre outros menos notórios.
A Igreja de São Domingos foi modelo para as Igrejas Pombalinas, nomeadamente pela grandiosidade espacial, e pelo traço de Ludovice.

Era desta Igreja que saíam em procissão os condenados à fogueira da Inquisição, e onde se celebraram alguns dos importantes casamentos e baptizados Reais.


Encaminhei-me então para o Cais do Sodré, e no trajecto chamou-me a atenção uma montra só com bonecas, mas o curioso foi reparar que com excepção de duas, todas as bonecas eram de cor escura, não sei o que quer dizer esta discrepância, entre brancas e negras, como a loja estava fechada não consegui esclarecer uma duvida que me ficou, mas cá por mim já tirei a minha conclusão, cada qual que tire a sua, quando lá voltar e em hora «decente» tentarei tirar alguma duvida que me tenha ficado.




quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Musicas com História

Conforme já escrevi anteriormente, andar de avião é pior que ir ao Dentista, porque a este ainda vou, embora em pânico, voar nem pensar, não que tenha medo, mas o Homem não nasceu para voar, e quero seguir essa máxima, se me nascerem asas logo se verá, enquanto isso não acontece, só de pensamento, depois ao dizerem-me que há mais acidentes de carro, que de avião é mais seguro, etc. não me tranquiliza, porque cada um que cai é logo uma pilha de Gente, e como diz o meu Amigo Rui, que «guia» estes bicharocos, só lá anda porque lhe pagam caso contrário ficava-se pelo chão firme.
Para comprovar que não morrem assim tão poucos em acidentes de avião, hoje vão aqui uns vídeos de alguns Artistas da Musica que se foram, caídos desamparados dos céus.
Em especial para os meus Amigos e Familiares que me «torturam» pela minha recusa em «voar», vejam e ouçam estes Vídeos que merece a pena.


segunda-feira, 3 de outubro de 2011

«Serras do Barregudo e de Monte Junto»

Há duas semanas, fui fazer uma caminhada até ao cume da Serra de Montejunto, apreciei as ruínas no local que vão resistindo ás intempéries através dos séculos, e não pude deixar de pensar nas suas origens, e posterior abandono, refiro-me ao que resta de dois Conventos que pertenceram aos Frades Dominicanos, embora um deles ao que se sabe nunca tenho sido terminado, do outro que foi construído por volta do ano 1220, foi efectivamente habitado pelos Frades Dominicanos, tendo sido o primeiro Convento desta Ordem a ser construído em Portugal, terão daí saído para um novo Mosteiro posteriormente construído em Santarém, por razões que segundo uns terá sido a perseguição a que foram sujeitos pelo Marquês de Pombal, e por outras fontes, que terão sido os frios Invernos no local a forçá-los a ir para outras paragens mais amenas, seja como for sobram as memórias em pedra e barro, testemunhos da engenharia civil doutros tempos.

No local existem ainda duas Capelas, a de São João junto ao Convento inacabado, e a da Senhora das Neves paredes meias com o Convento outrora habitado pelos Frades Dominicanos, estas ainda em bom estado de conservação, e tanto quanto julgo saber ambas abertas ao Culto, em especial em dias festivos.
Há ainda no local um Quartel Militar e a Estação de Radar nº 3 da Força Aérea, uns metros mais abaixo a Real Fábrica do gelo de que já escrevi noutra ocasião, (e que parece ter sido construída pelos Frades Dominicanos) portanto façam favor de visitar o local que para além do mais tem uma vista de «encher o olho», ou não fosse o ponto mais alto da Estremadura, só tem um inconveniente, a proliferação de antenas, não sei que autoriza isto, mas não tem pés nem cabeça esta sementeira, sem rei nem roque, com tanto espaço que a Serra tem terá de ser mesmo junto aos Monumentos esta selva desordenada ? a quem de direito.

Esta introdução serve para escrever umas letras sobre o livro do nosso Nobel José Saramago, que tem o titulo «Memorial do Convento» este livro refere  a construção do Convento de Mafra e as razões da sua construção, e é aqui que o Autor se baseia para o titulo do livro, mas o que me chamou a atenção é as várias referências que faz á Serra de Monte Junto que como muito bem se compreende é a nossa conhecida e estimada Serra de Montejunto, local de «aterragem da famosa «Passarola» de Bartolomeu de Gusmão o Frade Voador.

Como se sabe o Convento de Mafra foi mandado construir por D. João V, nessa época viveu cá um Frade Brasileiro de nascimento de seu nome Bartolomeu Lourenço, mais tarde receberia o apelido de Gusmão, este Frade foi o primeiro Homem a «voar» tendo para isso construído ao que se sabe o percursor do Balão de ar quente, ao qual terá dado o nome de «Passarola» aqui entra a ficção de Saramago no livro ao dizer-nos que este terá embarcado na engenhoca com o célebre Baltazar Mateus conhecido por Sete Sois, natural de Mafra e que terá perdido a mão esquerda na Guerra da Sucessão Espanhola, e com a amada deste Blimunda de sua graça, tendo a «Passarola» feito uma aterragem forçada na Serra do Barregudo, ou de Monte Junto, escaparam da morte, e tendo perguntado a um Pastor onde estavam, este terá respondido que aquela era a serra de Monte Junto.

