sábado, 10 de setembro de 2011

Benfica-2- 1-Guimarães

O Vitória de Guimarães começou bem o jogo, causando alguns calafrios á defesa do Glorioso, mas depressa a nossa Rapaziada se recompõe tomou conta do jogo, pode-se até dizer que o jogo teve só um sentido até ao intervalo.
Enquanto não começa a segunda parte, apetece-me falar de alguns Jogadores, em primeiro lugar do Luizão, que ainda á pouco tempo aqui afirmei que lhe tirava a braçadeira de Capitão por causa das declarações á chegada de férias, e que se têm repetido ao longo dos anos, agora assinou por mais cinco anos e reafirma o seu amor ao Benfica, pois não, são mais uns milhões para a sua conta bancária.
O segundo Maxi, que fez uma primeira parte de tirar o fôlego, sempre a acelerar.
O terceiro, Cardoso, apetecia-me desancá-lo, mas fica para a próxima pois marcou dois golos e vou esquecer o que de negativo fez nos primeiros 45 minutos.

Tivemos o «pássaro» na mão e quase o deixávamos fugir, andámos a encher chouriços a maior parte do segundo tempo, quando tivemos oportunidades para dar meia dúzia, se não abrem a pestana na próxima Quarta Feira o Manchester dá-nos uma coça de criar bicho.
Isto já começa a ser normal terminar os jogos a tremer como varas verdes, já não sei se é do c.. ou das calças, terminei a primeira parte todo inchado e termino o jogo a mudar de canal, mas que sina.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Camões voltou, e não gostou do que viu

Camões voltou, não gostou do que encontrou, e alterou alguns dos seus versos  adaptando-os á  actualidade, pelo menos é o que penso ao receber dum Amigo o que aqui mostro.



Revisão d'Os Lusíadas na Crise...

À rasca...espalharei por toda a parte
I
As sarnas de barões todos inchados
Eleitos pela plebe lusitana
Que agora se encontram instalados
Fazendo o que lhes dá na real gana.
Nos seus poleiros bem engalanados,
Mais do que permite a decência humana,
Olvidam-se de quanto proclamaram
Nas campanhas com que nos enganaram!
II
E também as jogadas habilidosas
Daqueles tais que foram dilatando
Contas bancárias ignominiosas,
Do Minho ao Algarve tudo devastando,
Guardam para si as coisas valiosas.
Desprezam quem de fome vai chorando!
Gritando levarei, se tiver arte,
Esta falta de vergonha a toda a parte!
III
Falam da crise grega todo o ano!
E das aflições que à Europa deram;
Calam-se aqueles que, por engano,
Votaram no refugo que elegeram!
Que a mim mete-me nojo o peito ufano
De crápulas que só enriqueceram
Com a prática de trafulhice tanta
Que andarem à solta só me espanta.
IV
E vós, ninfas do Douro onde eu nado,
Por quem sempre senti carinho ardente,
Não me deixeis agora abandonado
E concedei engenho à minha mente,
De modo a que possa, convosco ao lado,
Desmascarar de forma eloquente
Aqueles que já têm no seu gene
A besta horrível do poder perene!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Lisboa, Ontem

Ontem fui fazer a minha caminhada habitual por Lisboa, e como não podia deixar de ser Observei, algumas coisas com algum interesse para aqui divulgar outras nem tanto e que ficam só para o Observador.
A primeira que não achei muita piada mas talvez até seja defeito meu pois de pinturas e cores sou praticamente um zero, mas que fotografei, são os bancos de jardim implantados ao longo da  Av. da Liberdade foram pintados mas não gostei daquelas decorações, até as considero de mau gosto.

A segunda Observação, já tem mais ««sumo» ia a descer a Av. da Liberdade começo a ouvir carros a buzinar, vou-me aproximando do local donde vinham as buzinadelas e verifico que um jerico qualquer estacionou o pópo na faixa de rodagem impedindo a circulação dos Autocarros, nesse local está uma obra de construção civil a decorrer e por norma está lá sempre um Policia que suponho estará em gratificado, portanto fora de serviço oficial, começou  a fila a ficar extensa, já chega aos Restauradores, e o que se vê? o nosso Agente da Autoridade a dar as costas ao acontecimento e subindo a  Av. sorrateiramente para não dar nas vistas. Sr. Agente, não coloco aqui a sua fotografia com o rosto bem visível, porque tenho ética, que foi aquilo que lhe faltou, ao dar as costas àqueles que naquele momento precisavam de si.
Independentemente das Leis, a ética e o profissionalismo, deveriam estar sempre presentes em qualquer actividade Profissional, mas como diz o outro: é a vida, nem todos aprenderam na mesma cartilha.