Entretanto o Frade Gusmão desapareceu, Blimunda e Sete Sois bem o procuraram mas nada, regressaram a Mafra mas antes de partirem esconderam a «Passarola» entre ramos de árvores, e várias vezes lá regressaram, para a repararem que o mau tempo não perdoava, até que um dia Sete Sois numa dessas visitas e quando está dentro da dita em obras de reparação vem uma ventania e lá vai Sete Sóis pelos ares, Blimunda que tinha ficado em Mafra e vendo que o amado tardava em regressar vem a Monte Junto á sua procura, munida do gancho que este usava para substituir a mão esquerda que tinha ficado na guerra, e que tinha deixado em casa, chegou já noite á Serra e recolhe-se no Convento inacabado,  já de madrugada sente um vulto aproximar-se que a agarra com intenções inconfessáveis, para se defender espeta o gancho do Sete Sois nas costas do atrevido e mata-o, era o Frade que ela tinha visto á chegada, fugiu dali correndo Serra abaixo sumindo-se na escuridão, e durante nove anos o procurou por todo o Portugal, e diz-se que até Espanha foi. Um dia quando em Lisboa o procura, rompe pela assistência onde na fogueira ardem onze sentenciados pela Inquisição, e entre estes um que não tinha a mão esquerda, era o seu Sete Sóis.
O Frade Bartolomeu de Gusmão terá fugido para Espanha onde terá morrido, ao ser perseguido pela Inquisição acusado de pertencer aos Cristão Novos, e Blimunda, quem sabe. andará por Montejunto na esperança que o seu Sete Sois por lá apareça, quando lá voltar vou ver se a encontro para lhe dizer que não vale a pena procurar mais, que ele partiu  e não volta mais.


Resta acrescentar que Saramago terá conhecido muito bem os locais a que se refere no livro, pois fala de várias Terras que não são ficção, são bem reais, e que se encontravam no percurso que Sete Sóis e Blimunda percorriam quando se dirigiam para Monte Junto nas visitas que faziam á camuflada «Passarola» entre outras refere: Merceana, Val Benfeito, Gradil, Pena Firme, Lapaduços etc.

Para terminar vou fazer aqui uma confissão: nestes quase dois anos que levo de escrita neste e noutro blog, várias vezes tenho referido a minha paixão pela Serra de Montejunto, mas existe uma razão para isso, é que mesmo antes de Saramago nos dizer que a «Passarola» terá aterrado nesta Serra, já eu desconfiava que o destino desta tinha sido aqui, e ao longo dos anos percorri a Serra de baixo para cima e o inverso na tentativa de a encontrar, para com ela fazer uma viagem, já que os aviões são muito barulhentos e assustam-me, nunca acreditei que o Sete Sois tenha partido nela, o que se passou, foi que ele estava farto da Blimunda que era Mulher assim tipo lapa,  que não o deixava respirar, e um Homem não é de ferro para aguentar Mulher 24 horas por dia, e um  dia escapuliu-se para se ver livre dela, mas a «Passarola» lá ficou na Serra, agora desisto de a procurar pois já não tenho idade nem pedalada para andar por ali, sujeito a levar algum tiro de Caçador menos atento, agora que começou a época da caça, e vou dedicar-me á pesca, quem sabe se alguma «passarrola» não dá por lá á costa desgovernada.



      

sábado, 1 de outubro de 2011

Pontões da Cruz Quebrada


Quando há dias passei no comboio junto á Cruz Quebrada, vi junto ao Rio Jamor uma Máquina retroes-cavadora junto á margem, fiquei curioso para saber se era desta que os muros de protecção do Rio iam ser reconstruídos, 28 anos depois de as grandes cheias que aconteceram no dia 19 de Novembro de 1983 os ter destruído, tal como aconteceu com os existentes na foz da Ribeira da Laje, situados na Praia de Santo Amaro de Oeiras, que entretanto á meia dúzia de anos lá colocaram um molhe em pedra solta que com certeza terá sido mais barato que reconstruir os antigos muros.

E assim hoje ainda o sol vinha longe lá fui desde a praia de Caxias onde deixei a «montada» sempre pelo passeio da Estrada Marginal, tendo passado pelo Alto da Boa Viagem onde se mantém de pé o edifício que outrora foi Restaurante e há mais de trinta anos ali está  ao abandono, diz-se que há por lá fantasmas ou assombrações, desci até á também abandonada Fábrica Lusalite, que já tem árvores a crescer do seu «ventre», passei pela Ponte da Cruz Quebrada reparada há pouco tempo e que data a sua construção de 1608 como indica uma placa no local, mais uns passos e passei para o lado do Tejo onde pude Observar o nascer do dia, e também verificar se a tal Máquina que tinha avistado dias antes, se destinava mesmo á reposição do que falta das muralhas de protecção do Rio Jamor.

Para surpresa minha vejo que a Máquina lá está, assim como um pequeno estaleiro, Pessoal não porque é Sábado e o relógio marcava 7h30 portanto ainda cedo para inicio do dia de trabalho, mas vi um placard que ao que parece indica o trabalho a executar, e então fiquei com muitas duvidas se era desta a reposição das muralhas, no placard refere-se apenas a reparação dum rombo na margem direita do Rio.

Ora as muralhas são nas duas margens, para além disso não tem o valor da Empreitada o que julguei ser obrigatório em obras do Estado, portanto fiquei a saber o mesmo que antes, talvez os Engenheiros que construíram estas protecções, o tenham feito só para «Inglês ver» e não tenham utilidade nenhuma, e também quem esperou 28 anos pela sua reposição também pode esperar outros tantos, aquilo assim até fica mais seguro para os Pescadores Desportivos que tinham o habito de ir pescar para o fim dos muros, sujeitos a vir uma onda e levá-los, assim estão mais seguros, mesmo que caiam ao Rio têm pé.









          
               Oeiras