Esta atitude de ontem, já não é nova para mim, já a Observei noutras situações., gratificados não são serviço Publico, mas hoje quis saber mais sobre esta situação e reparei que o Provedor de Justiça já terá informado os Chefes da P.S.P. e julgo que também da G.N.R. que pelo facto dum Agente estar a fazer um serviço gratificado, não está isento do chamado serviço Publico como se pode ver mais adiante, então pergunto eu, porque é que não é cumprida a Lei?

DNoticias 28-7

O Provedor de Justiça defende que os agentes da PSP que estejam ao serviço de entidades particulares estão obrigados a agir sempre que necessário para garantirem a ordem e a tranquilidade públicas.

Em comunicado, ontem divulgado, a Provedoria de Justiça chama a atenção ao director nacional da PSP "para a necessidade de serem reforçadas as instruções aos agentes da PSP que fazem serviços remunerados", lembrando-os que mesmo quando estão a serviço de entidades privadas "não deixam de ser elementos policiais obrigados a actuar de acordo com as circunstâncias".
Obras de construção civil, agências bancárias, postos dos correios, lojas e super-mercados são algumas das entidades particulares que requerem os serviços dos agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP).
Para o juiz conselheiro Alfredo José de Sousa, a actuação dos polícias "não está confinada, em exclusivo, ao local de um serviço particular", devendo estes "sempre que necessário garantir a ordem e tranquilidade públicas, designadamente quando ocorrem crimes, ordenar o trânsito e garantir a segurança rodoviária".
A intervenção do Provedor de Justiça vem no seguimento de uma queixa de um cidadão contra a inação de agentes da PSP em serviço remunerado que, presenciando casos de estacionamento indevido que impedia o acesso a garagens, não sancionavam os infratores.
Perante a prática de crimes, a necessidade de garantir a ordem e a tranquilidade públicas e a segurança e a proteção das pessoas e dos bens prevalece sobre o interesse subjacente aos serviços gratificados", realça Alfredo José de Sousa.

Em reacção, a Direção da PSP garantiu ontem que a segurança pública "sobrepõe-se sempre aos interesses privados", depois do Provedor de Justiça defender que os agentes em serviço gratificado estão obrigados a assegurar a ordem e a tranquilidade públicas.
"Os polícias são, no exercício das suas funções, agentes de autoridade cuja missão é garantir a liberdade e a segurança de todos os cidadãos em todos os momentos", reagiu a Direção Nacional da Polícia de Segurança Pública (PSP) em resposta à agência Lusa.
E, nesse sentido, "a segurança pública, quando urgente e necessária, sobrepor-se-á sempre aos interesses privados no âmbito da missão policial", acrescentou.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Julgamento Original

Hoje vai aqui uma sentença que deveria ser aplicada actualmente a muito depravado que por aí anda á solta, com aparência de cordeirinho manso, bem sei que a nossa Industria está praticamente morta, mas os nossos Amigos Chineses vendem martelos nas suas lojas francas, muito embora sejam feitos de um aço meio manhoso mas para o serviço em questão servem perfeitamente.


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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Época das Vindimas

Em mais uma visita á Terra  em plenas vindimas, não podia deixar de escrever algo sobre a mesma e as diferenças que existem entre o tempo em que andei nessa tarefa á cinquenta e tal anos atrás e hoje, nesses recuados tempos era tudo feito a braços ( e o resto do corpo que também participava), como já escrevi várias vezes e para quem não conhece, a minha zona, pouco tem de plano, é sempre a subir ou a descer, e tudo era cultivado, a maior parte com vinha, os cestos eram de verga, que tínhamos de carregar ás costas de grandes distâncias, aquilo pesava que nem chumbo, quando chovia então era demais, pesava tanto a lama agarrada ao cesto com a uva que vinha lá dentro, a minha Mãe arranjou um processo para não ferir o ombro que carregava os cestos, e que era prender um chumaço dalgum casaco fora de uso preso com um alfinete de «dama» isto do nascer ao pôr do sol, alimentados com pão e umas sardinhas assadas, mais uns cachos de uva que isso era á borla, e umas copaneiras de água pé, que era o combustível mais utilizado, e que entretanto foi sendo substituído pela cerveja.

Hoje sem Pessoal para ocorrer a essa tarefa (o que vai valendo são muitos Estrangeiros que por cá andam) que tem de ser realizada num espaço muito curto, sob pena de a uva apodrecer, se não for colhida a tempo, foram automatizando a colheita, em especial nas grandes extensões de vinhas, as Adegas foram também automatizadas, com sistemas que «pisam» e espremem a uva, ao contrario de antigamente que a uva era pisada por Homens normalmente á noite, pois era trabalho executado pelos que durante o dia a  vindimavam, era colocada na prensa e depois uma meia dúzia de Homens se encarregavam de nesta espremer o  restante liquido que ainda estava nas uvas  já pisadas, esta tarefa embora fosse á força de braços, já era executada quase por desporto, andávamos de adega em adega, bebendo um copo aqui outro ali, e ás tantas o doping, bebido já nos tinha tirado todas as forças, e só os abstémios ou mais comedidos na «nobre arte  do copofone»  faziam força, os outros  apenas faziam o gesto.

Na caminhada que hoje fiz com o meu Amigo Vicente tive oportunidade de ver ainda alguns grupos de Homens e Mulheres, em vinhas que ainda não estão preparadas para a colheita com máquinas, ou pela sua pequena dimensão ou declive do terreno ainda são feitas manualmente, estive ainda na Adega do meu Padrinho Neto, que lá estava com os Filhos, em plena laboração, para sair dali uma «pomada» de se lhe tirar o chapéu, como aliás é habito e muito elogiada pelos apreciadores.
Nesta pequena estadia, ainda houve tempo para pintar uma sala, e rever uma Amiga de Infância que já não via há mais de quarenta anos, assim como conhecer o Marido, que não me engano se o classificar de cinco estrelas, regresso a Porto Salvo donde escrevo estas linhas que amanhã tenho a companhia dos meus Netos.












domingo, 4 de setembro de 2011

A «Guerra» das Árvores, em Oeiras

Polémica em Oeiras por causa do abate de árvores  na Vila, ora eu tenho opinião formada a respeito do tema, e não vou deixar passar em branco a oportunidade de exprimir o que julgo ser certo sobre o «guerra» em questão.
Li uma noticia num Jornal daqui da zona, em que havia grande contestação sobre o abate de árvores na Vila de Oeiras concretamente em Santo Amaro, ora eu sou apenas uma das «vitimas» dessas «plantas lenhosas», que enxameiam as nossas ruas, becos e praças, mas então sou contra as árvores? claro que não desde que estas sejam plantadas em locais próprios, que seriam parques, alguns campos de futebol que não têm serventia, e que bom dinheiro custaram ao Zé, plantem lá árvores, coloquem umas mesas e bancos e está feito um parque de merendas (ou de almoços).

Esses locais seriam afastados dos passeios para Peões, das casas, das condutas e canos de água potável, dos colectores de esgotos, etc.
Dos passeios porque tanto quanto julgo saber, estes foram feitos para as Pessoas circularem e não andarem nas estradas em conflito com os veículos motorizados, ou tracção animal, e também para com as suas raízes não destruírem as casas as condutas e colectores, porque as árvores também se alimentam e bebem muita água ou esgoto, o que estiver mais próximo das suas raízes, destruindo tudo á sua volta, se alguém duvidar fale com Pessoas ligados a este ramo de actividade e vão ficar pasmados com os prejuízos causados pelas raízes das árvores, e quem paga são os mesmos de sempre.

As Pessoas que andam a reclamar, aqui  sobre o abate das árvores, nunca andaram a pé, de cadeira de Deficiente ou com carrinho de Bébe, não sabem o que é andar pelas rua em «luta» pela sobre-vivência para não ser atropelado, ou então estão a brincar connosco, os «apeados» se gostam das sombras destas vão até aos parques que por aqui existem, um chapéu de sol também dá jeito, se querem estar «escondidos» pelas frondosas árvores, arranjem antes uns bunkers e paguem para isso, as rua não são propriedade de quem lá mora, são Publicas , se não sabem o que isto quer dizer eu explico, as ruas são de todos, incluindo de quem anda a pé,. mesmo morando na conchinchina.

Sei bem que vão mover as suas influências para que não prossiga a limpeza, já têm a aliada Quercus,  defensores oficias do não progresso, que tudo farão para definharmos, como têm feito contra as barragens, a defesa das  pegadas dos ratos ou as caganitas de chimpanzé, só se esquecem de lutar contra os obstáculos que os Peões encontram por todo o lado, que grande instituição que se esquece dos Cidadãos que andam a pé, também sei que a zona abrangida é considerada de colarinho branco e mangas de alpaca, espero que os responsáveis da Câmara não se acabassem e continuem na limpeza, por todo o Conselho, e já agora que não continuem com o mesmo erro que é plantar mais árvores nas novas urbanizações como acontece junto á Cruz de Oeiras, junto ao antigo Quartel da Policia de choque, e na Quinta da Figueirinha.







Todas as fotos foram tiradas ontem Sábado de manhã em Oeiras.




sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Major José Afonso Pala

Nos idos de 1973 a 1976, percorri todas as ruas do Conselho de Oeiras que nesse tempo abrangia também o que é hoje o Conselho da Amadora, e ainda duas grandes Vilas do Conselho de Sintra, Cacém e Queluz, durante três anos fui o responsável pela reparação e manutenção da Iluminação Publica destas Terras, pelo que por força disso fui obrigado a decorar os nomes dessas ruas, nesses tempos os G.P.S. ainda estavam incubados, e valia-nos a caixa dos pirolitos para ir fixando essas ruas, vem esta lenga-lenga a propósito de uma Rua por onde passei antes de ontem na minha volta por Lisboa, há nomes que me ficaram na memória, passados todos estes anos, e apesar do «falecimento» de muitos neurónios nestas quase quatro décadas.

A rua em questão por onde passei na Quarta Feira é a Rua Capitão Afonso Pala, ora eu tinha na memória uma Rua em Algés com o mesmo nome, mas com o Posto Militar maior concretamente de Major, fiquei curioso e fui tentar esclarecer-me se seria a mesma Pessoa, ou algum Familiar, e a conclusão a que cheguei é que se trata da mesma Pessoa, que aliás em Setúbal também tem o nome numa Rua e com posto de Major, fica-me a duvida, terá sido a Câmara de Lisboa que o despromoveu? terá este Major feito alguma que levasse esta Câmara a tomar uma medida tão drástica? mais, fui saber quem é a Pessoa em questão, e parece-me que ao contrário duma de despromoção merecia subir ao posto seguinte por distinção, pois foi um dos Heróis da implantação da Republica.

Nasceu a 24-2 1861 tendo morrido em Angola de ferimentos sofridos em combate na defesa dessa antiga Província, no inicio da Primeira grande Guerra, mas tinha-se destacado na implantação da Republica, e participado na escolha do que é hoje a nossa Bandeira Nacional, mas um dia terá escrito algo que não agradou aos Governantes e foi recambiado para Angola onde morreu, ontem tal como hoje as verdades ás vezes custam a engolir, somos assim não há nada a fazer, resta pedir á Câmara de Lisboa que promova o Homem, ou melhor coloque-o no posto que já tinha em 1915 quando morreu, porque despromover alguém, mesmo que morto custa a engolir.

«No dia 5 de Outubro de 1910, da varanda da Câmara Municipal de Lisboa, proclamou-se a República. Saíram milhares de pessoas para a rua a festejar, a notícia espalhou-se rapidamente pelo país e a mudança tornou-se um facto consumado.
Uma mudança tão profunda justificava que se escolhesse outra bandeira nacional. Mas que cores se deviam usar? E que símbolos?
O governo não perdeu tempo e logo a 15 de Outubro reuniu um grupo de gente com grande prestígio para que elaborasse um projecto de bandeira. Desse grupo faziam parte: o pintor Columbano Bordalo Pinheiro; o jornalista João Chagas; o escritor Abel Acácio de Almeida Botelho; o capitão de artilharia José Afonso Pala e o primeiro-tenente da Marinha António Ladislau Parreira. Naturalmente inspiraram-se nas bandeiras dos centros republicanos e das sociedades secretas que tinham contribuído para o êxito da revolução».